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Nacional

Lava Jato: Delegada forjou depoimentos para ajudar operação, mostram diálogos

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'Dá no mínimo uma falsidade', afirmou Dallagnol, em mensagens vazadas
Fernando Frazão / Agência Brasil

‘Dá no mínimo uma falsidade’, afirmou Dallagnol, em mensagens vazadas

Uma nova leva de conversas da Lava Jato apreendidas pela  Operação Spoofing  mostra que o procurador Deltan Dallagnol declarou que a delegada da Polícia Federal, Erika Marena, registrou o depoimento de uma testemunha que nem sequer foi ouvida para ajudar a operação.

“Como expõe a Erika : ela entendeu que era pedido nosso e lavrou termo de depoimento como se tivesse ouvido o cara, com escrivão e tudo, quando não ouviu nada … Dá no mínimo uma falsidade … DPFS são facilmente expostos a problemas administrativos”, disse Dallagnol em uma conversa com o procurador Orlando Martello Júnior no dia 26 janeiro de 2016.

Em outro trecho do pacote de mensagens, há indícios de colaborações informais entre os procuradores da Lava Jato e autoridades estrangeiras. Os os advogados de Lula acusam os investigadores de compartilharem  documentos e informações com autoridades dos Estados Unidos e da Suíça.

Em 29 outubro de 2016, o procurador Orlando Martello Júnior avisa sobre a aposentadoria de um procurador suíço. “Isso vai complicar muito para nós, pois ele é quem nos passa informação”, diz.

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“Roberto, você poderia levantar para mim o patrimônio brasileiro que têm as pessoas abaixo? Preciso informar, para fins de inteligência, a Suíça”, teria escrito Deltan em outra mensagem.

Em julho de 2016, em uma troca de mensagens no grupo de Telegram da força-tarefa, Deltan Dallagnol diz ao procurador Januário Paludo. “Deixe essa burocracia chata que não serve pra nada e vem pra cá você também January. Venha prender o Lula”

A primeira denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente, por por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na investigação sobre cartel e propinas na Petrobrás, aconteceu dois menos de dois meses depois. Na ocasião, o então coordenador da força-tarefa apresentou as acusações com a ajuda da famosa apresentação de PowerPoint.

Desde que as conversas começaram a ser vazadas, os procuradores da operação negam a autenticidade. A força-tarefa diz que o material foi obtido ilegalmente no ataque cibernético e pode ter sido adulterado pelos hackers.

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MG: bombeiros buscam bebê de um ano que pode ter sido jogada no rio pelo pai

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A criança pode ter sido jogada no rio pelo próprio pai
CORPO DE BOMBEIROS / DIVULGAÇÃO

A criança pode ter sido jogada no rio pelo próprio pai

Nesta quinta-feira (25), o Corpo de Bombeiros realiza as buscas por uma bebê de um ano e nove meses que pode ter sido jogada em um rio pelo próprio pai, em Silvianópolis, no Sul de Minas Gerais . O homem, de 21 anos, se matou. As informações foram noticiadas pelo portal O Tempo .

De acordo com a polícia, os pais da criança haviam discutido na última terça-feira (23) e o homem saiu com a bebê da cidade de Turvolândia, onde a criança morava. Ele teria dito que levaria a menina para a casa da avó paterna. A mãe da criança, de 16 anos, já tinha pedido a separação e ele ia sair de casa.

Na quarta-feira (24), a jovem ligou para o pai da menina para saber sobre a filha, mas as ligações não foram atendidas. Mais tarde, os familiares dele disseram que não tinham notícias de Wallace Rodrigues e, depois, o corpo dele foi encontrado na zona rural da cidade. Segundo a polícia, o homem se enforcou. 

O sapato da criança foi encontrado ao lado do rio
CORPO DE BOMBEIROS / DIVULGAÇÃO

O sapato da criança foi encontrado ao lado do rio

A criança, no entanto, não foi encontrada, somente o sapato dela, que estava perto do rio Sapucaí, levantando a suspeita de que ela teria sido jogada no local. Os bombeiros informaram que buscas com técnicas de mergulho estão sendo feitas na região desde quarta, mas ela ainda não foi identificada.

O corpo de Rodrigues foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Pouso Alegre, também no Sul de Minas. 

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Rio Acre registra nova alta e situação de calamidade se intensifica na região

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Rio sobe 12 centímetros em 18hrs e aumento situação de calamidade no Acre
Arquivo/Defesa Civil

Rio sobe 12 centímetros em 18hrs e aumento situação de calamidade no Acre

Nesta quinta-feira (25), as águas do Rio Acre voltaram a subir na cidade de Rio Branco, município do Acre . Por volta das 06h da manhã de hoje, rio chegou à marca de 14,99 metros e a cota para transbordo equivale a 14 metros. Segundo a Defesa Civil Municipal, 12 centímetros foram registrados nas últimas 18 horas. As informações foram apuradas pelo G1. 

Os resultados das enchentes já atingiram cerca de 19 mil pessoas em 24 bairros da capital acreana. Com a divulgação dos dados , aproximadamente 732 famílias estão desalojadas, se abrigando em casas de parentes e 79 famílias, com aproximadamente 248 pessoas, estão entre os seis abrigos ativados pela prefeitura local.  

No abrigo Parque de Exposições, 33 famílias foram acolhidas. O major Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, declarou que mesmo o abrigo sendo um dos maiores na região, a ideia é acolher uma quantidade menor de pessoas para não causar aglomeração em meio a pandemia do novo coronavírus

“Essa quantidade de famílias desabrigadas inaltera independentemente de o rio estar oscilando, porque a gente só consegue voltar com essas famílias para suas casas quando o rio oferecer uma margem de segurança certa, que não vai desabrigar de novo essas famílias. Temos capacidade no Parque de Exposições hoje para 100 famílias, mas estamos com 33 e a ideia é justamente essa de deixar bem vago para não aglomerar pessoas”, ressaltou o major. 

Dos 24 bairros atingidos , seis estão em condições sérias como Seis de Agosto, Terminal da Cadeia Velha, Baixada da Habitasa, Airton Sena, Taquari e Cidade Nova. Na segunda-feira (22), o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), de que a localidade está em estado de calamidade pública em 10 cidade do Acre, devido as inundações provocadas pela cheia dos rios.

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Municípios como Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves vivem com sua população desabrigada e desalojada. 

Nas últimas 24 horas, o Acre registrou 852 novos casos de covid-19, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). No momento, estado contabiliza 975 óbitos e 55.881 infectados pelo vírus. E desde de semana passada, vem acompanhando a situação de enchente dos rios que ultrapassaram sua cota de transbordo, atingindo milhares de famílias na região. 

A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, teve cerva de 90% de seu território submerso. De acordo com a Defesa Civil, em seu último levantamento, estima que 118.496 pessoas foram prejudicas com as enchentes, levando em consideração pessoas em que tiveram suas casas inundadas e ficaram desabrigadas. 

Sem contar que região passa por um surto de dengue. O Acre registra em torno de 7,5 mil casos suspeitos da doença e 1.683 casos confirmados. A capital acreana já declarou situação de emergência na capital pelo aumento do número de casos. 

Além disso, a situação de imigração vem se intensificando na região nos últimos dias.  A fronteiro do Acre com o Peru, desde de o ano passado, vem retendo imigrantes após sua decisão de fechar as fronteiras para não deixar com que pessoas que estivessem no Brasil, atravessassem para o país peruano. Eles estavam sendo atendidos pela prefeitura de Assis Brasil, mas no dia 14 deste mês, se revoltaram e ocuparam a ponte da cidade. 

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