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Economia

Guedes vê reajuste salarial como destruição da economia com indexação

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Paulo Guedes vê reajuste salarial para servidores um prejuízo para a economia
Lorena Amaro

Paulo Guedes vê reajuste salarial para servidores um prejuízo para a economia

Num momento em que o governo Jair Bolsonaro discute reajuste para servidores públicos e que diversas categorias se mobilizam por aumentos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (7) que um aumento para todos poderia “destruir” a economia. Em sua avaliação, isso reviveria a lógica da indexação do período de hiperinflação, anterior ao Plano Real.

“Agora, se começar a dar reajuste para todo mundo, nós estamos empurrando o custo para filhos e netos, além de destruirmos a nossa economia também. Porque nós vamos voltar a lógica da realimentação inflacionária, de indexar tudo outra vez”, disse o ministro, em evento do mercado financeiro.

O governo discute um aumento linear de 5% para os servidores.

Bolsonaro já manifestou intenção de privilegiar policiais

Outro cenário em estudo é conceder aumento apenas para os policias federais, promessa já feita pelo presidente Jair Bolsonaro que ampliou a insatisfação de outras categorias. No entanto, a paralisação de servidores, como do Banco Central, por exemplo, fez com que integrantes do governo voltassem a reavaliar um reajuste salarial linear.

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O governo bloqueou no mês passado R$ 1,7 bilhão do Orçamento deste por falta de espaço no teto de gastos (a regra segundo a qual as despesas não podem crescer acima da inflação). O espaço de R$ 1,7 bilhões para reajustes, por outro lado, foi preservado.

Portanto, um reajuste salarial tende a apertar ainda mais as contas públicas, sendo necessário fazer cortes. Diversos governadores já concederam aumentos de salários, aumentando a pressão sobre o governo federal.

“Agora tem dois campos. Um campo que partiu para o populismo, de dar aumento salarial num momento que ainda está combatendo a crise. E outro que diz ‘olha, espera um pouco, espera a doença ir embora e, depois, nós vamos reavaliar e dar aumentos salariais'”, disse Guedes.

O ministro também descartou qualquer movimento para repor a inflação nos reajustes salariais. A alta de preços já chega a mais de 10%.

“Durante a pandemia a gente gasta com a pandemia e depois aí sim você começa a reparar alguns que ficaram para trás. Mas não pode ter aquela lógica passada de reposição. ‘Ah, vou repor’. Se houve uma queda, uma perda… Nós somos uma geração que pagou pela guerra”, disse o ministro.

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Economia

Desenvolve MT firma parceria com Prefeitura de Tangará

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A Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT) e a Prefeitura de Tangará da Serra firmaram uma parceria, cujo objetivo é atender as demandas de empreendedores por linhas de crédito. Um agente de crédito municipal facilitará aos interessados o acesso aos financiamentos oferecidos pela instituição.

Um termo de cooperação com esta finalidade foi assinado, na noite de segunda-feira (9), durante o evento Mulheres Empreendedoras, promovido pela prefeitura tangaraense no Centro Cultural do município. Atualmente, 40 cidades do interior mato-grossense já contam com esta parceria. Apenas neste ano, seis municípios foram visitados por técnicos da Desenvolve MT com esta finalidade.

Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Tangará da Serra, Silvio Sommavilla, as expectativas são as melhores possíveis. “Em nosso município há muitos empreendedores interessados em acessar estas linhas de crédito. A tendência é a chegada de mais recursos, fomentando nossos negócios e, consequentemente, gerando emprego e renda”.

No evento, o assessor executivo da Desenvolve MT, José Roberto Weber, apresentou aos participantes as linhas de crédito, em especial o Programa Mulheres e Jovens Empreendedores, colocadas à sua disposição. Ele relatou que em 2021 foram financiados cerca de R$ 400 mil aos empreendedores de Tangará Serra.

Para empreendedora Tânia Fernandes Alves Silva, da loja Tânia Sapatilhas, uma das participantes, a obtenção de um financiamento oferecido pela Desenvolve MT foi fundamental para seu negócio.

“É importante destacar que a instituição facilita nosso acesso, ao nos dar a opção de solicitar o empréstimo de forma online, via plataforma digital. O financiamento me ajudou a adquirir os insumos necessários para aumentar a produção de sapatilhas”, afirmou.

Para o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, é de suma importância entender a demanda dos municípios. “O Governo do Estado vem cumprindo o seu papel ao criar um ambiente favorável para o desenvolvimento dos pequenos negócios, e nós, da agência, estamos trabalhando nesta direção”, explicou.

Participaram da assinatura do termo de cooperação o prefeito Vander Masson, seu secretário Silvio Somavilla e o representante da Desenvolve MT, José Roberto Weber.

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Economia

Companhias aéreas aumentam valores para bagagens em até R$ 650

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Empresas esclareceram que a alta se deve ao atual cenário de aumento do petróleo
Raphael Magalhães

Empresas esclareceram que a alta se deve ao atual cenário de aumento do petróleo

As principais companhias aéreas do país, Gol, Azul e Latam, decidiram aumentar o preço aplicado no despacho de bagagens. Os valores vão de R$ 75 até R$ 650, nesse caso para voos internacionais.

A Gol afirmou que o reajuste nos valores para o despacho de bagagens se deve ao atual cenário de aumento de custos na aviação comercial, e ainda como forma de adequação aos valores praticados pelo mercado.

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A companhia área explicou que, nos voos domésticos, custa a partir de R$ 95 (1ª bagagem), R$ 129 (2ª bagagem) e R$ 180 (3 a 5 bagagens). Esses preços se aplicam em mais de 48 horas antes da decolagem. No caso de quem deixa para próximo da viagem, os preços aumentam para os seguintes valores: R$ 140 (1ª bagagem), R$ 160 (2ª bagagem) e R$ 250 (3 a 5 bagagens).

No caso de voos internacionais, a primeira bagagem custa R$ 199, R$ 249 (2ª bagagem) e R$ 350 (3 a 5 bagagens) para quem comprar até mais de 48 horas de decolagem. Enquanto quem comprar em menos de dois dias, deverá desembolsar R$ 229 para a primeira bagagem, R$ 279 (2ª bagagem) e R$ 650 (3 a 5 bagagens).

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A Latam também afirmou que devido a situação externa em função da guerra na Ucrânia, que impacta diretamente no preço do petróleo e, consequentemente, na alta do preço do querosene da aviação (QAV) e nos custos da empresa, viu a necessidade em reajustar os preços.

“Diante da imprevisibilidade desta crise, a empresa precisou fazer algumas alterações em voos programados para os próximos meses e postergar o lançamento de novas rotas. Esse cenário também impacta em aumento de preços das passagens e serviços adicionais da ordem de 25% a 30%”, informou a empresa.

O despacho de bagagens da companhia teve ajustes de preço no dia 14 de março, tanto para bagagens de 15 kg, como de 23 kg, com o seu valor mínimo passando para R$ 75. O valor máximo da franquia, de R$160, continuará o mesmo.

Já a Azul afirmou que o reajuste foi em 7 de março na 1ª peça em canais digitais, que passou de R$ 80 para R$ 90 em trechos domésticos. As demais cobranças permanecem inalteradas. Todos os valores estão publicados e atualizados no site https://www.voeazul.com.br/bagagem .

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