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Economia

Inversão da pirâmide: Ministro Paulo Guedes indica criação do ‘Imposto Único’

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O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação de um imposto único para simplificar o pagamento de tributos e ajudar na descentralização de recursos para estados e municípios poderem reforçar suas políticas.

O excesso de contribuições sociais atualmente arrecadadas pelo governo federal é motivo de reclamação de governadores e prefeitos. Para Guedes, pela Constituição, essas contribuições não precisam ser partilhadas com os entes subnacionais. “Vamos simplificar impostos para virar um só. Se viramos um imposto único, todas aquelas contribuições criadas para não distribuir (com Estados e municípios) vão começar a descer. O Brasil é pirâmide invertida, vamos colocar ela de cabeça para cima”, afirmou Guedes, durante discurso de posse, no dia 1º.

Paulo Guedes: “Brasil é pirâmide invertida, vamos colocar ela de cabeça para cima”

O ministro disse que a descentralização de recursos para estados e municípios é necessária para que o Brasil reassuma a característica de República Federativa. “O dinheiro tem que ir onde o povo está, para saúde, segurança e saneamento”, exemplificou o ministro.

Enxurradas de medidas

Guedes prometeu uma “enxurrada” de medidas nos próximos dias. “Não faltará notícia”, avisou. Em seu primeiro discurso à frente do cargo, Guedes afirmou que haverá nos primeiros 30 dias de governo uma série de medidas infraconstitucionais, e as reformas estruturantes serão enviadas após o novo Congresso Nacional tomar posse, em 1º de fevereiro. “Não adianta eu sair falando medida 1, medida 2, medida 3, tem uma enxurrada de medidas, não faltará notícia”, afirmou. “Acho que vamos na direção da liberal democracia, vamos abrir a economia, simplificar impostos, privatizar, descentralizar recursos para Estados e municípios”, indicou.

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Guedes advertiu que a reforma da Previdência é essencial e que o intuito do novo governo é implementar essa e outras reformas estruturais, como a abertura comercial, “de maneira sincronizada”. “Se abrir economia sem reforma (da Previdência), tem que falar ‘corre que o chinês vai te pegar'”, brincou o ministro. Segundo Guedes, sem reformar a Previdência, será preciso desacelerar a abertura da economia e a reforma tributária, que também é aguardada pelos investidores e empresários.

Controle

Guedes anunciou que a equipe de governo entrará na máquina pública para empreender um grande controle de gastos. Ele disse que é necessário controlar a expansão dos gastos públicos, que chamou de “mal maior”. “O diagnóstico tem que começar pelo controle de gastos. Não precisa cortar dramaticamente… É não deixar crescer no ritmo que crescia”, afirmou.

Em seu discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, Guedes disse que a questão fiscal sempre foi o calcanhar de Aquiles do País e reforçou que o teto de gastos é fundamental, mas é necessário fazer as reformas para que ele se sustente. “O teto sem parede de sustentação cai. Temos que aprofundar as reformas que são as paredes”, completou.

Falsa tranquilidade

O novo ministro afirmou que, após experimentar a hiperinflação, o Brasil está agora à sombra de uma “falsa tranquilidade”, com estagnação econômica. “Estamos em momento de calmaria. As expectativas são favoráveis. Mas há uma hora que tem que ser enfrentado o fenômeno fiscal. A hora é agora”, completou. Para Guedes, a melhor forma de enfrentar a desigualdade social é com o fortalecimento da economia de mercado. Ele reforçou que o Brasil tem uma economia fechada por quatro décadas. “Implementar reformas causa ciclo virtuoso de emprego e renda e arrecadação. Podemos contar com futuro brilhante”, acrescentou.

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(*) Com informações de Redação BemNotícias, Agência Brasil e demais agências.

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Economia

Bolsonaro diz que fim de visto para turistas beneficiará economia

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Através de uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro comemorou o aumento na procura de viagens ao Brasil por parte de turistas da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão. Segundo apuração do site Money Times, mencionada por Bolsonaro, as buscas por voos com destino ao Brasil cresceram 36% desde a última segunda-feira (18), data em que o governo federal publicou decreto que dispensa o visto de entrada para cidadãos desses quatro países.

Levantamento da plataforma de planejamento de viagens Kayak, referenciado pelo site, revela que o interesse dos australianos em visitar o Brasil cresceu 36%. Entre norte-americanos, canadenses e japoneses, o índice subiu 31%, 19% e 4%, respectivamente.

Presidente Jair Bolsonaro participa de Café da manhã oferecido pela Sociedade de Fomento Fabril do Chile, SOFOFA.

Bolsonaro disse que fim do visto para turistas deve aquecer serviços de viagens, hotelaria, comércio e lazer, gerando emprego e renda  (Arquivo/Marcos Corrêa/PR)

“Ganha o nosso turismo e a nossa economia! A procura tende a crescer ainda mais, devendo aquecer positivamente nossos serviços de viagens, hotelaria, comércio, lazer, etc, gerando emprego e renda aos cidadãos brasileiros”, escreveu o presidente, em sua conta no Twitter.

Novas regras

A dispensa de visto é válida para entradas no país que tenham fins turísticos, de negócios, esportivos ou artísticos, somente para cidadãos que não tenham intenção de estabelecer residência no Brasil.

As novas regras, que entram em vigor a partir de 17 de junho, se aplicam a quem permanecer em território brasileiro por até 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, desde que não ultrapassem 180 dias a cada 12 meses.

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Atualmente, os cidadãos dos quatro países contemplados pela medida utilizam um sistema eletrônico para a obtenção de vistos (E-visa) para entrar no Brasil.

Por meio desse programa, os turistas desses países podem fazer a solicitação pela internet. O tempo de análise e entrega do documento dura três dias. No procedimento normal, o prazo chegava a 40 dias.

A expectativa do governo federal é que o incremento na entrada de turistas vindos ao Brasil seja de 217,8 mil pessoas, caso todos os pedidos de visto feitos em 2018 sejam convertidos em viagens.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC
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Economia

Imóveis: comprar ou não comprar? Confira dicas de quando investir

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É de se notar a constante mudança nos cenários financeiros cotidianos. Historicamente, a mente das pessoas é composta pela afirmação: “Compre imóveis
”. 

Desde sempre, comprar imóveis é sinônimo de riqueza e de estabilidade financeira através da locação. De fato, um objeto de rentabilidade extremamente interessante. Mesmo que a liquidez não seja imediata, muitas e muitas pessoas se dedicaram à compra deste ativo para viver através da renda proporcionada pelas locações.


Mercado de capital  tem investimento que, com imóvel aplicado, gera renda mensal
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Mercado de capital tem investimento que, com imóvel aplicado, gera renda mensal

Sim, deu certo, por muito anos.  Porém, os anos mudam…assim como o mercado financeiro, os hábitos de consumo, renda e investimento também mudam. 

Você provavelmente já ouviu o investidor moderno ir na linha oposta ao conselho das gerações anteriores: “não compre imóveis
!” . Pois bem, vamos analisar essa linha de raciocínio: 

Antigamente, os imóveis possuíam metragem maiores e eram adquiridos em outros patamares de renda, financiamento e conceito de moradia. O proprietário pedia um valor de aluguel de forma que o condomínio fique por conta do locatário. Neste cenário, o mercado de capitais e investimentos não era tão amplo e as pessoas ganhavam dinheiro de forma similar com a compra e venda de veículos. Haviam boas margens para negociação no caso do pagamento à vista, por exemplo. 

Atualmente, o conceito de moradia, crédito e investimentos são totalmente diferenciados.
As pessoas não querem mais imóveis de 100 ou 200m². A criatividade dos engenheiros e arquitetos trouxe um novo conceito e, como em todas as circunstâncias, o ser humano se adapta e cria um novo padrão de vida. 

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Não é necessário procurar muito para encontrar imóveis mais antigos, de ampla metragem, porém locados apenas pelo valor do condomínio. Devido ao novo conceito, o proprietário não consegue mais vender o imóvel e a saída é locar pelo condomínio para não acabar com prejuízo. 

Em contrapartida, hoje o mercado de capitais oferece investimentos que, o valor de um imóvel aplicado, pode gerar uma renda mensal e, com esta renda mensal, pagar um aluguel. A grande vantagem é que você pode possuir um valor aplicado semelhante ao valor do imóvel e ainda assim ter liquidez imediata sobre o seu dinheiro.

De quebra, se amanhã você decidir ir morar em outro estado ou outro bairro, ou até mesmo fora do país, basta entregar a chave ao proprietário e encerrar o aluguel. 

Mas tudo isso que você leu acima envolve uma palavra-chave: planejamento. Afinal, sem ele, não há como elaborar um projeto para a aquisição de um bem, seja ele imóvel ou carro, por exemplo. Além do mais, cumpre reconhecer que a maioria das pessoas precisa pagar aluguel além de poupar o valor para investir. 

No entanto, ao menos, sempre cabe a reflexão e olhar para aquela parcela que, apesar de corresponder ao valor mensal de um aluguel, poderia servir para adquirir um imóvel na planta.

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Fonte: IG Economia
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