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Hímen complacente causa mais dor na hora do sexo? Delas responde

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O hímen é algo que ainda causa muitas dúvidas entre as mulheres. Como saber se ainda tenho? Ele causa dor durante o sexo? Como romper? São alguns questionamentos mais comuns. Recentemente, uma leitora do Delas
 nos enviou uma pergunta sobre hímen complacente.

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Existem diferentes tipos de hímen, entre eles, o hímen complacente, que apresente um tecido mais elástico que o habitual
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Existem diferentes tipos de hímen, entre eles, o hímen complacente, que apresente um tecido mais elástico que o habitual

Ela fala que tem um hímen complacente
e que não consegue rompê-lo, pois sente uma dor muito forte, quase que insuportável, no sexo. “Tenho medo de não conseguir romper um dia e desapontar o meu parceiro”, fala. A leitora ainda completa perguntando qual é a forma mais fácil de romper a membrana. Para responder a questão, conversamos com a ginecologista e sexóloga Nelly Kobayashi.

O primeiro passo para entender como romper o hímen, e o motivo pelo qual ele causa dor na hora do sexo, é saber o que de fato é esse tecido e qual a sua função no corpo da mulher. “Trata-se de uma prega da membrana mucosa presente na entrada da vagina. Pode recobrir apenas uma parte em toda a superfície, ou mais raramente, recobrir toda a entrada da vagina”, explica Nelly.

Segundo a ginecologista, atualmente o hímen não apresenta nenhuma função no organismo. “Sua presença ou não, não afeta em nada a vida de uma pessoa”, fala. Nelly explica que existem teorias de que o hímen ajudaria a evitar infecções, já que diminui a entrada da vagina. “Com o passar do tempo e com o uso de roupas, essa função acabou sendo menos relevante”, completa.

Tipos de hímen e quando eles se rompem – ou não


Hímen complacente (mais próximo do imperfurado) é apenas um dos tipos dessa membrana. Como mostra a ilustração acima, o hímen pode ter formatos variados e também diferentes tipos de aberturas. Também pode romper ou não no sexo
Shutterstock/iG
Hímen complacente (mais próximo do imperfurado) é apenas um dos tipos dessa membrana. Como mostra a ilustração acima, o hímen pode ter formatos variados e também diferentes tipos de aberturas. Também pode romper ou não no sexo


Existem diferentes tipos de membrana, com diferentes formas e resistências. Entre elas, há o hímen complacente, que é o caso da leitora que enviou a dúvida. Nelly explica que o caracteriza este tipo é um tecido mais elástico que o habitual, não se rompendo durante a relação sexual ou introdução de objetos equivalentes ao pênis, como um dildo ou vibrador.

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A forma mais fácil e indicada de saber qual o seu tipo de hímen e se ele já se rompeu ou não é em uma consulta com um ginecologista. Se você quer saber mais sobre o assunto, releia a reportagem “Rompimento do hímen ainda é causa de dúvidas: Delas responde”.

A ginecologista ainda explica que, ao contrário do que pensa a leitora em relação ao rompimento, o hímen complacente não costuma se romper, afinal, suas fibras são mais elásticas, tendo a capacidade de se alargar e voltar ao tamanho anterior.

“Não é possível dizer se algum dia ele vai se romper, apenas que é mais difícil se romper por apresentar mais elasticidade. Isso vai depender de qual é a capacidade elástica, podendo, por exemplo, se romper em situações onde a vagina deve se alargar mais, como em um parto vaginal”, fala.

Por isso, se o seu hímen é desse tipo, não é preciso se preocupar com o rompimento ou não dele. Na verdade, o rompimento do hímen pouco diz a respeito do corpo da mulher. Aquela ideia de que a perder a virgindade acontece só quando o hímen é rompido já não faz mais tanto sentido, afinal, o sexo é algo além do que apenas a penetração vaginal.

“[Deixar de ser virgem] deve ser entendido como o início da vida sexual, porque, a partir do momento em que há contato entre genitais, já há riscos inclusive de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Uma relação sexual pode envolver inúmeras atividades além da penetração vaginal: sexo oral, masturbação mútua e/ou sexo anal”, explica a ginecologista Bárbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em entrevista prévia ao Delas

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Hímen complacente e dor na hora do sexo


Ginecologista explica que, na verdade, o hímen complacente não é uma das causas de dor na hora do sexo
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Ginecologista explica que, na verdade, o hímen complacente não é uma das causas de dor na hora do sexo

A leitora se queixa de muita dor na hora do sexo e comenta que sente dificuldade de seguir com a penetração. No entanto, provavelmente essa dor não está relacionada ao fato do hímen dela ser complacente.

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De acordo com Nelly, na verdade, esse tipo de hímen costuma causar menos dor, justamente por ser mais elástico. “Porém, a dor varia de pessoa pra pessoa, principalmente na primeira relação sexual, que depende muito mais de a pessoa estar tranquila e relaxada do que se o hímen é complacente ou não”, fala.

Como a ginecologista comenta, a  dor na hora do sexo
pode ser consequência da tensão e do nervosismo que muitas mulheres sentem nas primeiras relações sexuais. Além disso, a falta de lubrificação e o vaginismo podem ser causas desse desconforto. Nesse sentindo, a leitora ainda questiona: “é possível ter hímen complacente e vaginismo ao mesmo tempo?”.

De acordo com Nelly, sim, é possível. “Isso porque o hímen é apenas uma prega da mucosa, um tipo de pele que reveste tecidos úmidos do corpo. Já o vaginismo, é causado por contrações involuntárias dos músculos do períneo, que ficam ao redor na vagina, na sua entrada, geralmente de causa psicológica, relacionada ao medo e dor”, fala.

Ou seja, o hímen faz parte do nosso corpo, diferente do vaginismo, algo que não é biológico e só acontece se houver contrações desses músculos.

Como amenizar a dor na hora do sexo de forma geral?


Hímen complacente geralmente não causa dor no sexo. Veja outros fatores que podem atrapalhar e dicas para lidar com isso
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Hímen complacente geralmente não causa dor no sexo. Veja outros fatores que podem atrapalhar e dicas para lidar com isso

Existem algumas formas de amenizar a dor sentida na hora do sexo. O primeiro passo é consultar um ginecologista para avaliar a situação e encaminhar a mulher para o melhor tratamento.

Geralmente, em relação à falta de lubrificação vaginal natural, é indicado adotar um lubrificante à base de água para combater o ressecamento.

No caso de vaginismo ou questões emocionais, os tratamentos variam. A terapia, por exemplo, é bastante indicada para quem precisa trabalhar o medo, trauma e outros transtornos psicológicos que podem desencadear o vaginismo.

Por fim, um ponto que sempre comentamos no Delas
 é a importância do autoconhecimento. Quando a mulher conhece o próprio corpo e sabe o que gosta na hora do sexo, é mais fácil sentir-se tranquila e relaxada na hora da relação a dois. Para isso, a masturbação pode ser bastante útil nesse processo.


Tem alguma dúvida sobre sexo, sexualidade ou até mesmo posições sexuais? Faça como a leitora que nos mandou a dúvida sobre hímen complacente
e dor na hora do sexo e entre em contato conosco pelo e-mail [email protected] Nós traremos uma especialista para respondê-la com sigilo total!

Fonte: IG Delas
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Tendências de decoração vistas na ABCasa Fair

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A ABCasa – Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores – reúne mais de 600 empresas de todo o país, incluindo fabricantes, importadoras e artesãos. Nos meses de fevereiro e julho, na cidade de São Paulo, a associação promove a Abcasa Fair, sétima maior feira de artigos para casa e decoração do mundo.

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Isabela Azevedo
A ABCasa Fair apresenta as principais tendências de artigo para casa e decoração

Na feira, as principais empresas do segmento de utilidades domésticas e decoração apresentam seus lançamentos e apostas para conquistar o consumidor final, cada vez mais atento e ávido por novidades. Vale ressaltar, inclusive, que o setor de artigos para casa tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos.

A ABcasa, em parceira com o instituto IEMI – Inteligência de Mercado –, realizou uma pesquisa setorial, publicada em revista divulgada durante a feira, e concluiu que as vendas de artigos para casa e decoração no ano de 2018 cresceu 16,3% em relação ao ano de 2017. Em números absolutos, o setor movimentou R$ 62,9 bilhões contra R$ 54 bilhões em 2017.

Na última edição de 2019, realizada esse mês de agosto, no Expo Center Norte (São Paulo/SP), foi possível observar o lançamento de produtos intimamente ligados às tendências de decoração que estão em destaque no mercado.

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1. Palha

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Isabela Azevedo
Palha é tendência na decoração

A utilização de elementos e texturas naturais está em alta, seja no segmento de decoração como na mesa posta. As empresas do segmento têm apostado na confecção de produtos, tais como almofadas, móveis, luminárias e acessórios para mesa, compostos por materiais rústicos como a palha , a juta e o vime. O uso de elementos crus, com uma pegada natural, garante aconchego ao ambiente e representa uma valorização do artesanato local.

Na ABCasa Fair encontrei várias empresas que apostaram nesta tendência e lançaram produtos lindos, daqueles que vão direto para a wishlist.

2. Granilite

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Isabela Azevedo
O revestimento queridinho no segmento de decoração e utilidades

As peças com superfícies marmorizadas estão em alta na decoração, arquitetura e no segmento de mesa posta. É possível encontrar no mercado vários utilitários domésticos com linhas e ranhuras das pedras, o que chamamos de efeitos geológicos das pedras na decoração. 

As peças normalmente são inspiradas em mármore, granilite, granito e ágata. 

Durante a visita a ABCasa Fair encontrei vários objetos inspirados no granilite , revestimento composto por uma base em cimento e pequenos grânulos de minerais diversos como granito e mármore que conferem a característica fragmentada que o representa.

Esse revestimento super durável pode ter ganhado releituras mais modernas, mas é um velho conhecido. No Brasil, na década de 40, era bastante utilizado nos pisos e halls de prédios, casas e estabelecimentos comerciais. No exterior, o revestimento é conhecido como terrazzo e escolhido para conferir um toque vintage aos projetos.

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3. Neon

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Isabela Azevedo
As cores fluorescentes invadiram o segmento de decoração

As cores neon não invadiram apenas o mundo da moda. No segmento de utilidades domésticas é possível encontrar desde luminárias, vasos, quadros e até louças com cores fluorescentes.

Na década de 80, a luz neon era a principal tendência de moda. Nos últimos anos ganhou releitura e tem se mostrado presente nas decorações de lares com um toque moderninho.


E você, qual das 3 tendências de decoração vistas na ABCasa Fair te representa? 

Fonte: IG Delas
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Gorda de top, sim! Jovem costura fecho de sutiã em bandana para seguir tendência

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Uma das últimas tendências que ainda está bombando no mundo da moda é usar bandana  como top ou cropped . A ideia é amarrar o tecido em torno do busto e das costas, dando aquele nó para prendê-lo a corpo. A questão, porém, é que esses lenços no geral possuem um tamanho único e os corpos das mulheres não — afinal, há uma diversidade de biotipos por aí.

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Reprodução/Twitter/@unidunite_c
Eduarda viralizou no Twitter após mostrar tutorial do top inclusivo, feito com uma bandana e o fecho de um sutiã velho

Para tornar essa moda mais inclusiva, Eduarda Crespo, de 18 anos, resolveu inovar: ela colocou um fecho de sutiã velho na parte de trás da bandana  como um “expansor”. “Ok Twitter, eu fiz um negócio: Sabe aquela coisa que meninas magras fazem, de amarrar uma bandana no corpo e usar de blusa? Eu queria MUITO um daqueles, mas eu sou GORDA. Então eu cortei um sutiã velho e FIZ UMA PRA MIM”, escreveu no Twitter. 

Em entrevista ao Delas , a estudante de artes visuais, que mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, contou que a ideia surgiu quando estava limpando o guarda-roupa viu um sutiã velho entre as roupas. Como não conseguia amarrar o lenço no corpo, mas sempre sentiu a vontade de seguir essa tendência  , viu ali uma oportunidade. 

“Sempre fui gorda  e sempre gostei de me vestir bem, mas como o mercado da moda não é muito inclusivo com o meu tipo de corpo, acabei aprendendo a dar um jeito pra conseguir usar as coisas que eu queria. A primeira tentativa ficou toda tortinha, mas funcionou”, disse.

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Como criar o seu próprio top usando uma bandana?

A postagem recebeu 25,1 mil curtidas na rede social e foi compartilhada mais de 2 mil vezes. Por causa desse sucesso, Eduarda  ainda completou a ideia com um tutorial em cinco passos que reproduzimos abaixo. Primeiro de tudo: o que você vai precisar de: 

  • Uma bandana, claro
  • Um sutiã velho
  • Linha e agulha
  • Uma tesoura

O primeiro passo é dobrar o tecido no meio, medir no seu corpo, cortar o fecho do sutiã (maior do que você acha que vai precisar) e medir mais uma vez. Depois, vai ajustando até ficar de um tamanho confortável e que dê para amarrar.

As próximas etapas é posicionar o fecho em um dos lados, prestando atenção nas medidas para conseguir prender e costurar. Faça o mesmo com o outro lado e pronto! 

Para as meninas que têm seios maiores, a estudante recomenda colocar alças usando um cordão. A diferença, nesse caso, é que a ponta do lenço vai ficar presa no seu pescoço ao invés de solta na barriga. Por isso, é preciso passar um ponto no tecido para prender as pontas e, por último, passar o fio nessa costura. 


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Por uma moda mais inclusiva

Para Eduarda, ser gorda não significa estar fora de moda e foi pensando nessa questão inclusiva que ela compartilhou o tutorial com o top de bandana

“A moda tem se tornado mais acessível e as linhas plus size vem aumentando bastante, mas ainda são peças muito caras. Pra mim, essa falta de um mercado barato de roupas para corpos gordos é mais um jeito de fazer a pessoa gorda sentir vergonha e repulsa do próprio corpo.”


“É muito difícil resistir a onda de moda magra, bater o pé e dizer ‘eu também tenho o direito de me vestir bem!’, principalmente quando a gente olha pra mídia e não se vê em lugar nenhum, mas é preciso manter em mente que ser gordo não é um problema, e que ninguém pode te dizer o que você pode ou não usar”, finaliza. 

Fonte: IG Delas
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