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José Dirceu se entrega à Polícia Federal de Curitiba com 5h30 de atraso

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José Dirceu
Divulgação/PT
Condenado na Lava Jato, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu deve se apresentar a PF hoje

O ex-ministro José Dirceu se apresentou às 21h30 desta sexta-feira (17) à Polícia Federal em Curitiba. O prazo determinado pela Justiça Federal para que o ministro se apresentasse terminou às 16h, no entanto, a defesa avisou as autoridades que Dirceu está a caminho da PF. Ele mora em Brasília e viajou de carro para Curitiba. 

Na quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4)  negou um recurso protocolado
pela defesa de José Dirceu. A Justiça também determinou o “cumprimento imediato” da pena de 8 anos e 10 meses.

A defesa do ex-ministro entrou com um recurso para anular a pena com a argumentação de que os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelos quais ele havia sido condenado haviam precrito. Os desembargadores, no entanto, decidiram por unanimidade rejeitar o pedido feito pelos advogados.

“Em virtude da pena aplicada, referido delito prescreve em 12 anos. No entanto, na data da sentença condenatória de primeira instância, José Dirceu tinha 70 anos (tanto que, inclusive, aplicou-se o redutor correspondente em sua pena), razão pela qual, nos termos do art. 115 do Código Penal, a prescrição ocorrerá em 6 anos”, diz a petição assinada pela defesa do petista.

Para a relatora Cláudia Cristofani, “a denúncia estipulou que as condutas foram no início de 2009 e 2012, período que o recorrente sustentou Renato Duque na Petrobras e se manteve recebendo propina, viagens aéreas e transferências bancárias”. Agora, a defesa de José Dirceu ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Entenda a condenação de José Dirceu

Em 8 de março de 2017, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba sentenciou Dirceu e o irmão pela prática dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro a 11 anos e 3 meses o primeiro e 10 anos o segundo. Duque foi condenado por corrupção passiva a 6 anos e 8 meses de reclusão, e os sócios da Credencial, Meira e Macedo, por lavagem de dinheiro e associação criminosa, a 8 anos e 9 meses.

Os executivos da Apolo Tubulars, Carlos Eduardo de Sá Baptista e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares, foram absolvidos das acusações por falta de provas suficientes para a condenação criminal.

Os réus apelaram ao TRF4 e, em 26 de setembro do ano passado, tiveram as condenações confirmadas, mas com recálculo da dosimetria das penas, que foram diminuídas, com exceção de Renato Duque, cuja condenação foi mantida. Dirceu teve a pena restabelecida em 8 anos, 10 meses e 28 dias de reclusão, Luiz Eduardo em 8 anos e 9 meses, Meira e Macedo em 8 anos e 2 meses. Os executivos da Apolo Tubulars tiveram a absolvição mantida.

Como o acórdão não foi unânime para Dirceu, Luiz Eduardo, Meira e Macedo, eles puderam impetrar o recurso de embargos infringentes e de nulidade pedindo a prevalência do voto menos gravoso, no caso, o do desembargador federal Laus.


Essa foi a segunda ação criminal contra José Dirceu na Operação Lava Jato. Na primeira, envolvendo o núcleo da Engevix, ele foi condenado a 30 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa. O ex-ministro encontra-se em liberdade por decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus a ele para que a prisão não se dê antes do esgotamento da análise dos recursos nas cortes superiores.

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Fonte: IG Nacional
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Frentista reage a assalto, rouba arma e mata bandido no Mato Grosso; assista

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Reprodução
Nas imagens, gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver a briga do frentista com o assaltante

Na tarde desta terça-feira (20), o frentista que desarmou e matou um assaltante em um posto de combustível da cidade de Feliz Natal, no estado do Mato Grosso, prestou depoimento à polícia. Câmeras de segurança do local registraram os momentos de tensão durante a luta corporal entre os dois, ocorrida no último sábado (17).

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Nas imagens, não é possível ver o momento em que o frentista e o assaltante entram na loja de conveniência do posto, uma vez que a câmera só mostra o início da briga entre os dois. Na sequência, o rapaz, de apenas 18 anos, consegue desarmar o rival.

Segundo informações da Polícia Militar , tudo começou quando dois assaltantes chegaram ao local em uma moto. Um deles permaneceu no veículo enquanto o outro seguiu com o frentista até a loja de conveniência onde tudo aconteceu.

Ainda de acordo com a corporação, testemunhas afirmaram que ouviram três disparos e que, na sequência, o frentista saiu da loja com a arma na mão e fugiu. A morte do assaltante foi confirmada ainda no local.


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Fonte: IG Nacional
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Mãe soube pela televisão que filho sequestrava ônibus na ponte Rio-Niterói

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Gilvan de Souza/Agência o Dia
Renata Paula da Silva deixou a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo no fim da tarde desta terça-feira em uma viatura sem falar com a imprensa

A mãe do sequestrador Willian Augusto da Silva deixou a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSGI) em uma viatura no fim da tarde desta terça-feira (20) sem falar com a imprensa. Renata Paula da Silva chegou em estado de choque na DHNSGI, segundo policiais, e descobriu por acaso sobre o sequestro

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Renata Silva não tem o costume de assistir televisão, mas ontem, soube desta maneira que Willian estava sequestrando um ônibus. A mãe entrou em desespero e procurou a polícia. Ela se encaminhou para a 74ª DP (Alcântara), de onde seguiu para batalhão de São Gonçalo. Foi neste deslocamento que ela soube da morte do filho. A cuidadora de idosos chorava muito e passou mal na delegacia.

A mãe de Willian pediu desculpas pelo crime do filho. Ela se disse chocada com o que aconteceu e contou que não esperava nada do gênero. Renata disse que o filho apresentava transtornos mentais. Chorando muito, ela perguntava repetidamente se o filho havia machucado alguém.

Renata Silva contou que não viu o filho na véspera do sequestro e que ele havia passado a noite no Jardim Catarina, na casa da avó. Foi onde ele pegou as garrafas que encheria de gasolina, disse. Willian e os pais, também eram do Catarina, mas se mudaram para o bairro do Jockey, no mesmo município, depois que tiveram a casa interditada.

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O pai de Willian, José Rinaldo da Silva, é padeiro. O filho o ajudava no ofício, mas estava afastado do trabalho com dores nas pernas, explicou a mãe.

Willian era muito calado e só se comunicava por meio do celular, diz Renata. Ela informou que o filho não tinha amigos, era ansioso e tomava remédios. Renata disse que o filhou sofreu “alguns traumas durante a vida”, mas não quis entrar em detalhes.

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Também estiveram na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo a tia, o primo e o pai de Willian para prestar depoimento.


A família tenta conseguir gratuidade no sepultamento.

Fonte: IG Nacional
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