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Marcos Pontes promete aconselhar Bolsonaro sobre saída do Acordo de Paris

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Ministro da Ciência e Tecnologia de Bolsonaro, Marcos Pontes se reuniu com representantes da comunidade científica
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Ministro da Ciência e Tecnologia de Bolsonaro, Marcos Pontes se reuniu com representantes da comunidade científica

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, prometeu fornecer informações ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), antes que haja decisão sobre eventual retirada do Brasil do Acordo de Paris. À imagem do presidente norte-americano, Donald Trump, Bolsonaro já manifestou em mais de uma ocasião que não é simpático à íntegra dos termos
previstos no tratado internacional sobre o meio ambiente.

“Nós temos, dentro da comunidade científica, participação muito grande em estudos e análises de clima e a importância do desenvolvimento sustentável. Essas informações todas serão levadas ao presidente. Obviamente, quem tem o poder de decisão é o presidente, mas nós temos a obrigação de informar sobre esses assuntos” disse Marcos Pontes
nesta quinta-feira (6).


Questionado sobre o impacto do anúncio de que o  Brasil não sediará mais a Conferência do Clima da ONU
em 2019, o astronauta e futuro ministro respondeu em tom de lamentação. “Existe, do nosso ponto de vista, pontos favoráveis para que a gente faça isso [sediar o evento]. Mas a gente respeita essas decisões”, disse.

O futuro ministro explicou ainda que, até segunda ordem, sua pasta seguirá responsável pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pelo Inmetro. “Está no nosso organograma, mas, até sair o decreto, a gente não tem certeza das coisas”, afirmou.

Os Correios também segue sob a pasta do Ministério da Ciência e Tecnologia
e, de acordo com o futuro ministro, a possível privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos “não está em pauta”.

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Pontes participa de reunião ao longo desta quinta com representantes de entidades da comunidade científica para definir prioridades do futuro governo. O futuro ministro explicou que a pasta deve ter três missões: produzir conhecimento, produzir riquezas para o País e contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

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“A gente tem que desenvolver isso ao longo do ano para que recuperemos o prestígio do País. Ciêntia e Tecnologia são estratégicas para o desenvolvimento do País e nós precisamos ter esse prestígio para que a gente produza esse retorno para a sociedade”, disse.

“Temos uma série de projetos que podemos trabalhar em conjunto para melhorar saneamento e a vida de um modo geral. A nossa ideia é sempre pensando em desenvolvimento sustentável. A ciência pode colaborar muito com isso”, complementou Marcos Pontes
.

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Lula é investigado em novo inquérito por invasão do MTST ao tríplex do Guarujá

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Lula deverá ser ouvido pela PF na próxima terça-feira
Ricardo Stuckert
Lula deverá ser ouvido pela PF na próxima terça-feira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agora é investigado em mais um inquérito. A Polícia Federal apura se ele influenciou o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) a invadir o tríplex do Guarujá, que é atribuído a ele. As informações são do jornal Folha de S.Paulo
.

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Em abril do ano passado, cerca de 30 manifestantes do MTST invadiram o apartamento para protestar contra a prisão de Lula
. Quem coordenou a ocupação foi Guilherme Boulos (PSOL). “Se o tríplex é dele, então o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, precisam explicar por que ele está preso”, afirmou Boulos na época.

Em um discurso antes de ser preso, no dia 7 de abril do ano passado, o ex-presidente afirmou que foi condenado “por um desgraçado de um apartamento” que não pertence a ele e afirmou que já havia pedido que Boulos “mandar o pessoal dele ocupar”.

Agora, a PF investiga se a fala do petista influenciou o MTST
a invadir o tríplex e se houve esbulho processório, ou seja, quando se invade “terreno ou edifício alheio”. A pena é de até seis meses e multa. O ex-presidente será ouvido na próxima terça-feira.

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Nessa quinta-feira, a defesa reiterou um pedido ao STF para que a ação penal sobre o sítio de Atibaia saia da Justiça Federal do Paraná. O pedido já havia sido feito em maio do ano passado e refeito quando ele foi condenado. Agora, a defesa pede “urgência e prioridade” para a questão. 

O principal argumento é de que o STF já havia decidido retirar do Paraná os trechos da delação da Odebrecht sobre o sítio, em abril. A decisão, no entanto, não proibiu a Justiça do estado de usar as informações. A defesa do petista quer que o caso prossiga em Brasília ou em São Paulo, onde os fatos investigados na ação ocorreram.

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Lula
foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, ligado à Operação Lava Jato. A primeira instância considerou que o ex-presidente recebeu propina quando estava reformando o imóvel. 


Fonte: IG Nacional
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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro repassava 60% do salário para Fabrício Queiroz

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Fabrício Queiroz foi citado em depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro ao MP
Reprodução/SBT
Fabrício Queiroz foi citado em depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro ao MP


O ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Agostinho Moraes da Silva, afirmou que repassava cerca de 60% de seu salário para Fabrício Queiroz, outro ex-assessor do agora senador. O depoimento foi dado aos promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro que investigam movimentações financeiras suspeitas feitas por Queiroz, conforme identificou relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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A testemunha, primeira ouvida no caso, afirmou que todos os meses repassava R$ 4 mil dos R$ 6 mil que recebia como seu salário na Alerj  para Fabrício Queiroz
. Agostinho disse que este dinheiro era aplicado em compras e vendas de veículos mediadas pelo “amigo” Queiroz e que os rendimentos, ao final de meses, eram maiores do que o que ganharia se aplicasse em fundos de investimentos de banco.

O ex-assessor apontou que recebia um lucro mensal de 18% das mãos de Queiroz. Na época, ambos trabalhavam no gabinete de Flávio Bolsonaro
na Alerj. Os repasses nunca foram declarados à Receita Federal.

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O caso Queiroz nasceu graças a uma investigação iniciada com a Operação Lava Jato
no Rio de Janeiro, que analisa a ação de deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Alerj) em contratos.

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Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por identificar movimentações financeiras, Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Nantes Bolsonaro (PSL), recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete do deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público quer esclarecer essas movimentações.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas.

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Em meio à polêmica, o próprio Flávio Bolsonaro e os familiares de Fabrício Queiroz
, entre eles sua esposa, Marcia Aguiar Queiroz, e suas duas filhas, Evelyn Queiroz e a própria Nathalia Queiroz, também foram convidados pelo Ministério Público a prestarem depoimento, mas não compareceram.

Fonte: IG Nacional
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