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Economia

Grupo dos 10% mais ricos concentra quase metade da renda no Brasil, revela IBGE

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Desigualdade e contração de renda no Brasil aumentaram entre 2016 e 2017, segundo o IBGE
Marcelo Casal/Agência Brasil
Desigualdade e contração de renda no Brasil aumentaram entre 2016 e 2017, segundo o IBGE

O grupo dos 10% mais ricos do Brasil concentra 43,1% da renda, segundo pesquisa sobre a desigualdade divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média nacional, os mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que o grupo dos mais pobres.

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De acordo com os dados sobre a desigualdade
no Brasil, o rendimento médio mensal (que inclui a renda proveniente do trabalho, os rendimentos de aposentadoria, pensão, aluguel e programas sociais) per capita em 2017 foi de R$ 6.629 para a parcela que representa os brasileiros mais ricos, enquanto entre os 40% mais pobres, o rendimento médio cai para R$ 376.

Enquanto os mais ricos concentram quase metade da renda nacional, o grupo dos 40% mais pobres retém apenas 12,3% do capital, segundo os dados do ano passado. Em 2016, o grupo mais rico concentrava 42,9% do rendimento total, já o mais pobre detinha 12,4%.

Segundo o pesquisador do IBGE
 Leonardo Athias, a variação não é considerada “muito expressiva”, mas o índice em si indica a existência de um “problema grave”. “Isso mostra que você tem uma estrutura de renda muito concentrada numa parcela pequena da população, o que é um problema grave. Pelos estudos globais, isso atrapalha outros aspectos da vida: gera altos níveis de violência, o foco das decisões é em curto prazo, promove insegurança alimentar, falta de investimento em capital humano, problemas na saúde, em saneamento…”

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O índice de palma, que apresenta a razão do rendimento dos 10% mais ricos em comparação com os 40% mais pobres do país, apresenta que a concentração de renda aumentou entre 2016, passando de 3,47 para 3,51.

Isso significa que o rendimento do grupo dos ricos é 3,5 vezes maior que o grupo dos pobres, ou seja, um décimo da população ganha 3,5 vezes mais do que os 40% mais pobres. No ano passado, o rendimento per capita
no Brasil foi de R$ 1.511 mensais. 

A pesquisa destaca que 73,8% do rendimento médio era proveniente do trabalho
, 19,4% de aposentadorias
ou pensões e apenas 6,9% de outras fontes de renda, como aluguel, doações e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família
.

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Desigualdade, concentração e outros recortes por região


Concentração de renda e rendimento per capita por regiões e capitais mostram alastramento da desigualdade
iStock
Concentração de renda e rendimento per capita por regiões e capitais mostram alastramento da desigualdade

No recorte por regiões
, o Nordeste apresenta a maior desigualdade na comparação de renda entre os mais ricos e os mais pobres. Entre os estados nordestinos, os 10% mais ricos ganhavam 20,6 vezes mais que os 40% mais pobres no ano passado.

Completam a lista, na ordem, a Região Norte, com diferença de 18,4 vezes, o Centro-Oeste, de 16,3 vezes, o Sudeste, com cerca de 11,4 vezes. A menor desigualdade foi observada na Região Sul, onde o grupo dos mais privilegiados
ganhava cerca de 11,4 vezes mais que os mais pobres.

A origem da renda no recorte regional mostra o Centro-Oeste com a maior concentração de rendimento proveniente do trabalho, enquanto o Nordeste apresenta maior percentual de rendimento originado de aposentadorias e pensões e outras fontes, que incluem programas sociais. A lista completa:

  • Nacional – 73,8% de trabalho, 19,4% de aposentadoria e pensão e 6,9% de outras fontes;
  • Norte – 77,1% de trabalho, 15% de aposentadoria e pensão e 7,8% de outras fontes;
  • Nordeste – 67,4% de trabalho, 23,8% de aposentadoria e pensão e 8,8% de outras fontes;
  • Sudeste – 75% de trabalho, 18,6% de aposentadoria e pensão e 6,4% de outras fontes;
  • Sul – 73,3% de trabalho, 20,4% de aposentadoria e pensão e 6,3% de outras fontes;
  • Centro-Oeste – 77,8% de trabalho, 15,7% de aposentadoria e pensão e 6,5% de outras fontes.
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O Instituto divide ainda a concentração de renda e o rendimento per capita por estados e capitais
, revelando que os maiores valores se dão, respectivamente, no Distrito Federal e na capital Brasília.

No Distrito Federal, o grupo dos 10% mais ricos ganha 5,57 vezes mais do que os 40% mais pobres, na maior concentração de renda em um estado brasileiro. O menor valor é registrado em Santa Catarina, onde cai para 2,14 vezes mais. São Paulo e Rio de Janeiro são, respectivamente, 11º e 21º com maior concentração.

O rendimento per capita da capital federal é de R$ 13.905 entre os 10% mais ricos, o maior valor em território nacional. Os 40% mais pobres de Brasília, por sua vez, recebem R$ 583, menos do que os de Goiânia, a capital mais próxima (que tem renda per capita entre os 40% mais pobres de R$ 657). 

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O pico da desigualdade
na renda per capita entre capitais se dá entre o Maranhão, em que os 40% mais pobres ganham R$ 167, e Brasília, onde a renda per capita dos 10% mais abastados é de R$ 13.905.

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Economia

Governança corporativa como sistema de gestão; entenda

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Os princípios e práticas de boa Governança Corporativa aplicam-se a qualquer tipo de organização, independente do porte, natureza jurídica ou tipo de controle (3º setor, cooperativas, sociedades limitadas e sociedades anônimas).

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Governança corporativa é primordial para todas as empresas
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Governança corporativa é primordial para todas as empresas

Governança Corporativa
é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle.

As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização.

Desta forma, Transparência passa ser a palavra de ordem. Mais do que a obrigação de informar é o desejo de disponibilizar as partes interessadas, e aqui incluem-se os “agentes” acionistas, funcionários, investidores, bancos, clientes, fornecedores e etc.

Informações claras e objetivas que resultem em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros devem ser absoluta prioridade, portanto, não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também demais fatores (Inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial.

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Sendo assim, normalmente os objetivos da Governança Corporativa são: Posicionar a empresa entre as “boas empresas” para se investir, envolver gestores e colaboradores na busca contínua dos processos que lhes são afetos, provocar a mudança de “Cultura”, onde todos entendam a real necessidade de Transparência
, da ética de da busca por tudo que é virtuoso.

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Governança Corporativa – Transparência, Princípios Éticos e Reputação

Os princípios éticos correspondem ao ambiente institucional informal estabelecido por “regras” que permitam a condução dos negócios de forma legal, transparente e com objetivos claros a serem atingidos. A reputação da empresa juntos aos “agentes” não se consolida apenas pela imagem que ela transmite aos mesmos, mas sim por um esforço coletivo (e aqui representa gastos/custos com a implantação) e uma apresentação clarificada do seu modelo de gestão. Desta forma, a reputação pode ser construída com palavras ou com ações, enquanto as palavras custam menos, as ações costumam ter mais impacto.

A Transparência na condução dos negócios implica em adoção de “gestão profissional” através da delegação (integral/parcial) criteriosa da gestão (sobretudo a gestão executiva) pelo controlador a profissionais experientes, motivados e intimamente comprometidos com as metas e resultados a serem alcançados, devendo ainda contribuir para a melhoria da imagem e do desempenho (fontes de fornecimento, escoamento da produção e margens de resultado) da organização, favorecendo sua longevidade, função social e, enfim, gerando maior valor aos acionistas.

Governança Corporativa como referência e modelo de Organização para empresas em crescimento

Você investiria seu dinheiro em uma empresa sem um modelo Transparente de gestão
?

Você confiaria em uma empresa que não apresenta de forma clara sua metas e objetivos a serem alcançados?

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Como citado, a Governança Corporativa
é sinônimo de Transparência.  A implantação deste modelo de gestão implica em investimentos/custos elevados. Ressaltei no início que todas as empresas deveriam buscar este modelo, mas de acordo com a limitação financeira de cada uma, pelo menos devem buscar exemplos positivos de gestão que pavimentem o crescimento de sua empresa de forma sustentável e confiável, pois quando chegar o momento de consolidação de mercado e participação relevante no mesmo através do seu próprio crescimento, a Cultura da empresa já estará alinhada com as melhores práticas de Administração.

Fonte: IG Economia
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Economia

Doria vai buscar comprador para fábrica da Ford no interior paulista

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Valter Campanato/Agência Brasil
“Até o final deste ano os empregos [na fábrica da Ford] estão assegurados”, anunciou o governador João Doria (PSDB)

Após o anúncio do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se reuniu nesta quinta-feira (21) com o CEO da Ford América do Sul, Lyle Watters. Após o encontro, Doria afirmou que, na semana que vem, o governo vai buscar um comprador para a fábrica para manter os empregos.

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“Foi uma reunião longa e dura”, disse Doria à imprensa. “[Decidimos] que governo de São Paulo vai buscar comprador para essa fábrica da Ford
para a preservação dos empregos, ainda que com uma nova marca assumindo o parque industrial”, acrescentou.

Segundo Doria, não há preocupação imediata dos funcionários da montadora porque o fechamento da fábrica acontecerá de forma gradual, ao longo de 2019. “[A operação] Vai continuar normalmente. Até o final deste ano os empregos estão assegurados, mas vamos, de forma célere, buscar um potencial comprador para essas instalações”,  disse o governador.

O tucano ainda garantiu que a fábrica de Taubaté, onde há 1,6 mil trabalhadores, e as sedes de Tatuí e Barueri, com 270 e 170 funcionários, respectivamente, não serão afetadas. O centro administrativo da montadora em São Bernardo do Campo
também será mantido, segundo anunciado pela Ford e confirmado por Doria.

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A reunião aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Também estiveram presentes o vice-presidente de Assuntos Governamentais, Comunicação e Estratégia da Ford na América do Sul, Rogelio Golfarb; o vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia; o secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles
; o assessor da secretaria da Fazenda e Planejamento, Gustavo Ley; e o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB).

Sindicatos de fora


Sindicalistas criticaram o governo paulista e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião
Roberto Parizzoti/CUT
Sindicalistas criticaram o governo paulista e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião

Nenhum representante de sindicato dos trabalhadores foi convidado ao encontro. Em vídeo divulgado no site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Wagner Santana criticou o governo e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião.

“Ficamos sabendo, através da imprensa, que ocorrerá uma reunião com o governador, o presidente da empresa e também o prefeito da cidade. Solicitamos que a gente pudesse, como trabalhadores, os mais afetados por essa decisão, participar dessa reunião. Recebemos o retorno do gabinete do governador dizendo que eles não nos queriam”, disse o sindicalista.

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João Doria
confirmou que o governo não convidou os sindicalistas para participar da reunião. “Não foi feito convite porque não era o momento para ter o sindicato participando da reunião. Primeiro, precisávamos ter o diagnóstico. Saímos de uma reunião de forma positiva. Agora, temos um cenário melhor, mais tranquilizador. Oportunamente eles serão convidados”, afirmou.

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A decisão da Ford


A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul
Divulgação/Ford
A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul

A Ford anunciou, na última terça-feira (19), que vai encerrar as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo e que deixará o mercado de caminhões
na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. A planta de São Bernardo será desativada ao longo de 2019.

Além da fábrica no interior paulista, a Ford tem outras duas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2.800 empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters, CEO da Ford América do Sul.

Leia também: Os números que explicam o que levou a Ford a fechar sua fábrica em São Paulo

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a decisão da Ford
afetará cerca de 4 mil trabalhadores diretos e terceirizados. Após uma assembleia realizada na terça-feira (19), os trabalhadores decidiram entrar em greve. Uma nova assembleia foi marcada para próxima terça-feira (26).


*Com informações da Agência Brasil

Fonte: IG Economia
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