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Governo informa que concessão do trecho Itanorte-Jangada sairá ainda em 2019

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As obras de restauração do trecho de rodovias Itanorte-Jangada, formado pelas MTs 358-343-246, já está em obras. A informação é do governo do Estado, através da Secretaria Adjunta de Comunicação, após questionamento da reportagem do Bem Notícias.

Antes da concessão – na modalidade ‘PPP Caipira’ – pista deverá ser restaurada.

Segundo a secretaria, o trecho em questão será disponibilizado para concessão à iniciativa privada ainda este ano. Ao que tudo indica, a concessão ocorrerá através de parceria entre governo e associação de produtores (modalidade de Parceria Público-Privada, ‘PPP Caipira’), com cobrança de pedágio exclusivamente para manutenção do trecho.

Antes, porém, haverá trabalhos de recuperação da pista, ao longo de todo o trecho, deste Itanorte até o entroncamento com a BR-364, em Jangada, com os trabalhos ocorrendo em três frentes.

Entre Barra do Bugres e Jangada, o projeto da obra – que ficará sob responsabilidade da empreiteira Guaxe Construção e Terraplanagem – passa por revisão e tem conclusão prevista em junho.

Já entre Tangará da Serra e Barra do Bugres, a empresa responsável é a Fratello, que já mantém equipes em atividade no trecho.


Em relação ao trajeto Itanorte–Tangará da Serra, o projeto da obra também está sendo revisado e deve ficar pronto em junho. A empresa responsável é a Guaxe.

Problema crônico: Situação das estradas no trecho Itanorte-Jangada é caótico.

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Preterimento: Tangará da Serra é o único município-polo com estradas em situação precária

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Quando se pensa em município-polo, uma das primeiras ideias que vêm à mente é que as estradas de acesso e de seu entorno são (ao menos) bem conservadas. Mas não é esse o caso de Tangará da Serra.

A cidade é servida apenas por rodovias estaduais. No percurso até a capital Cuiabá, a ligação é feita pelas ruins MTs 358, 343 e 246 até o entroncamento com a BR-163, em Jangada. A mesma MT-358 liga o município ao norte, na BR-364, divisa com Campo Novo do Parecis. Outra ligação com a federal 364 é pela MT-480, já na localidade de Deciolândia, em Diamantino. Na direção oeste, a alternativa é a MT-339, com apenas 2,5 quilômetros de asfalto.

Servida apenas por rodovias estaduais, Tangará da Serra tem ligação com a capital pelas ruins MTs 358, 343 e 246 até o entroncamento com a BR-163, em Jangada.

Considerando dados socioeconômicos, percebe-se certa injustiça em ligações por estradas tão ruins. O município que polariza a região sudoeste de Mato Grosso tem a quinta população do estado (104 mil habitantes, segundo o IBGE), o quinto maior colégio eleitoral (67,7 mil eleitores antes da biometria) e é uma das 10 maiores economias mato-grossenses, com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 2,9 bilhões. Tangará da Serra também é referência no comércio, na prestação de serviços, na saúde (pública e privada) e no ensino superior.

Considerando dados socioeconômicos diferenciados, percebe-se certa injustiça em ligações por estradas tão ruins.

Estes atributos atraem, todas as semanas, milhares de pessoas de municípios vizinhos e até mais distantes – como Brasnorte, Comodoro e Juína –, em busca de tratamento médico, ensino superior, mercadorias, serviços, entre outras demandas. Neste vai-e-vem de pessoas, não há quem não reclame das estradas que levam a Tangará da Serra, seja quem vem de fora, seja  quem mora na cidade.

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Federalização

Ganhou força no início deste mês a possibilidade de federalização do trecho Jangada-Itanorte, composto pelas rodovias estaduais MTs-246, 343 e 358, num total de 177 quilômetros. A proposta – que inclui percurso de 493 quilômetros entre Novo Mundo e Juína, no noroeste do estado – consiste em projeto de lei de autoria do deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade) atendendo pedido do suplente de deputado federal e empresário Vander Masson (PSDB), de Tangará da Serra.

A proposta tem por objetivo incluir o trecho de rodovias estaduais no Plano Nacional de Viação (Lei 5.917, de setembro de 1973). De acordo com o autor da matéria, o trecho Jangada-Itanorte já está previsto no traçado original da BR-364.

Importância

Consultado pela redação, o economista e engenheiro especialista em logística Silvio Tupinambá afirma que a federalização seria de grande importância para a região, na medida em que formaria com estradas estaduais como a MTs 240, 339 e 480 (além da MT-343, em Barra do Bugres) uma malha viária que beneficiaria o escoamento da produção de Tangará da Serra e municípios vizinhos, além de facilitar o acesso de pessoas, mercadorias e serviços.

Tupinambá também considera a federalização como parte importante de uma cadeia de suprimentos em projeções de curto, médio e longo prazos.

Tupinambá também considera a federalização como parte importante de uma cadeia de suprimentos em projeções de curto, médio e longo prazos. Neste particular, a implantação da Zona de Processamento e Exportação – ZPE – de Cáceres teria efeitos econômicos que se fariam sentir fortemente na região, facilitados por uma logística de transporte melhorada com a federalização do trecho Jangada-Itanorte. “Isso (a federalização) criará, lá na frente, condições para uma retrologística interessante relacionada à própria ZPE e ao porto de Cáceres, contando com a hidrovia Paraguai-Paraná”, destacou o economista.

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Comparação

Na região metropolitana de Cuiabá e nas outras cidades-polo do estado a situação é muito melhor. Cáceres, por exemplo, é servida pelas BRs 070 e 174. Em breve, a cidade do oeste terá ligação pavimentada com Barra do Bugres pela MT-343. Barra do Garças, por sua vez, é servida pela porção oriental da BR-070 e também pela BR-158. Outras estradas que servem de ligação a Barra do Garças são as MTs 100 e 260, ambas em boas condições.

Rondonópolis, segunda cidade do estado, também é privilegiada. As BRs 163 e 364, mais as MTs 130 e 270 formam uma encruzilhada na cidade. Em Sinop, a BR-163 é a principal via, respaldada pelas bem conservadas MTs 140, 222 e 423.

Questão política

A explicação para o preterimento de Tangará da Serra está, obviamente, na pouca força política da cidade e da região como um todo. O município ficou praticamente dez anos – 1997 a 2006 – sem representação na Assembleia Legislativa. Quando elegeu representantes diretamente, teve de conviver com maus governos, como os do indiferente Blairo Maggi (2002/2010), do corrupto Silval Barbosa (2011/2014) e do inerte Pedro Taques (2015/2018).

Maus governos que consolidaram isolamento: O indiferente Blairo Maggi (2002/2010), o corrupto Silval Barbosa (2011/2014) e o inerte Pedro Taques (2015/2018).

As esperanças da cidade estão no novo governo de Mauro Mendes (DEM) – que fez 55% dos votos válidos dos eleitores tangaraenses nas eleições de 2018 – e do presidente Jair Bolsonaro, que recebeu nos primeiro e segundo turnos do último pleito votos de, respectivamente, 68% e 77% do eleitorado local.


Porém, até o momento, as esperanças não se converteram em nada prático, principalmente da parte do governo do Estado.

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Federalização do trecho Jangada-Itanorte ganha força em Brasília

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Ganhou força no início deste mês a possibilidade de federalização do trecho Jangada-Itanorte, composto pelas rodovias estaduais MTs-246, 343 e 358, num total de 177 quilômetros. A proposta consiste em projeto de lei de autoria do deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade) atendendo a pedido do suplente de deputado federal e empresário Vander Masson (PSDB), de Tangará da Serra.

Masson esteve em Brasília no início deste mês para tratar do assunto junto à bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional. A proposta – que inclui percurso de 493 quilômetros entre Novo Mundo e Juína, no noroeste do estado – tem por objetivo incluir o trecho de rodovias estaduais no Plano Nacional de Viação (Lei 5.917, de setembro de 1973). De acordo com o autor da matéria, o trecho Jangada-Itanorte já está previsto no traçado original da BR-364. (Veja, ao final da matéria, mapa rodoviário com os detalhes)

Trecho Jangada-Itanorte: Incapacidade do governo resulta em precariedade e prejuízos à região.

Atualmente, o traçado da 364 em Mato Grosso inicia no Posto Gil, no entroncamento com a BR-163, segue via Deciolândia até Diamantino e, daí, via Itanorte até Campo Novo do Parecis. Dali, a rodovia segue para Mundo Novo, retorna ao sul direto a Sapezal, passando por Campos de Júlio, Comodoro e, daí, ao estado de Rondônia.

Propositura visa incluir no Plano Nacional de Viação (PNV) diversos trechos de rodovias estaduais largamente utilizadas pelo agronegócio.

Segundo o texto do projeto de lei de Dr. Leonardo, a propositura visa incluir no Plano Nacional de Viação (PNV) diversos trechos de rodovias estaduais largamente utilizadas pelo agronegócio. “Importante parcela do PIB brasileiro escoa por essas rodovias das quais destacamos usinas de açúcar e etanol e plantas frigoríficas de carnes bovinas, avícolas e suínas”, diz o texto. Na propositura também consta alocação de recursos do Orçamento Geral da União para viabilizar a federalização.

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Solução

Vander Masson, por sua vez, ressalta que a federalização seria a solução definitiva para o crônico problema de manutenção do trecho Jangada-Itanorte pelo governo estadual. “Nunca, nos últimos 30 anos, tivemos este trecho em boas condições, o que significa que o governo do Estado não tem a devida capacidade nem competência para mantê-lo. Então, a solução é a federalização”, disse.

Vander Masson: Abaixo assinado e articulação entre lideranças políticas para fortalecer pleito em Brasília.

Ele acrescenta que o trecho Jangada-Itanorte é vital para a região de Barra do Bugres, Nova Olímpia, Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, além de integrar à região municípios como Arenápolis, Nova Marilândia, Nortelândia, Denise, Santo Afonso Sapezal e Porto Estrela, que somam uma população de 250 mil habitantes e uma economia representada por um PIB de R$ 9 bilhões.

Vander diz ainda que a federalização aproximaria a região de Juína, Brasnorte e Castanheira, promovendo maior integração e ampliando o fluxo regional, criando novas oportunidades de negócios e fortalecendo a economia. “Nossa região sustenta parte importante da economia de Mato Grosso e do agronegócio nacional, por isso merece melhor tratamento tanto do Estado como da União”, completou.

Trecho Jangada-Itanorte é vital para região com 250 mil habitantes e uma economia representada por um PIB de R$ 9 bilhões.

O representante tangaraense informa que percorre os municípios da região buscando mobilização popular e apoio das lideranças políticas. O trabalho inclui um abaixo assinado com meta de ao menos 20 mil assinaturas. “Estou conversando com prefeitos, vereadores, empresários, cidadãos e colhendo assinaturas. Já temos o apoio do prefeito Fabio Junqueira e da Câmara de Tangara da Serra, do deputado Doutor João e de toda a Assembleia Legislativa. Ainda vamos conversar com o governador Mauro Mendes e com o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas”, revelou.

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Arquivamento

O contingenciamento do governo federal na última década, em especial nos governos de Dilma Rousseff (2011-2016) e Michel Temer (2016-2018), provocou o arquivamento de vários pedidos de federalização de rodovias. Nestes se inclui um pedido protocolado pelo vereador Rogério Silva – que atuou como deputado federal em 2017 – relacionado ao prolongamento da MT-358 no Chapadão do Rio Verde.

Os pedidos ainda estão arquivados pela Câmara Federal. Ou seja, ainda não receberam o ‘start’ para conversão efetiva em processos de federalização. A propositura articulada por Vander Masson junto ao deputado Dr. Leonardo, se aprovada, poderá desencadear a reconsideração de ao menos parte dos pedidos até então congelados.


No mapa abaixo, os trechos reivindicados para federalização.

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