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Itália acha variante de coronavírus ‘irmã’ de mutação britânica; confira

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Mar Pichel – BBC News Mundo

Itália acha variante de coronavírus ‘irmã’ de mutação britânica; confira

Um estudo italiano publicado na revista “The Lancet” nesta quarta-feira (13) mostrou que a variante do coronavírus Sars-CoV-2 isolada na cidade de Brescia, em agosto de 2020, tem o mesmo antecessor da mutação britânica, mas uma estrada evolutiva diferente a partir de março do mesmo ano.

A pesquisa genética foi liderada pelo presidente da Sociedade Italiana de Virologia, Arnaldo Caruso, que também é professor de microbiologia na Universidade de Brescia, e pelo diretor de estatística médica e epidemiologia molecular da Universidade Campus Biomédico de Roma, Massimo Ciccozzi.

 O estudo mostrou que tanto a variante italiana (N501T) como a britânica (N501Y) apresentam um mutação da proteína Spike na posição N501. Mas, enquanto a mutação detectada no Reino Unido substitui o aminoácido original com uma tirosina, a cepa italiana o trocou por uma treonina – outro tipo de aminoácido.

“Por esses dias, estamos completando um estudo que nos permitirá ver o que muda na estrutura 3D da proteína Spike, uma informação importante também para entender se haverá consequências na eficácia das vacinas”, explica Ciccozzi.

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Para saber se também a variante italiana tem uma maior capacidade de contágio, como acontece com a cepa britânica e a sul-africana, ainda será preciso esperar até o fim de janeiro, quando serão concluídos os testes de laboratórios sobre as células.

“No momento, não sabemos quanto ela se difundiu na Itália ou se há outras variantes italianas em circulação porque no nosso país, diferente do Reino Unido e da África do Sul, não há um sistema nacional de vigilância baseado no sequenciamento do genoma viral”, pontua ainda o especialista.

A mutação de Brescia só foi localizada graças as amostras que o grupo liderado por Caruso conseguiu obter de um paciente de 59 anos, que tinha uma infecção persistente pelo novo coronavírus: examinando o teste feito em agosto e depois um outro feito em novembro, apareceu que o vírus conseguiu fazer três mutações só naquele curto período de tempo.

“É plausível que os pacientes que mantenham o vírus no próprio corpo por períodos longos induzam mutações importantes, devido a forte pressão seletiva exercitada pelo sistema imunitário. Também os pesquisadores que isolaram a variante na África do Sul está seguindo a mesma pista”, finaliza Ciccozzi.

Fonte: IG SAÚDE

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Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19

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Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19
Reprodução: ACidade ON

Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19

A Itália confirmou nesta segunda-feira (25) seu primeiro caso da cepa brasileira do coronavírus Sars-CoV-2, que já motivou a proibição de voos e viajantes provenientes do país sul-americano ao território italiano.

O anúncio foi feito pela Agência de Tutela da Saúde (ATS) Insubria, que disse que o paciente retornou recentemente de uma viagem ao Brasil. Exame RT-PCR feito no homem confirmou a infecção pela nova cepa.

“O primeiro caso da variante brasileira observada na Itália está sendo avaliado no Hospital de Varese. É um homem que voltou do Brasil para o aeroporto de Malpensa via Madri nos últimos dias e testou positivo”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades sanitárias locais, o paciente “está bem de saúde, mas, por precaução, foi internado para fazer exames”. Ele está na enfermaria do Hospital de Varese, na região da Lombardia, que é chefiada pelo professor Paolo Grossi.

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Após a identificação da variante pelo laboratório de microbiologia chefiado pelo professor Fabrizio Maggi, os familiares do paciente foram submetidos a testes e estão sob vigilância da ATS Insubria.

Os especialistas estão monitorando a situação em conjunto com o Departamento de Bem-Estar da região da Lombardia e o Instituto Superior de Saúde (ISS).

“Todas as medidas de saúde pública previstas pelos atuais protocolos para o controle da disseminação da variante brasileira em nosso território foram adotadas e, até o momento, a situação não é motivo de alarme”, finaliza o comunicado.

A cepa brasileira teria surgido em Manaus, cidade que vive um colapso do sistema de saúde por causa da explosão no número de casos. A mutação, segundo especialistas, pode ser considerada mais contagiosa do que a versão original do Sars-Cov-2.

Até o último balanço do Ministério da Saúde, a Itália contabiliza 2.466.813 casos de Covid-19 e 85.461 mortos desde o início da pandemia.

Fonte: IG SAÚDE

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União Europeia pede para AstraZeneca respeitar prazos de entrega de vacinas

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União Europeia pede para AstraZeneca respeitar prazos de entrega de vacinas
Rovena Rosa/Agência Brasil

União Europeia pede para AstraZeneca respeitar prazos de entrega de vacinas

 Em um telefonema na manhã desta segunda-feira (25), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu para o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, garantir uma “entrega pontual” das vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2.

“A UE espera que a AstraZeneca explore toda a flexibilidade em termos de capacidade de produção, para honrar os compromissos e entregar as doses de vacina necessárias o mais rápido possível”, especificou o porta-voz Eric Mamer sobre o telefonema.

Sobre a possibilidade de que, para superar os problemas de capacidade de produção, as vacinas possam ser produzidas em fábricas de outras empresas, o porta-voz explicou que “essa é a política das empresas e cabe a elas decidir se o fazem ou não”.

A AstraZeneca, que desenvolveu sua vacina em parceria com a Universidade de Oxford, já havia informado na última sexta-feira (22) que não conseguirá cumprir as metas combinadas pelo menos até o final de março por causa da produção reduzida em uma fábrica na Bélgica.

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“Os volumes iniciais serão mais baixos do que se imaginou originalmente devido à produção reduzida em uma instalação de fabricação de nossa cadeia de suprimento europeia”, diz o comunicado.

A Itália está entre os países afetados pela falta de doses e teve de reduzir o uso diário das ampolas anti-Covid, além de repensar todo o seu plano de vacinação por conta dos problemas de abastecimento. O premiê italiano, Giuseppe Conte, inclusive, ressaltou que tomará medidas legais porque a situação é uma grave violação dos contratos. Tanto a AstraZeneca – que ainda não teve o imunizante aprovado, mas já anunciou o atraso – quando a Pfizer estão com problemas para distribuir as vacinas.

Hoje, em declarações ao Conselho da UE, o chanceler da Itália, Luigi Di Maio, voltou a falar sobre as dificuldades que o governo italiano está enfrentando para receber as doses.

“Recentemente tivemos dificuldades nas entregas semanais de vacinas. Gostaria de referir a necessidade de os fabricantes assumirem total responsabilidade pela entrega direta e tardia das vacinas aos Estados-membros. É um processo muito delicado e contamos com constantes acompanhamento pela Comissão”, afirmou Di Maio.

A expectativa é de que ainda hoje representantes da União Europeia se reúnam com executivos da AstraZeneca para pedir esclarecimentos sobre o atraso anunciado.

Fonte: IG SAÚDE

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