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Economia

INSS: bancos se preparam para oferecer consignado com margem de 40%

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Consignado terá margem maior
José Cruz/ Agência Brasil

Consignado terá margem maior

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e também as pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), disponível para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, já poderão pedir o empréstimo consignado de até 40%. Nesta segunda-feira (28) o órgão publicou uma Instrução Normativa que estabelece a ampliação da margem do crédito.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras aguardavam a publicação para conceder o crédito. “Os bancos associados já estão desenvolvendo os ajustes sistêmicos necessários para dar início à operação”, afirmou.

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Cada instituição, dentro de sua política de crédito, e mediante estruturação operacional para oferta e contratação do consignado, definirá a data em que passará a ofertar o consignado aos beneficiários dos programas BPC/Loas e Auxílio Brasil.

O percentual estabelecido nesta segunda-feira é o máximo da renda mensal que pode ser comprometido para o pagamento das parcelas do crédito consignado com desconto em folha.

O Santander afirmou que, neste momento, a margem ampliada está disponível nos correspondentes bancários para pré-cadastramento e deverá ficar disponível a partir desta quarta-feira, 30, em toda as agências e aplicativo para contratação online. Segundo a instituição, o dinheiro é liberado na hora para os clientes.

O Bradesco está pronto para realizar o aumento da margem consignável de 30% para 35%. No entanto, não afirmou a data que inicia a ampliação. Assim como, o Banco do Brasil que também disse que está pronto para oferecer aos seus clientes as novas opções de crédito.

O Itaú Unibanco explicou que está preparado para atender as novas regulamentações em todos os canais de atendimento e aguarda a alteração do sistema da Dataprev para dar início aos novos contratos, que deve ser disponibilizada a partir desta quarta-feira, 29.

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Para aposentados e pensionistas do INSS, o atual teto de juros estabelecido é de até 2,14% ao mês para empréstimo consignado e de até 3,06% para o cartão de crédito consignado. O prazo de pagamento do empréstimo é de até 84 parcelas.

O consignado também será estendido aos beneficiários do Auxílio Brasil. No entanto, essa autorização depende de uma publicação do Ministério da Cidadania. Por isso, para a modalidade do programa federal de transferência de renda, não há, por ora, um teto de juros estabelecido por norma.

Consulta

O INSS afirmou que segurados podem consultar os contratos de empréstimos consignados pelo site ou aplicativo MEU INSS. Por enquanto, há disponibilidade para os bancos Agibank, BMG, C6 e Pan e, em breve, será liberada para os demais bancos.

Para localizar e emitir o extrato, basta acessar a ferramenta, fazer o login, clicar na opção “Extrato de Empréstimo” e escolher o benefício para realizar a consulta.

Medida do consignado

De acordo com o governo, mais de 52 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas com a medida (cerca de 30,5 milhões de aposentados e pensionistas, 4,8 milhões de beneficiários do BPC e 17,5 milhões de pessoas do programa Auxílio Brasil). A estimativa é oferecer R$ 77 bilhões em empréstimos consignados a esse público.

Segundo a medida, 5% do crédito poderão ser destinados para a amortização de despesas contraídas na modalidade de cartão de crédito ou cartão de benefícios (consignado) ou com a finalidade de saque por meio do cartão de crédito. Para o governo, o beneficiário terá mais poder de escolha.

De acordo com o governo, entre as opções existentes no mercado, o crédito consignado apresenta as menores taxas de juros. “Isso se deve à baixa probabilidade de inadimplência, já que é descontado diretamente da folha de pagamento do segurado que tomar o empréstimo”, destacou.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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