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Política Nacional

MDB e União terão de avalizar Doria, diz presidente do PSDB

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MDB e União terão de avalizar Doria, diz presidente do PSDB
Reprodução: Flickr – 31/03/2022

MDB e União terão de avalizar Doria, diz presidente do PSDB

Um dia após emitir uma nota endossando a  candidatura de João Doria à Presidência da República, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou que o nome do governador licenciado pode ser retirado em favor de outro com mais condições de disputar o Planalto.

“Isso vai afunilar no momento apropriado. O caminho a ser dado será o da sensatez para encontrar um nome nesse conjunto de alianças políticas, nesse conjunto de partidos, que melhor ofereça ao país. O PSDB oferece a sua alternativa, mas definiremos de forma coletiva”, declarou Araújo.

Segundo Araújo, os quatro partidos vão começar a conversar a partir de semana que vem para comecar a estipular os critérios para a definição do nome. Ele mencionou pesquisas eleitorais e qualitativas como algumas condições a serem analisadas.

“A candidatura do PSDB está contida num acordo maior. O que antecede é um acordo político de um grande consórcio político, com União Brasil e MDB. Essa candidatura sai de algo além do PSDB. É nessa construção que estamos dedicados. Com União Brasil, PSDB, MDB, Cidadania, num outro momento, eventualmente o Podemos, possam encontrar quem é o candidato que aglutina as suas forças. Cada um vai fazer seu movimento”, disse o tucano.

Ele afirmou que a carta publicada na quinta-feira endossando a candidatura de Doria à Presidência foi feita para “garantir estabilidade interna” no partido, uma vez que movimentos do ex-governador gaúcho Eduardo Leite acenavam para uma articulação visando minar o projeto do paulista.

Questionado sobre Leite, adversário de Doria nas prévias internas, ter marcado encontro com Sergio Moro, que desistiu da disputa pela Presidência na quinta-feira, Araújo afirmou ver essa conversa com naturalidade. E disse ainda ter visto a atitude de Leite de se licenciar do cargo como “decente”, e que o gaúcho vai continuar se habilitando para “qualquer chamamento”.

“Numa democracia, ninguém impede um político de se movimentar. Um político que não se movimenta, você acredita que ele morra, né?”.

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Filiação de Maia

O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo, Rodrigo Maia, confirmou sua filiação ao PSDB nesta sexta-feira. O evento contou com a presença de Doria, Araújo, Marco Vinholi (presidente estadual do PSDB), o deputado federal Alexandre Frota e dirigentes paulistas.

Doria foi perguntado se as reviravoltas da quinta-feira não teriam enfraquecido o PSDB e irritado correligionários e comparou a legenda a uma família.

Ex-dirigente do DEM, hoje fundido ao PSL e tornado União Brasil, Maia defendeu que o PSDB deveria se reconhecer um partido de direita. Ele criticou o partido por não ter assumido essa posição quando foi tirado do centro ideológico durante do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Em seu discurso, Maia declarou que o PSDB tem espaço para crescer não no centro, mas na direita, ao abrir as portas para aqueles que arrependem de ter votado em Jair Bolsonaro.

“Existe uma avenida não para a terceira via, mas para aqueles que votaram no Bolsonaro”, afirmou Maia.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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