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Política Nacional

MBL deixa o Podemos e muda para o União Brasil

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Kim Kataguri, líder do MBL
Reprodução: Câmara dos Deputados – 29/03/2022

Kim Kataguri, líder do MBL

Pouco mais de dois meses após filiar algumas de suas principais lideranças ao Podemos, o Movimento Brasil Livre (MBL) decidiu deixar a sigla do  ex-juiz Sergio Moro e mudar para o União Brasil. Segundo integrantes do movimento, o clima na legenda se tornou insustentável após o episódio envolvendo o deputado Arthur do Val (sem partido), que teve áudios de conteúdo sexistas vazados no início do mês.

“Muitos parlamentares do Podemos pediram a cabeça do Arthur, defenderam a cassação dele. Isso deixou o clima muito ruim”, afirmou o deputado federal Kim Kataguiri, que era do DEM e não chegou a deixar o partido após fusão com o PSL.

Segundo Kim, a principal motivação para a ida do MBL ao partido de Moro era a candidatura de Do Val ao governo de São Paulo. Como o próprio deputado retirou a sua candidatura e o Podemos não aceitou negociar um novo nome do MBL ao Palácio dos Bandeirantes, a migração do bloco deixou de ter “razão de ser”, diz Kim.

“No União, nós temos mais espaço de atuação em comissões, mais tempo de televisão. Para nós faz mais sentido”, completa o deputado.

Entre os nomes que estão com ida acertada para o União estão o vereador de São Paulo Rubinho Nunes, que vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, além de Amanda Vettorazzo, Cristiano Beraldo, Guto Zacarias e Renato Battista, pré-candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Adelaide Oliveira, que foi candidata a vice na chapa de Do Val à prefeitura de São Paulo, em 2020, será a única a permanecer no Podemos, pois tem maior proximidade com o ex-ministro da Justiça.

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Ao GLOBO, Rubinho afirmou que a postura de alguns deputados, senadores e prefeitos do partido tornaram a relação “impossível e insustentável”.

“Nossas conversas com o União evoluíram de forma significativa, respeitando nossa forma de atuar e liberdade para apoios, votos e opiniões. O partido ainda é estratégico, haja vista que garante posições em comissões importantes como CCJ e finanças, as quais serão vitais para contrapor um eventual governo Lula ou Bolsonaro”, disse o vereador.

Sobre o apoio à candidatura de Moro, tanto Kim quanto Rubinho disseram que o movimento segue ao lado da candidatura do ex-juiz, que, na noite de segunda, jantou com o presidente do União, Luciano Bivar.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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