conecte-se conosco

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Política Nacional

História de Dória no PSDB é marcada por brigas e desavenças; relembre

Publicado


source
Governador João Doria (PSDB)
Valter Campanato/Agência Brasil – 22.10.2019

Governador João Doria (PSDB)

Desde o início de sua carreira política no PSDB com a disputa pela prefeitura de São Paulo em 2016 — da qual saiu vitorioso — o governador de São Paulo, João Doria, colecionou conflitos, troca de farpas e provocou rachas que culminaram com saídas de quadros históricos entre os tucanos.

Após vencer as turbulentas prévias para a disputa à Presidência nas eleições deste ano, que culminou com uma rixa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Doria sinalizou a aliados que pode desistir do projeto, provocando um novo desarranjo no partido.

Relembre as desavenças de Doria no PSDB:

Briga e saída de Matarazzo

Já em sua primeira disputa eleitoral pelo partido, em 2016, João Doria provocou uma crise no PSDB que culminou com a saída do ex-vereador de São Paulo, Andrea Matarazzo. Há mais de 20 anos na sigla, Matarazzo acusou a chapa do empresário de compra de votos e atos “ilegais, imorais e indecentes” nas prévias para a disputa pela prefeitura de São Paulo.

Doria tinha o então governador Geraldo Alckmin como seu maior cabo eleitoral. Novato no partido, ele havia vencido no primeiro turno e Matarazzo acusou Alckmin de uso da máquina do estado em favor do adversário. O empresário atribuiu as acusações à “instabilidade emocional” de Matarazzo e lamentou a saída do concorrente da legenda.

Ataque a Goldman

Em 2017, quando estava na prefeitura de São Paulo, ele chamou o então vice-presidente nacional de seu partido e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, de “improdutivo” e “fracassado”. Doria deu as declarações rebatendo críticas feitas por Goldman por seu excesso de viagens à frente da prefeitura.

“Hoje meu recadinho vai para você Alberto Goldman, que viveu a vida inteira na sombra do Orestes Quércia e do José Serra. Você que é um improdutivo, um fracassado. Aliás, você coleciona fracassos na sua vida. E agora vive de pijamas na sua casa” , disse o tucano em um vídeo publicado em suas redes sociais.

No ano seguinte, o diretório do PSDB paulistano, comandado por um aliado de João Doria, expulsou Goldman do partido.

Rixa com Aécio

Com sua ascensão meteórica dentro do partido, após vencer as eleições para a prefeitura e governo de São Paulo, Doria passou a querer aumentar sua influência colocando aliados em postos-chave das direções do partido. 

O movimento passou a incomodar antigos caciques, entre eles Aécio Neves. Doria passou a investir em articulações para tentar expulsar o mineiro, por conta das denúncias de corrupção que enfrenta.

Leia Também

O conflito teve recentemente um dos seus pontos altos na entrevista dada por Doria ao programa “Roda Viva”. Ele chamou Aécio de “covarde” e “pária dentro do PSDB”. Além disso, defendeu que o mineiro pedisse afastamento do partido.

Briga com Leite nas prévias

A disputa para representar o PSDB nas urnas durante a corrida ao Palácio do Planalto em 2022 foi marcada pela polarização entre Doria e Eduardo Leite, com acusações de deslealdade e embates constantes. 

Em outubro, a campanha de Leite acusou o diretório de São Paulo de ter filiado 92 prefeitos e vice-prefeitos do estado fora do prazo estabelecido pela legenda para participar da votação, dia 31 de maio. Em resposta, o Diretório da legenda em São Paulo, sob influência de Doria, pediu a exclusão de outros 32 nomes de apoiadores do governador do Rio Grande do Sul, alegando o mesmo motivo referente à data de ingresso na sigla.

Separação de Alckmin

O governador Doria é cria política de Alckmin que bancou sua candidatura à prefeitura em 2016, contrariando outras lideranças tucanas como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Aécio Neves.

Porém, em 2018 ocorreu a primeira desavença pública entre os dois. Numa reunião da direção da sigla, em Brasília, após a derrota nas eleições presidenciais, Alckmin deu a entender que Doria era traidor, numa reação atípica para seu perfil moderado.

Já como governador, o empresário passou a se descolar do padrinho político. As diferenças entre os ex-aliados foram se intensificando e a vitória de Doria nas prévias do partido para a disputa pela presidência, neste ano, culminaram a saída de Alckmin do PSDB.

Depois de 33 anos na legenda, o ex-tucano se filiou ao PSB e deve estar ao lado do principal adversário histórico de seu ex-partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão provocou críticas de Doria.

“Geraldo Alckmin, você não está arrependido de sair depois de 33 anos em que combateu a corrupção de Lula nos 13 anos de lulismo no governo do PT, um partido que o senhor criticou inúmeras vezes em debates, manifestações, artigos? Agora o senhor se associa a Lula e aceita fazer parte de uma chapa como vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva?”, ingadou o governador de São Paulo.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Comentários Facebook

Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

Publicado

por


source
Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

Leia Também

A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Continue lendo

Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

Publicado

por


source
Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

Leia Também

Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana