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Política Nacional

João Roma anuncia assessor como substituto no Ministério da Cidadania

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Ministro da Cidadania, João Roma, durante entrevista
Valter Campanato/Agência Brasil – 07.02.2022

Ministro da Cidadania, João Roma, durante entrevista

ministro João Roma anunciou neste domingo que o seu atual chefe da assessoria especial e Assuntos Estratégicos do Ministério da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, será o seu substituto na condução da pasta. Roma precisa deixar o cargo na próxima semana para  concorrer ao governo do estado da Bahia nas eleições deste ano.

A reforma ministerial já é esperada e está prevista para acontecer no dia 31. Além de Roma, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Tereza Cristina (Agricultura) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), entre outros, também devem deixar o comando das pastas para concorrer a cargos em outubro.

Ronaldo Vieira Bento está no ministério desde março de 2021. Ele é servidor de carreira do Executivo desde 2005 e já foi presidente da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos Sigilosos e Autoridade de Monitoramento da Lei de Acesso à Informação junto ao Ministério da Justiça, onde também já ocupou o cargo de Ouvidor-geral.

Roma, que é deputado federal licenciado, foi nomeado ministro em fevereiro de 2020, por indicação do Republicanos. Foi o primeiro representante do Centrão a entrar no primeiro escalão do governo.

Na sexta-feira, ele anunciou que trocaria o partido pelo PL . Neste domingo, durante o lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro (PL) , o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, confirmou a filiação de Roma e do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que também deve deixar o governo para ser candidato.

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“Sim, senhor (me filiei). Tenho certeza que o Marcos Pontes se filiou hoje, soube que o Braga Netto iria se filiar, mas não encontrei com ele no evento, então não tenho certeza. Gilson está filiado no PL e deve seguir pré-candidato ao Senado em Pernambuco.”

O ministro da Defesa, Braga Netto, é cotado para ser o companheiro de chapa de Bolsonaro . A tendência era que ele se filiasse neste domingo ao PL. Apesar da expectativa, o ministro não estava no evento.

Na semana passada, Bolsonaro sinalizou que o ministro da Defesa seria o escolhido, ao afirmar que seu vice é mineiro e militar . Neste domingo, no entanto, a ministra Tereza Cristina ocupou o lugar ao lado de Bolsonaro durante o evento. Ela é o nome indicado pelo Centrão para ocupar o lugar de vice.

“O vice é uma escolha pessoal do presidente. O presidente já deu sinalizações, mas acho que nada é imutável, tem muitas opções, mas pelo o que se falou está muito claro a sinalização que ele deu”, afirmou Roma a jornalistas.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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