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Nacional

Justiça extingue processo contra pastora que fez discurso racista e homofóbico

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Kakau Cordeiro em pregação na Igreja Sara Nossa Terra
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Kakau Cordeiro em pregação na Igreja Sara Nossa Terra

Desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiram extinguir o processo contra a pastora Karla Cordeiro, de 41 anos, conhecida como Kakau, acusada pelo Ministério Público de ter proferido discurso racista e homofóbico. Em julho, imagens da religiosa durante uma pregação na Igreja Sara Nossa Terra de Nova Friburgo, na Região Serrana, viralizaram nas redes sociais. Nos vídeos, ela criticava fiéis que defendem causas sociais, raciais e LGBTQIA+, classificava como “vergonha” os símbolos dessas lutas e sustentava que apenas Jesus Cristo “é a nossa bandeira”.

“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha. Desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi, é Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira. Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay. Para. Posta a palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta”, afirmava Kakau no vídeo.

Em seu voto, o desembargador Paulo Rangel, relator do habeas corpus e que é um homem negro, disse que não houve dolo e que a pregadora “está amparada pelo exercício regular do direito que é a liberdade de culto religioso e de crença, assegurados pela Constituição da República”.

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Rangel abriu seu voto com a canção “Recado”, de Gonzaguinha. Ele criticou também o fato de tudo ser considerado crime atualmente e afirmou que o Direito Penal se tornou “instrumento de manipulação social”.

“O problema é que hoje tudo é crime. A pessoa tem uma opinião que não é politicamente correta pronto: já é considerada criminosa. Opinião passou a ser crime. Lamentável. Hoje humoristas como Paulo Silvino que tinha o bordão “Isto é uma bichona”, Tom Cavalcante que encarnava o “Pit Bicha”, o memorável e inesquecível Chico Anísio que dentre centenas de personagens encarnava a “Salomé”, “Os Trapalhões” (Dedé, Didi, Mussum e Zacarias) que se dirigiam ao queridíssimo e inesquecível Mussum como crioulo, dentre outros, seriam presos na porta do estúdio de gravação e denunciados pelo Ministério Público. É lamentável que o Direito Penal tenha se tornado instrumento de manipulação social e não de segurança jurídica (princípio da reserva legal)”, diz um trecho do voto.

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Nacional

Deputado pede prisão de Anitta após público gritar contra Bolsonaro

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Filippe Poubel e Anitta
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Filippe Poubel e Anitta

O deputado Filippe Poubel (PSL), fez publicação pedindo a prisão da cantora Anitta após público gritar contra o presidente Bolsonaro durante show. Segundo o parlamentar, a cantora cometeu “crimes contra a honra”. 

A apresentação aconteceu no último domingo (23), no Rio de Janeiro. Em determinado momento, os fãs puxaram um coro contra o presidente. Como resposta, a cantora afirmou que “a voz do povo é a voz de Deus”. 

Em publicação, o deputado acusou Anitta de calúnia, difamação e injúria. Poubel afirmou que a cantora deve ser presa com base nos artigos 138 a 145 do Código Penal. Veja a publicação: 

Mesmo com a acusão, a cantora não emitiu nenhuma manifestação que se enquadraria no caso mencionado pelo deputado.


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Doria diz que não há perspectiva de novas medidas restritivas em SP

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Governador João Doria (PSDB)
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Governador João Doria (PSDB)

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quinta-feira (27) que não há perspectiva para adoção de novas medidas restritivas no estado. Mesmo com o avanço da pandemia e o aumento de casos, Doria reforçou que o importante é seguir com a vacinação.

“Quero deixar bem claro aqui que não há nenhuma perspectiva de medidas restritivas ao comércio, ao setor de serviços, ou a indústria ou a qualquer outro setor. O que é importante é que as pessoas sigam se vacinando, e vacinem os adolescentes e as crianças. E usem máscaras e álcool em gel. Não há nenhuma perspectiva neste sentido”, disse.

A fala aconteceu durante um discurso na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. O evento aconteceu para anunciar um novo chamamento público para contratar uma Organização Social de Saúde (OSS) que irá gerir o Hospital das Clínicas da cidade.

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