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Jornal Nacional usa dados de estados para driblar atraso dos números do  Saúde

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funcionários colocam corpo em saco
Yan Boechat

Segundo Bonner, o JN passará a divulgar informações levantadas junto às secretarias


Com atraso dos dados oficiais sobre a Covid-19 no Brasil, o Jornal Nacional divulgou hoje, 4, levantamento realizado junto às Secretarias de Saúde dos Estados sobre o avanço do novo coronavírus. Segundo o telejornal, país tem 33.884 óbitos e 612.862 casos da doença confirmados.

“Desde o início da pandemia, o Jornal Nacional tem registrado os dados oficiais do Ministério da Saúde, você talvez ainda lembre. No começo, os dados eram atualizados às 17h, imediatamente da entrevista diária do então ministro Henrique Mandetta. Com a saída de Mandetta, as entrevistas deixaram de ser diárias e a divulgação dos dados foi sendo retardada”, afirmou no telejornal o apresentador William Bonner.

“A partir de hoje, o Jornal Nacional vai apresentar os dados das secretarias estaduais de saúde, totalizados pelo G1. E também os números totalizados do Ministério da Saúde quando forem divulgados à tempo”, informou.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com divulgação prevista às 19h, foi divulgado na noite de ontem às 22h.

Ainda segundo o levantamento realizado pelo Portal G1, 274.997 pacientes estão recuperados e 986.365 testes foram realizados em todos os estados.

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Naja de Brasília: O que se sabe do caso que deixou jovem em coma

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Ensaio fotográfico da cobra naja que picou estudante de 22 anos
Ivan Mattos/Zoo de Brasília

Uma das fotos do ensaio fotográfico da cobra naja que picou estudante de 22 anos

Quando o jovem estudante de veterinária  Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos, deu entrada no hospital particular Maria Auxiliadora, em Brasília , na última terça-feira (7), o caso parecia ser mais um dos acidentes envolvendo picadas de cobras . Enquanto ele lutava pela vida, no entanto, investigações conduzidas pela polícia apontaram indícios que ele teria cometido o crime de tráfico de animais.

Depois de uma denúncia anônima,  o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) encontrou mais 16 cobras exóticas escondidas no núcleo rural Taquara, no Distrito Federal (DF). A principal suspeita é a de que Pedro Henrique seja o dono dos animais.

Encaminhadas para avaliação do estado em que foram encontradas, o Zoológico de Brasília disse que as cobras apreendidas estavam “magras e com lesões nas escamas”.

De acordo com a gerente da clínica cirúrgica do zoológico, Fernanda Mergulhão, a equipe de medicina veterinária e de biologia fez a coleta de sangue e a análise clínica e comportamental das serpentes. A especialista disse que “os animais provavelmente não viviam nas condições ideais para um réptil”. Entre essas condições estariam umidade e frequência de alimentação adequada, o que ficou evidente pelas escamas danificadas das cobras.

Outro indício de tráfico de animais silvestres foram os objetos encontrados na casa de Pedro Henrique. Segundo a polícia, a descoberta mostra que o local servia como ambiente para a criação de outras serpentes.

Conforme as novas informações foram sendo descobertas, o quadro de saúde do estudante começou a piorar e ele chegou a ser colocado em coma induzido. Por ter sido ferido por uma cobra Naja, espécie com um dos venenos considerados mais letais, Pedro Henrique teve que ser tratado com um soro antiofídico produzido pelo Instituto Butantan, o único produzido no Brasil que poderia ajudá-lo.

Como a substância era a única produzida no País, o família dele chegou a comprar dez doses dos Estados Unidos, mas elas não chegaram a ser usadas. Por isso, as doses acabaram sendo doadas.

Na quinta-feira (9), Pedro Henrique saiu do coma, mas ainda estava em estado grave internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele só teve melhora significativa neste sábado (12), mas já foi multado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em R$ 2 mil por criação de animais sem autorização.

De vilã a celebridade

Antes apontada como a vilã da história a cobra que picou Pedro Henrique virou celebridade na redes sociais. No Twitter, o animal chegou a ter  perfil criado para divulgação de memes relacionados ao caso.

Depois de ser apreendida, a naja também foi modelo de um  ensaio fotográfico feito pelo zoológico de Brasília. As fotos viralizaram, com a web apontando a beleza do animal.

De acordo com informações do delegado da 14ª Delegacia de Polícia, que fica no Gama, no comércio ilegal de animais a cobra pode chegar a um valor de R$ 20 mil . A espécie é considerada a mais venenosa do mundo e é proveniente de locais da Ásia e África.

Por enquanto, Pedro Henrique segue internado, mas durante seus piores momentos o veneno chegou a causar ferimentos no coração e deixar o braço dele necrosado.

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Escola de luxo cobra R$ 12 mil por mês e não dá aula online, denunciam pais

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avenues
Divulgação

Instituição localizada na zona sul da capital paulista está entre as mais caras da região

Estudantes da escola americana Avenues São Paulo , que cobra uma mensalidade de aproximadamente R$ 12 mil reais mensais, não tiveram aulas on-line durante a quarentena. Ao menos é isso que denuncia um grupo de pais de alunos.

“Foi a única escola desse nível que não oferece ensino à distância. Mandavam fazer pesquisas sobre temas genéricos, mas não havia acompanhamento em caso de dificuldade nem controle das atividades”, diz a mãe de um garoto de 9 anos para a coluna de Paulo Sampaio , do portal UOL .

Instalada em um terreno de 40 mil metros quadrados na zona sul de São Paulo, a instituição é uma unidade da matriz de Nova York e chegou ao Brasil em 2018 vendendo a ideia de uma educação global e “transformadora”, com foco no “protagonismo do aluno”.

A instituição de ensino foi vista pelos pais como uma possibilidade de incrementar a rede de contatos profissionais dos filhos e ficou conhecida na capital paulista por ser a mais cara instituição de ensino.

A Avenues  entrou em quarentena no início de março após um estudante ter contraído o novo coronavírus. Em abril, um grupo de pais teria assinado um e-mail solicitando à direção um abatimento nas mensalidades . De acordo com o colunista da UOL , a lista conta com mais de 150 assinaturas.

Em nota, a instituição disse que não planeja oferecer descontos ou reembolsos para este ano letivo e assume que isso pode “ser frustrante” aos familiares. Ao mesmo tempo, a  Avenues  teria se colocado à disposição para dialogar com familiares que eventualmente estivesse com dificuldades financeiras para quitar as mensalidades.

“A Avenues não tem intenção de obter vantagens financeiras com o fechamento do câmpus, e não temos ciência de qualquer benefício nesse sentido. Com base nas informações atuais e no que estamos fazendo, antecipamos um ganho financeiro nulo para o ano letivo de 2020-21″, disse a instituição.

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