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Economia

Líder dos caminhoneiros pede fim do PPI da Petrobras e questiona lucro

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Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro
Reprodução/Facebook

Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, pediu o fim da política da Petrobras que internacionaliza o preço dos combustíveis e disse ser “absurdo” o lucro da estatal em meio à alta nas bombas. Em entrevista ao Sindipetro-SP, ele disse que “não pode pagar em dólar se ganha em real”.

No dia 14 de março, a Abrava foi ao Tribunal Regional Federal da 1° Região (TRF) para barrar os aumentos nos combustíveis praticados pela Petrobras no dia 10 de março, de 18,8% nos preços da gasolina, 24,9% do diesel e 16,1% do gás de cozinha. Na petição, a Abrava pediu o fim da Política de Paridade de Preços Internacional, que considera o valor do barril de petróleo no mercado externo para reajustar, ou não, os preços no Brasil.

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Segundo Landim, o PPI, instituído em 2016, prejudica os trabalhadores e aumenta a inflação enquanto a Petrobras registra lucros recordes. 

“Essa pauta dos combustíveis não é exclusiva dos caminhoneiros, esse assunto envolve toda a sociedade, estamos falando de inflação na veia. O transporte em si não pode sofrer com isso com continuidade, e esse preço precisa ser repassado. Temos um levantamento que, inclusive, indica aumento para as próximas semanas”, alerta Landim.

A proposta do governo de reduzir o imposto estadual, na visão do líder da Abrava, não passa de um “paliativo”, já que não supre o aumento recente promovido pela estatal.

“Essa outra ação que o governo propôs, do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] dos estados, ficou muito claro que no texto original fala da retirada de 30% do valor do imposto, e já tivemos um mega aumento de 25%, então é paliativo. Outra questão que ninguém coloca é sobre as armadilhas existentes dentro da Petrobrás, colocadas para o povo brasileiro, tanto é que 27% da composição da gasolina é do etanol, o que não tem nada a ver com moeda estrangeira, então o povo está sendo enganado e não podemos ficar calados”, disse. 

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Landim afirma que conversa com lideranças de outros setores, como motoristas de aplicativos, e alega que se houver um novo aumento, ficará “sem condições de rodar”. 

Por enquanto, ele afasta a possibilidade de uma nova greve e foca em conscientização da população sobre a importância de dar fim ao PPI. 

“Existe um trabalho de conscientização, mas vejo, sim, a possibilidade de uma parada natural e, se tiver hoje, eu me dedico para proteger a categoria dos transportadores autônomos”, afirma. 

“Por isso, precisamos de muita responsabilidade para não direcionar a categoria para o abismo, porque já estamos na beira dele. Um transportador que se mobilizasse na rodovia receberia até R$ 100 mil de multa por dia, então tivemos que tirar o pé. Hoje, nossa estratégia é unir forças, conscientizar e trazer a sociedade junto, como em 2018”, completa.

Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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