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Tecnologia

Hackers querem roubar dados sobre a sua saúde; saiba por que e se proteja

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Médicos estão na mira de hackers
Unsplash/National Cancer Institute

Médicos estão na mira de hackers



A área da saúde tem se tornado cada vez mais um alvo de cibercriminosos que visam roubo de dados . O uso da telemedicina durante a pandemia de Covid-19 tem sido um dos fatores facilitadores para que os hackers obtenham esses dados.

O engenheiro de computação Gilberto Martinez, techlead da Mitfokus, consultoria que atende empresas na área da saúde, conta que existem alguns motivos pelos quais os cibercriminosos têm tanto interesse em dados relacionados à saúde. 

O primeiro deles é a mira nos profissionais. Os altos salários da profissão são um atrativo para que médicos se tornem alvos de golpes . Por isso, os hackers  tentam descobrir informações sobre os profissionais para, então, obter dinheiro.

Hackers estão de olho

Mas não são só os dados de médicos que estão na mira dos hackers . Gilberto conta que informações de pacientes presentes em prontuários médicos também são muito valiosas para os criminosos. Isso acontece porque os dados são bastante específicos e, por isso, podem ser usados para aplicar golpes bastante complexos.

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“Ele [cibercriminoso] pode pegar o prontuário de uma vítima e ver que a vítima toma medicamentos semanalmente em casa. Ele pode ligar, se passar por um agente de saúde e agendar uma visita à casa. A vítima, na maioria das vezes, está acostumada a receber esse tipo de ligação daquele hospital, então ela não desconfia. E acaba marcando um horário com um criminoso. E já aconteceu casos da vítima ser extorquida dentro da própria casa. Acaba não roubando só dados, mas joias e pertences valiosos”, relata o especialista.

Além das informações serem muito valiosas para aplicar golpes, elas também podem ser usadas para extorquir dinheiro do próprio hospital. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais ( LGPD ) , informações relacionadas à saúde são consideradas dados pessoais sensíveis . Essa categoria de dados precisa ser ainda mais protegida pelas empresas que tratam as informações – neste caso, hospitais, clínicas e consultórios médicos.

“O que acaba tendo uma peculiaridade na área da saúde é a sensibilidade que essa área traz. Então, as pessoas ficam mais vulneráveis, principalmente nesse momento em que a gente está vivendo [com a telemedicina ]”, afirma Gilberto.

Por isso, é também comum que hackers ataquem sistemas de hospitais, coletem dados dos pacientes e, então, cobrem um resgate para a instituição: se o dinheiro não for pago pelo hospital, as informações serão divulgadas. Muitas vezes com medo das sanções administrativas previstas na lei, as empresas acabam pagando o resgate.

Gilberto explica que esse, porém, é um grande erro. Nesses casos, o recomendado é que a empresa peça ajuda para os órgãos responsáveis, como as delegacias especializadas em cibercrimes , já que o pagamento do resgate não é garantia de que as informações não serão divulgadas.

Dados valem muito

Seja para aplicar golpes nas vítimas ou em donos de hospitais e clínicas, os dados relacionados à saúde são muito valiosos para cibercriminosos . Por isso, é importante que empresas e pessoas estejam bastante atentos para evitarem se tornar vítimas. Confira algumas dicas:

  • Tome cuidado com ligações, emails ou mensagens suspeitos. Na dúvida, sempre desconfie e entre em contato com o serviço em questão. Por exemplo, se um hospital te ligar para agendar uma visita de rotina, desligue o telefone e ligue para o próprio hospital para saber se a ligação realmente veio de lá;
  • Não compartilhe seus dados com terceiros;
  • Tenha atenção em links que prometem promoções ou que peçam ações urgentes, já que grande parte deles são sites falsos que roubam dados;
  • Mantenha senhas fortes e únicas, principalmente em serviços relacionados à área da saúde;
  • Ao participar de videoconferências, sobretudo em plataformas de telemedicina, procure evitar mostrar dados sobre a sua vida no ambiente, como fotos de familiares nas paredes – utilizar filtros é uma boa dica.

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Tecnologia

YouTube vai pagar R$ 500 milhões para TikTokers migrarem para a plataforma

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YouTube vai pagar para quem publicar conteúdo
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YouTube vai pagar para quem publicar conteúdo

Focado em alavancar a novidade da plataforma, o YouTube irá pagar cerca de US$ 100 milhões (mais de R$ 520 milhões) para as pessoas e criadores de conteúdo – que já fazem vídeos para o TikTok – aderirem ao seu novo recurso, o Shorts . A ideia é começar a testar anúncios nesses clipes curtos e verticais em loop, tornando assim algo mais competitivo em relação ao rival chinês.

A verba será lançado dentre os próximos meses e será pago ainda este ano, de acordo com o comunicado que o YouTube fez em seu blog, nesta terça-feira (11). A plataforma disse que o Shorts está se tornando mais amplo em seu serviço, lançando assim a capacidade de remixar áudio de vídeos em breve.

Antes disso, o rival da área – TikToklançou um fundo de criadores em 2020 , para pagar mais de US$ 1 bilhão para os influenciadores digitais investissem e enchessem a rede social de conteúdo.

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Para fazer isso acontecer, o YouTube arrecadou dinheiro pelos anúncios que geram cerca de US$ 100 milhões em receita durante um dia e meio. No período de um pouco mais de um ano, a plataforma vai investir US$ 100 milhões no Shorts e paga cerca de US$ 15 bilhões para quem se qualificar para adquirir dinheiro com o novo recurso.

De acordo com a marca, o plano é recompensar também “milhares de criadores cujos Shorts receberam mais engajamento e visualizações” a cada mês. O YouTube dará mais detalhes sobre essa distribuição de pagamentos nos próximos meses. 

Portanto, qualquer usuário que poste vídeos no Shorts pode ganhar dinheiro com esta iniciativa, porém, é preciso seguir com as diretrizes da comunidade do YouTube .

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Apple oferece tratamento preferencial para Zoom e mais apps de iOS

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Apple dá prioridade para alguns aplicativos, revela e-mail
Unsplash/Mihai Moisa

Apple dá prioridade para alguns aplicativos, revela e-mail


No ano passado, Tim Cook , CEO da Apple , afirmou que todos os desenvolvedores são tratados de forma igual. Ainda assim, segundo um desenvolvedor, o Zoom recebeu acesso especial a uma API que permite utilizar a multitarefa do iPad em chamadas de vídeo. E-mails anexados no processo com a Epic Games também revelaram um tratamento preferencial oferecido pela fabricante do iPhone ao Hulu .

O caso do Zoom foi apresentado pelo desenvolvedor Jeremy Provost no fim de abril. Em um blog, ele relatou que o aplicativo recebeu acesso a uma API privada para utilizar a câmera do iPad em multitarefa. Dessa forma, os usuários conseguem fazer chamadas de vídeo enquanto dividem a tela com outros apps (Split View).

Na publicação, Provost afirma que entrou em contato com o Zoom , que revelou a ele um processo aparentemente privado, “disponível apenas para aqueles considerados dignos pela Apple”. Depois, o desenvolvedor explica que a habilitação é feita através de um “entitlement” (“direito”, em tradução livre). Ou seja, um “direito ou privilégio que concede capacidades particulares a um executável [aplicativo]”, nas palavras da Apple .

Os entitlements podem ser públicos ou privados. No primeiro caso, trata-se de funções abertas, como as notificações push. No segundo, os direitos são destinados a recursos que dependem de autorização, como a integração de um app com o CarPlay . Para isto, é preciso fazer uma solicitação à Apple e aguardar a aprovação.

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A autorização depende de alguns pré-requisitos da empresa. No caso da integração do CarPlay, por exemplo, o aplicativo precisa ser de categorias como áudio, comunicações, navegação, estacionamento, entre outras. Se o pedido for aprovado, a Apple disponibiliza o recurso na conta do desenvolvedor para que seja utilizado no app.

A permissão para utilizar a câmera em multitarefa no iPad , porém, acontece de forma diferente. Segundo Provost, não existe um processo público para solicitar a autorização. O desenvolvedor também relata que não encontrou documentos públicos sobre o recurso. No Google , ele só se deparou com informações em fóruns do Zoom .

Hulu também recebeu acesso especial da Apple

Além do Zoom, outros aplicativos receberam tratamento preferencial pela Apple . É o que mostra alguns e-mails revelados no processo entre a companhia e a Epic Games em relação ao Hulu . Em uma das mensagens trocadas por funcionários da empresa, há o tweet do desenvolvedor David Barnard que questiona sobre o cancelamento automático de assinaturas da App Store.

“Eu não sabia que as assinaturas da App Store poderiam ser canceladas automaticamente por meio da API StoreKit”, publicou Barnard no Twitter, em 2018. “Estou surpreso por não ter visto mais ofertas para mudar o faturamento da App Store”.

O tweet foi enviado por Matt Fischer, vice-presidente da App Store , para Cindy Lin. Em resposta, Lin disse que o Hulu faz parte de um “conjunto de desenvolvedores com acesso permitido à API de cancelamento/reembolso de assinatura”. Ela ainda explicou que o recurso era utilizado em 2015 para oferecer suporte à atualização instantânea usando uma configuração de duas famílias.

Na mesma conversa por e-mail, Carson Oliver, diretor de gestão de negócios da App Store , afirmou que era preciso “tomar medidas imediatas para nos proteger contra o uso indevido da API”. Atualmente, o Hulu não tem mais acesso ao recurso.

Estes episódios, no entanto, entram em contradição com o que foi dito por Tim Cook em julho do ano passado. Em depoimento durante a audiência do Subcomitê Antitruste da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o CEO da Apple afirmou que todos os desenvolvedores são tratados de forma igual.

“Tratamos todos os desenvolvedores da mesma forma. Temos regras abertas e transparentes – é um processo rigoroso”, disse. “Como nos preocupamos profundamente com privacidade , segurança e qualidade, analisamos todos os aplicativos antes que eles fiquem disponíveis. Mas essas regras se aplicam igualmente a todos”.

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