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Irmãs de 100 e 96 anos vencem Covid-19 no Mato Grosso do Sul

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Irmãs, idosas de 100 e 96 anos se recuperam da Covid-19
Redes sociais/Reprodução

Irmãs, idosas de 100 e 96 anos se recuperam da Covid-19

Dirce Bastos Hass, 100, e Myrthes Bastos, 96, são irmãs e contraíram o novo coronavírus (Sars-Cov-2) ao mesmo tempo.  Exemplos de superação, são vizinhas, residentes de Corumbá (MS), se visitam diariamente e costumam se juntar na varanda para conversar e observar o movimento.

Segundo a prefeitura da cidade, Myrthes, a mais nova, apresentou os primeiros sintomas da doença, como febre, tosse e cansaço, e as duas fizeram o teste para detectar a doença.

Dois dias após, em 29 de junho, o resultado de ambas deu positivo. De acordo com Franz Martins Eger, enfermeiro que coordena a equipe de Home Care e que assiste as irmãs, “Elas foram tratadas com muita hidratação, repouso, e vitamina C.” “Não fizeram uso de outros medicamentos, apenas tratou-se os sintomas. Claro que, devido à idade, elas demoraram mais dias para se recuperar”, conta.

Myrthes afirmou que ficou mais de 15 dias com sintomas. Os principais: fraqueza e perda de olfato e paladar. No entanto, nunca achou que perderia a vida para a doença.

“Nunca fui pessimista. Enquanto há vida há esperança, nem lembro a minha idade, não se pode ficar desanimada”, afirmou.

Até o último boletim divulgado ontem às 15h pela prefeitura de Corumbá , a cidade registrava 1.166 casos oficiais de Covid-19 e 35 vítimas fatais.

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Helicóptero dos bombeiros com 5 passageiros cai no DF; assista

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Queda de helicóptero atingiu muro de uma faculdade e um carro que não tinha seguro

Um helicóptero de resgate do Corpo de Bombeiros com cinco passageiros caiu na manhã desta quinta-feira (30) no estacionamento de uma faculdade em Vicente Pires, no Distrito Federal (DF). Apenas um dos ocupantes ficou ferido. 

O helicóptero estava a caminho para atender uma ocorrência em Vicente Pires, ele seria usado para transportar uma vítima de parada cardiorrespiratória. O paciente acabou sendo resgatado por uma ambulância.

O acidente ocorreu por volta das 10h durante o momento de pouso do helicóptero. Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a documentação estava em dia e que ela tinha capacidade para até seis pessoas.

No helicóptero havia um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma enfermeira e três militares do Corpo de Bombeiros. 

O médico foi ferido no acidente e sofreu um corte na testa. No momento, do atendimento ele estava “consciente, orientado e estável” e foi levado a um hospital particular. Os outros foram atendidos pelo Samu.

A queda da nave atingiu o muro da faculdade e um carro, que não tinha seguro e estava estacionado no local. O helicóptero também ficou destruído.

O dono do carro , Wellington Silva, de 40 anos, trabalha na região. “Eu ouvi e saí correndo. Quando vi a nuvem de poeira, corri para lá e vi que meu carro estava em baixo do helicóptero”, disse ao portal Metrópoles .

“Eu acabei de tirar o carro da oficina. Fiz uma suspensão e pintura. Gastei R$ 3 mil só com a suspensão. O carro estava novinho. Não posso ter dívida agora. Só Deus para ajudar”, relata.

O Corpo de Bombeiros do DF afirmou que “mantém o local isolado e já fez o acionamento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para que possa ser realizada a perícia para identificação das possíveis causas do acidente”. 

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que investigadores foram acionados. “A ação inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”, afirmou em nota.

Veja o momento da queda do helicóptero :

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Cem mil habitantes, uma morte: por que a Covid-19 afetou menos Uruguaiana?

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A atuação das barreiras sanitárias é diária%2C sempre das 8h às 18h%2C com enfermeiros e técnicos em enfermagem%2C além das forças de segurança do Município
Foto: Divulgação/Prefeitura de Uruguaiana

A atuação das barreiras sanitárias é diária, sempre das 8h às 18h, com enfermeiros e técnicos em enfermagem, além das forças de segurança do Município

Após as regiões Norte e Sudeste diminuírem a velocidade no contágio do novo coronavírus (Sars-CoV-2),  o Sul do Brasil é a região com maior tendência a crescimento no número de mortes pela Covid-19. Apesar do mês de julho ter registrado alto índice de casos da doença na região, a cidade de Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul, é a única do país com mais de cem mil habitantes e apenas um óbito.

Uruguaiana fica localizada ao oeste do Rio Grande do Sul e faz fronteira com a Argentina, a apenas uma ponte de distância. De acordo com dados da Secretaria Municipal da cidade e o Ministério da Saúde, a cidade registrou 203 casos da Covid-19, um óbito e dois pacientes internados na UTI, com suspeita da doença.

Mas o que levou Uruguaiana a ser a única cidade brasileira de tamanho médio a ter apenas um óbito, desde o início da pandemia?

Lílian Konageski Stumm, secretária de Saúde do município, explica que as medidas precoces contra a disseminação do novo coronavírus, como o  distanciamento social e a obrigatoriedade do uso de máscaras, foram essenciais para conter o avanço da doença na cidade.

Em Uruguaiana, além do Hospital Santa Casa de Caridade, foram criados três centros de triagem, com atendimento apenas para Covid-19, e um hospital de campanha. 

“Eu acredito que o trabalho de prevenção realizado desde o início do ano, quando ouvimos as notícias da pandemia em outros países, contribuiu bastante para o nosso cenário hoje. Uruguaiana se organizou de uma forma muito concreta nos serviços de saúde do município, da esfera pública e particular. Realizamos capacitações, aquisições de equipamentos de proteção individual e criamos protocolos de atendimentos”, diz Konageski.

Ações de barreiras sanitárias ajudaram a conter o vírus na região%2C diz secretária de Saúde
Foto: Divulgação/Prefeitura de Uruguaiana

Ações de barreiras sanitárias ajudaram a conter o vírus na região, diz secretária de Saúde

Além das fronteiras com a Argentina e com o Uruguai, a cidade também tem o maior Porto Seco da América Latina, com a circulação de duas mil pessoas diariamente. Com medo de que a locomoção de pessoas e caminhoneiros pudesse trazer o vírus para a cidade, a secretária de Saúde diz que foi preciso criar  barreiras sanitárias nas aduanas e rodoviárias da região. 

“Todo ônibus que chega aqui precisa passar por uma triagem, assim como qualquer outra entrada no município. Se for preciso, fazemos o encaminhamento dessas pessoas aos nossos centros de atendimento. Nesses locais, há sempre uma equipe de enfermagem no horário de expediente, principalmente para atender caminhoneiros.”

Para rastrear os casos e ter o inquérito sorológico da cidade, a equipe de Saúde garante que ampliou as testagens não só para profissionais na linha de frente do combate à pandemia. “Qualquer cidadão que estiver com os sintomas da doença e for aos nossos centros de saúde, poderá realizar o teste da Covid-19 e, se necessário, ser isolado”, fala a secretária. 

Localização evitou mortes?

Luiz Fernando Cibin, pneumologista responsável pela UTI Covid-19 de Uruguaiana, diz que, apesar de a cidade ter preparado uma estrutura hospitalar com leitos de enfermaria e UTI, outros fatores evitaram mortes. “As medidas estabelecidas pela prefeitura ajudaram, mas o principal motivo para termos apenas um óbito é o fato da doença chegar no Sul do Brasil recentemente.” 

O médico destaca que, no Rio Grande do Sul, assim como na maioria dos estados do Brasil, a Covid-19 teve início nas capitais e, ao longo dos meses,  foi avançando para o interior. A distância entre a capital, Porto Alegre, e Uruguaiana é de 631 quilômetros.

“O fato de hoje termos poucos casos e apenas uma morte tem total conexão com a localidade de Uruguaiana, já que os primeiros casos foram em Porto Alegre. Eu considero que a situação ainda está calma por aqui, mas já esteve bem mais. Todos os dias, vemos pacientes chegando na emergência com queixas respiratórias, mas a maioria são casos leves, sem internação”, diz o pneumologista.

Prefeitura desenvolveu o projeto da Blitz da Máscara para conscientizar a população sobre o uso do equipamento
Foto: Divulgação/Prefeitura de Uruguaiana

Prefeitura desenvolveu o projeto da Blitz da Máscara para conscientizar a população sobre o uso do equipamento

Com a reabertura das cidades e a flexibilização das quarentenas no Brasil, Luiz Fernando Cibin teme um aumento dos casos. Para o médico, a população não entende que o mundo passa por uma pandemia. “O que observo em nossa cidade é que muitas pessoas não encaram isso da forma séria. Muitos não usam máscara, a rua está cheia de gente, saindo sem necessidade. Podemos ter um número maior de casos nas próximas semanas”, afirma. 

O infectologista Felipe Zancan Ferrigolo diz que a situação de Uruguaiana deve ser observada com um acaso, já que os quadros mais graves da doença no Rio Grande do Sul estão em Porto Alegre. “A cidade tomou as mesmas medidas que as demais da região. Claro que foi feito um trabalho de conscientização com a população desde o início da pandemia. Não estou desmerecendo o trabalho da prefeitura, mas, nesse primeiro momento, a casualidade justifica só ter havido um óbito no município”, fala Zancan.

Inverno no Rio Grande do Sul

A Região Metropolitana de Porto Alegre concentra mais de 60% dos pacientes com a Covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), são 668 internações de pacientes que tiveram a doença confirmada em UTIs para adultos do estado, sendo que 404 deles (60,47%) estão na região Metropolitana. O Rio Grande do Sul registrou 1.750 óbitos pela doença e 64.496 infectados.

O médico Felipe Zancan explica que, nas próximas semanas, o número de casos da Covid-19 deve aumentar em Uruguaiana e, consequentemente, os quadros graves também. Ele afirma que, à medida em que cresce o número de doentes e internações graves, fica muito difícil dar a assistência adequada a todos os pacientes ao mesmo tempo. “Quanto menor o número de casos, mais fácil a assistência”, diz. Segundo o médico, o número de casos no município cresceu em torno de 300% nos últimos dias.

Luiz Fernando Cibin concorda que os novos casos devem crescer em Uruguaiana. O médico atribui o aumento à chegada do inverno, em junho . “Eu sempre disse que o meu medo era quando chegasse essa época do ano, porque é o período em que registramos mais casos de doenças respiratórias e, no meio delas, estão os pacientes da Covid-19”.

A secretária de Saúde do município entende que o inverno é duro na região e o aumento de casos é uma realidade por causa das baixas temperatuas. “Mas estamos preparados para esse período, temos uma estrutura hospitalar bem equipada e profissionais treinados”, argumenta a gestora. 

A preocupação das autoridades está atrelada ao crescente número de casos registrados na cidade, alinhada a uma curva de contágio que ainda não chegou ao pico. “Deveremos definir, provavelmente, medidas mais duras e restritivas para barrar o crescimento do contágio”, disse o prefeito Ronnie Melo (PP) durante uma reunião sobre o combate à Covid-19. “Mas, para que isso aconteça da forma como esperamos, será importante e necessária a cooperação de todos”, acrescentou.

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