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Matrículas por cotas em universidades mais que triplicaram entre 2009 e 2016

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Matrículas por cotas mais que triplicaram entre 2009 e 2016, revela IBGE
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Matrículas por cotas mais que triplicaram entre 2009 e 2016, revela IBGE

O número de matrículas por cotas no ensino superior público do Brasil mais que triplicou de 2009 a 2016, ao passar de 1,5% para 5,2%, divulgou nesta quarta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da Síntese dos Indicadores Sociais 2018.

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Nos cursos de nível superior (bacharelado) presencial em instituições públicas, as matrículas por cotas registraram aumento de 809 mil para 1,2 milhão. No mesmo período, os números foram maiores nas instituições privadas. As matrículas nesses cursos cresceram de 2,8 milhões para 3,9 milhões.

O Programa Universidade para Todos ( ProUni ), que concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais em instituições privadas de ensino superior, também registrou aumento proporcional ao das cotas, indo de 5,7% para 7,3% nos sete anos pesquisados.

Os alunos que ingressaram ao ensino superior após cursarem os anos anteriores em escola privada , no entanto, ainda representam mais que o bobro dos que os estudantes do ensino médio da rede pública , mesmo com os avanços das cotas e do ProUni.

Entre 2009 e 2016, 35,9% dos que se formaram na rede pública passaram a cursar uma faculdade, número que passa a 79,2% para alunos que estudaram na rede privada nos anos anteriores.

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desigualdade de renda entre brancos e pretos permanece alta, apesar de os números do IBGE mostrarem uma leve redução do abismo entre os rendimentos. Os pretos ou pardos representavam, em 2017, 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos a participação de pretos ou pardos, por sua vez, aumentou, saltando de 24,7% em 2016 para 26,3% em 2017.

O grupo de de crianças de 4 e 5 anos que frequentava escola ou creche entre 2016 e 2017 subiu de 90,2% para 91,7%, embora ainda não seja suficiente para atingir a meta de universalização do Plano Nacional de Educação (PNE), que é universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças dessa faxa etária e ampliar a oferta em creches.

Mesmo sem conseguir universalizar o PNE, o Brasil está perto da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) referente ao acesso à pré-escola, defende o IBGE. A taxa de crianças com 4 anos de idade em escolas ou creches no Brasil é de 87,1%, abaixo da média de 88%, ocupando o 27º lugar entre 35 países – na frente de países como Chile, Finlândia e Estados Unidos.

A construção de todo o processo de educação passa pelo número de crianças que está nas escolas e creches, a qualidade do ensino, a formação dos professores e muitos outros fatores. Mesmo com a redução das taxas, a desigualdade de renda entre brancos e pretos ou pardos é muito grande no Brasil, avalia o Instituto. 

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Necessidade de trabalhar impede muitos de estudarem


Matrículas por cotas e ProUni cresceram entre 2009 e 2016; muitos jovens não podem estudar por terem que trabalhar
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Matrículas por cotas e ProUni cresceram entre 2009 e 2016; muitos jovens não podem estudar por terem que trabalhar

Os dados da Síntese dos Indicadores Sociais 2018 indicam que o principal motivo para muitos jovens não conseguirem estudar é a necessidade de trabalhar para compor ou ser a única renda familiar. 

Na população masculina com ensino médio completo e incompleto, eles não estudavam principalmente por precisar trabalhar e procurar trabalho ou aguardar início do trabalho (52,5% no primeiro grupo e 48,9% no segundo). 

Entre as mulheres do mesmo grupo, o motivo da falta de estudos era a dedicação aos afazeres domésticos e cuidados, que concentrou 39,5% das jovens sem ensino médio e 14,7% das jovens com ensino médio que não haviam concluído o ensino superior. Precisar trabalhar e procurar trabalho ou aguardar início do trabalho foram os motivos para 23,2% e 33,6%, respectivamente.

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A Síntese dos Indicadores Sociais 2018 traz um conjunto de informações da realidade social do Brasil e usa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017 como principal fonte para a divulgação que traz como um dos destaques o aumento do número de matrículas por cotas entre 2009 e 2016.

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Infraero “vai acabar”, diz futuro ministro de Bolsonaro a jornal

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

“[A Infraero] vai acabar”, disse Tarcísio Gomes de Freitas, futuro ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro

O governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) quer conceder todos os aeroportos do Brasil à iniciativa privada e acabar, num prazo de aproximadamente três anos, com a Infraero, estatal que hoje administra essa rede. A declaração, concedida ao jornal O Estado de S. Paulo , é do futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

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“[A Infraero ] vai acabar”, disse Freitas, que já foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A única dúvida, segundo o ministro, é se a estatal será privatizada como uma empresa de administração de aeroportos ou se, ao final do processo, será extinta.

A Infraero vem enfrentado problemas financeiros desde o início do programa de concessões de aeroportos, no governo de Dilma Rousseff (PT). Desde então, terminais de grande movimento, como o de Brasília, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), deixaram de fazer parte da base de aeroportos administrados pela empresa brasileira.

A estatal chegou a entrar como sócia em diversas dessas concessões , mas isso, num primeiro momento, acabou aprofundando seu problemas de caixa. De acordo com o futuro ministro de Bolsonaro, essas participações também serão vendidas no próximo governo.

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Com o processo de privatização da Infraero, parte dos funcionários da estatal continuarão vinculados a ela, mas serão transferidos a uma nova empresa de controle aéreo. O restante já integra um programa de demissão voluntária , que está sendo bancado com os recursos obtidos a partir das concessões.

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Segundo Freitas, cerca de mil funcionários estão sendo demitidos da empresa brasileira anualmente. No início do programa de concessões, a Infraero tinha 12 mil empregados; hoje, são apenas 9 mil.

Comando da Infraero


Tarcísio Gomes de Freitas confirmou que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será o novo presidente da Infraero
José Cruz/Agência Brasil

Tarcísio Gomes de Freitas confirmou que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será o novo presidente da Infraero

O novo ministro também confirmou ao Estadão que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será presidente da estatal e negou que a indicação tenha sido imposta pelos militares que cercam a administração do presidente eleito. “Foi escolha minha, não teve pressão nenhuma”, declarou Freitas.

O ministro de Bolsonaro acrescentou que Barros, que hoje é de diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), “é um grande nome, que tem profundo conhecimento na área”, e que foi escolhido por estar alinhado aos planos do governo eleito para acelerar as privatizações.

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O programa de concessões será reforçado por Martha Seillier, atual chefe da assessoria especial da Casa Civil da Presidência, que será diretora da Infraero . A economista, que já atuou na área de formulação de políticas para a aviação civil no Ministério da Defesa, foi diretora de regulação e concorrência da Secretaria de Aviação Civil.

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Afastar Brasil de China e árabes pode prejudicar agronegócio, diz ministro

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Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o agronegócio brasileiro
Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o agronegócio brasileiro

Para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um possível distanciamento de China e dos países árabes pode prejudicar o agronegócio brasileiro. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa convocada por Maggi na manhã desta sexta-feira (14), onde o ministro fez um balanço de sua gestão à frente da pasta.

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A declaração de Maggi em defesa do agronegócio brasileiro é motivada por opiniões expressas por Jair Bolsonaro (PSL). Assim que foi eleito presidente, Bolsonaro criticou o avanço da China em negócios dentro do País e assinalou a pretensão de transferir a embaixada brasileira em Tel Aviv, Israel, para Jerusalém. A iniciativa é interpretada, pelos países árabes, como uma provocação .

Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o setor agropecuário. Para se ter uma ideia, quase metade de todas as exportações de frango do Brasil são destinadas ao Oriente Médio. “Nós não temos essa questão geopolítica. Você perder isso [exportações para os árabes] significa problemas para as nossas empresas”, explicou Maggi.

O ministro ainda revelou que, em conversas recentes com a futura ministra de sua pasta, Tereza Cristina , comentou sobre a importância de manter as visitas internacionais e as negociações para abrir novas portas para os produtos brasileiros. De acordo com dados divulgados por Maggi, o Brasil conseguiu inserir 78 de seus produtos em 30 países diferentes nos últimos dois anos e meio.

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“[Meu conselho é] abrir novos mercados e manter os que nós temos. [Manter] Uma presença permanente na China”, disse o ministro. “Eu fiz seis viagens à China nesse período que estou aqui. Ir à China conversar é muito importante. Chineses, árabes, essa turma gosta muito que você esteja presente, conversar olho no olho”, completou.

China, a estrela do agronegócio


Com 26,3% de participação, a China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro
Divulgação/Ministério da Agricultura

Com 26,3% de participação, a China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro

A China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro deste ano, com participação de 26,3% do total. A fatia representa mais que o dobro do segundo colocado no ranking, os Estados Unidos (EUA), com um percentual de 11,9%. Os dados são do Índice do Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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De acordo com a FGV, as exportações para a China cresceram 97,6% (em valor), na comparação com novembro do ano passado. Os principais responsáveis por esse crescimento foram a soja, que respondeu por 45% do aumento, e o petróleo bruto (não refinado), com 32% desse crescimento.

O aumento é resultado da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos , que faz os chineses buscarem outros fornecedores de produtos como a soja. Esse crescimento, no entanto, é possivelmente temporário e não compensará uma piora nas condições do mercado mundial, caso haja um acirramento do protecionismo.

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Ainda segundo a FGV, as exportações totais brasileiras cresceram 25,4% em valor no período. Descartando-se o efeito da mudança do Repetro, regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens relacionados ao petróleo, as exportações cresceram 15,6%.

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Em 2018, segundo anunciou o ministro da Agricultura durante a entrevista coletiva, as exportações do agronegócio devem bater recordes. “Será a primeira vez que o agronegócio vai ultrapassar a barreira dos US$ 100 bilhões. Já exportamos US$ 99 bilhões em 2013, mas nunca US$ 100 bilhões”, celebrou Maggi.

*Com informções da Agência Brasil

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