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Hospitais de MT deverão notificar sobre recém-nascido com espinha bífida

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Para dar assistência aos recém-nacidos portadores de mielomeningocele, a chamada espinha bífida, com políticas públicas voltadas às condições necessárias para vida, os hospitais de Mato Grosso deverão notificar a Secretaria de Estado de Saúde e a Associação de Espinha Bífida do Estado de Mato Grosso (AEB-MT) até 30 dias após o nascimento do bebê do caso registrado. Objetivo é proporcionar controle e acompanhamento desses pacientes desde as primeiras horas de vida, conforme prevê o Projeto de Lei 1.283/2019.

A medida, que está em tramitação na Assembleia Legislativa, é de autoria do presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), e abrange a rede pública e privada, sendo regulamentada conforme a Emenda Constitucional Estadual n° 19, de 11 de dezembro de 2001. O parlamentar também é autor do Projeto Lei 44/2019, aprovado em 1ª votação e que atualmente tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que torna obrigatória a disponibilização de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para os nascidos com espinha bífida.

A AEB-MT considera um grande avanço a proposta. “Somente assim o estado vai perceber quantas crianças nascem com essa patologia. E, somente assim, poderemos executar políticas públicas preventivas. Tenho certeza que esse projeto será modelo para outros estados. Sempre falei que, com a inserção de medidas preventivas, daqui a 20 anos não nascerão mais crianças com essa patologia. O deputado Botelho teve a sensibilidade de ouvir a associação e atender nossos anseios”, agradeceu o presidente da AEB-MT, Abimael Melo.  

“A iniciativa é muito importante porque somente quem vivencia isso na família sabe das dificuldades de se conseguir qualquer tipo de ajuda”, esclareceu Rosenil Carvalho, que trabalha em serviços gerais para ajudar o neto E. G., 4 anos, que nasceu com o problema. “Falta apoio, não temos ajuda de custo e nem condições de participar  de associações pela falta de recursos”, lamenta a avó, ao lembrar as dificuldades vividas desde a cirurgia para a correção da coluna e o custeio com fraldas e leite em pó.

Espinha Bífida – No projeto, Botelho chama a atenção para a dimensão da patologia que requer cuidados específicos. Cita a malformação congênita, considerada relativamente comum, como a caracterizada pelo fechamento incompleto do tubo neural. Algumas vértebras que recobrem a medula espinhal não são totalmente formadas, permanecendo abertas e sem se fundirem. Se a abertura é suficientemente grande, isto permite que parte da medula espinhal se projete na abertura nos ossos. Pode conter fluidos em torno da medula espinhal, mas não em todos os casos. 

Outros problemas no tubo neural incluem anencefalia e encefalocele, quando ocorre a herniação do cérebro.

Há três tipos de má-formação possíveis para diagnóstico de espinha bífida: espinha bífida oculta, meningocele e mielomeningocele. O local mais comum da má-formação é nas áreas lombar e sacral. A mielomeningolece é a forma mais complexa e comum. A doença faz com que indivíduos afetados sejam classificados como portadores de deficiência física. Os termos espinha bífida e mielomeningocele geralmente são utilizados como sinônimos.

A espinha bífida pode ser fechada cirurgicamente após o nascimento, mas não é suficiente para retomar as funções afetadas da medula espinhal. Em alguns casos, a cirurgia fetal também pode ser realizada, mas a eficácia e segurança ainda passam por estudos. Um levantamento realizado com mães que tiveram filhos com espinha bífida indica que a incidência da doença pode ser reduzida em até 70% quando a mãe toma suplementos diários de ácido fólico durante a gestação.

A meningolece e mielomeningocele estão entre os problemas congênitos mais comuns, com uma incidência mundial de cerca de 1 em cada 1000 nascimentos. A sua forma oculta é muito mais comum, mas raramente causa sintomas que afetam o sistema neurológico.

AEB-MT – É uma instituição sem fins lucrativos, de utilidade pública municipal e estadual e de caráter assistencial. Tem por objetivo promover melhor qualidade de vida das crianças, jovens e adultos portadores de espinha bífida, no contexto familiar e social, buscando assegurar-lhe o pleno exercício de cidadania, bem como fazer a prevenção da patologia.

“Sabemos que, com informações precisas sobre a patologia e principalmente da quantidade de casos que ocorrem no estado de Mato Grosso, o governo poderá promover políticas públicas adequadas para auxiliar os pacientes, bem como suas famílias que sofrem com o descaso público. Pelo exposto, temos a certeza que os nobres pares irão aperfeiçoar este projeto e, ao final, aprová-lo no sentido de darmos maior assistência aos que necessitam de tamanha urgência para sobreviver”, diz trecho do projeto.

Fonte: ALMT
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Faissal apresenta requerimento para garantir continuidade da prestação de serviços por profissionais contratados

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Em defesa dos trabalhadores da rede estadual de ensino,  o deputado Faissal Calil (PV) apresentou, na sessão plenária de quarta-feira (01/04), o Requerimento n°122/2020. O documento solicita informações ao Governo de Mato Grosso e à Secretaria de Estado de Educação (Seduc)  para esclacecer e dar continuidade à prestação de serviços pelos funcionários contratados temporariamente. Na ocasião, o  parlamentar enfatizou a necessidade do Estado ajudar os professsores contratados, especialmente neste período de quarentena em razão do combate ao  coronavírus em todo país. 
 "São mais de 10 mil professores que estão sem atribuição de aulas  e não têm nehuma fonte de renda neste momento, porque eles não têm  direito de receber o  FGTS e o auxílio desemprego. Então, esses trabalhadores estão à míngua, a fome está batendo, as contas estão chegando e eles não têm como se sustentar. Acredito que este requerimento a ser encaminhado ao  Governo de Mato Grosso deve colaborar para a tomada das devidas providências", disse Faissal. Após ser assinado pelo presidente da ALMT, Eduardo Botelho (PSD), o requerimento será encaminhado ao governador Mauro Mendes e à secretária de educação, Marioneide Kliemaschewsk. 
A matéria  busca esclarecimentos sobre a continuidade  dos serviços  desenvolvidos pelos servidores contratados  temporariamente  (professores, merendeiras, técnicos  administrativos e outros), levando em conta que o desligamento dos trabalhos colocaria  esses profissionais  em situação de vulnerabilidade social e econômica em virtude da carência de renda.

Segundo Faissal, o desligamento dos trabalhos coloca os profissionais contratados em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Fonte: ALMT
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Deputado reivindica equipamentos de proteção (EPIs) e respiradores para hospitais da região oeste

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

 Com o objetivo de garantir proteção aos profissionais da saúde no enfrentamento à pandemia do coronavírus (Covid-19), o deputado estadual Dr. Gimenez (PV) reivindica à Secretaria de Estado de Saúde (SES) a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas, óculos, álcool em gel, álcool 70% e toalhas de papel, para as unidades da região oeste de Mato Grosso.

O parlamentar, que é do grupo de risco, por ter 68 anos e ser cardíaco, está participando das sessões e reuniões de casa (modo online), em São José dos Quatro Marcos, e explicou nesta quarta-feira (01) que os 22 municípios dessa regional contabilizam mais de 300 mil habitantes e por estar na fronteira com a Bolívia deverá receber a população do país vizinho, por isso as medidas precisam ser urgentes.

“Estes profissionais hoje, em geral, estão adquirindo as EPIs com recursos próprios ou estão trabalhando sem a devida proteção, o que é muito arriscado e também diminuirá a nossa força de trabalho no momento em que mais precisamos deles. Além disso, estão expondo as suas famílias e pessoas próximas”, pontuou.

Outra demanda importante trazida por ele se refere à aquisição de ventiladores pulmonares (ventilação mecânica) para diversas unidades de saúde, entre elas, o Hospital Regional de Cáceres, Hospital Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda, Hospital Evangélico de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Hospital Municipal Samuel Greve, de Mirassol D’Oeste.

“Se considerarmos as projeções do próprio Governo de que 20% dos infectados necessitarão de cuidados médicos, concluímos que podemos ter uma população relativamente alta na região a depender destes equipamentos que atualmente são muito raros, portanto, é outra pauta urgente e esperamos sensibilidade do Estado para nos auxiliar na organização do sistema”, acrescentou Dr. Gimenez.

Até a semana passada, quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES) estava divulgando os casos suspeitos (passou a divulgar apenas os confirmados), havia: 03 casos suspeitos em Araputanga (um deles foi descartado – negativo); outros dois em Cáceres (um descartado – negativo); extraoficialmente, conforme as prefeituras, estão sendo monitorados ainda 02 pacientes de Pontes e Lacerda e um de Quatro Marcos.

Como médico, Dr. Gimenez explicou que o coronavírus pode desencadear um processo inflamatório nas vias aéreas e, principalmente, nos pulmões, sendo a causa de extensa pneumonia. A resposta anti-inflamatória exacerbada do sistema imunológico do paciente pode agravar a insuficiência respiratória, dificultando a absorção de oxigênio pelos pulmões.

“Então, nos casos mais acentuados, podermos ver quadros de hipoxemia (baixos níveis de oxigenação pulmonar), sepse (infecção generalizada) e alta de mortalidade entre doentes que fazem do grupo de risco (idosos, pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas e portadores de doenças respiratórias, como bronquite, asmas e enfisemas pulmonares, ou seja, isso é muito sério”.

Segundo o deputado, a possibilidade de tratamento com a equipe multidisciplinar em serviços de terapia intensiva realmente pode salvar muitas vidas, uma vez que possui como protagonista a utilização de respiração pulmonar artificial por pressão positiva, realizada por um equipamento que é capaz de garantir as trocas gasosas, preservando o cérebro, com aporte contínuo do oxigênio e ainda o descanso da musculatura respiratória.  

“As autoridades municipais têm sido proativas e orientado a população, mas ainda é insuficiente para um possível agravamento da situação, sei que o governo trabalha com números, mas não se trata apenas de números, são pessoas, que possuem famílias e qualquer vida é importante, não podemos perder ninguém e por isso que estamos trabalhando para ter estrutura adequada para atender a todos”, finalizou.

Cenário estadual e nacional – Nesta terça-feira (31), o Governo Federal confirmou 5.717 casos de Covid-19 no Brasil e 201 óbitos oriundos da doença. Em Mato Grosso, há 25 casos confirmados da Covid-19: Cuiabá (18), Rondonópolis (4), Nova Monte Verde (1) e Várzea Grande (2). Apenas oito estão hospitalizados. Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais. Outras informações na Central da Saúde do Estado: 0800-647-1223, das 7h às 19h.

Prevenção – A orientação sobre os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas são:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

– Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Fonte: ALMT
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