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Saúde

Governo de SP planeja anunciar lockdown das 22h às 05h em todo o estado

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Governador do estado de São Paulo, João Doria
Foto: Governo de São Paulo

Governador do estado de São Paulo, João Doria

Em meio ao avanço da Covid-19, São Paulo deve ter lockdown noturno, das 22h às 05h, em todo o estado. A ideia foi defendida em reunião do  Centro de Contingência da Covid-19 nesta terça-feira (23), e conta com o apoio de membros do governo. As informações são do Estadão .

Segundo o jornal, apesar da medida máxima de restrição, o governo não pretende, por enquanto, fechar as escolas públicas e particulares— que voltaram a funcionar presencialmente neste mês.

Bares, restaurantes e comércio estarão fechados. O modo como ocorrerá a fiscalização de pessoas na rua por parte das forças de segurança pública ainda é incerto, mas a tendência é que haja uma “orientação” para que não se saia de casa durante o período.

Matéria em atualização*

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

‘Me sinto na fase mais difícil de uma guerra’, diz enfermeira de hospital lotado

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BBC News Brasil

‘Eu me sinto na fase mais difícil de uma guerra’, diz enfermeira de hospital lotado do RS
Nathalia Passarinho – Da BBC News Brasil em Londres

‘Eu me sinto na fase mais difícil de uma guerra’, diz enfermeira de hospital lotado do RS

Quando a enfermeira Ana Paula Lemos correu para a UTI de pacientes com covid-19 para fazer uma transfusão, não estava preparada para a cena que iria presenciar. Ao lado do paciente que precisava de sangue, um homem de cerca de 60 anos implorava para ser intubado.

Com falta de ar e dores, ele queria ser sedado, perder a consciência, deixar de sentir.

“Ele estava consciente e implorando para ser intubado, porque não aguentava mais a dificuldade para respirar. Me chocou muito esse paciente implorar para respirar sem saber se sairia do respirador, sem saber se voltaria à consciência, se sobreviveria”, relatou a enfermeira à BBC News Brasil.

O homem teve o pedido atendido e foi intubado, mas morreu poucos dias depois.

Lemos é coordenadora da área de transfusão de sangue do Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O Estado está próximo do colapso do sistema de saúde e acionou a fase mais crítica do plano de contingência ao coronavírus.

“Estamos com quase 100% da ocupação. Temos três UTIs. Uma é destinada só para pacientes com covid-19. Ela está com lotação de praticamente 100% dos leitos. Temos outras duas UTIs que já atingiram lotação máxima”, contou a enfermeira.

“Cirurgias eletivas foram todas suspensas. Estamos trabalhando com situações de urgência e emergência. A entrada de visita foi totalmente restrita. Os pacientes ficam sem acompanhantes para reduzir o fluxo de pessoas e só falam com a família por vídeo.”

Pior fase da ‘guerra’

Lemos presenciou dezenas de pacientes morrerem desde o início da pandemia, inclusive alguns com os quais convivia havia meses ou anos, já que eram pessoas que precisavam de transfusões periódicas por outras condições de saúde.

“Trabalhamos com muitas pessoas em tratamento de câncer e tivemos muitas perdas de pacientes fixos que acabaram contraindo covid. A gente se apega ao paciente. E chega outro dia e a gente diz: mais um a gente perdeu.”

Homem em maca repleto de aparelhos em volta

NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
Necessidade de cuidados intensivos é frequente em pacientes com situação grave de covid-19

Ela diz que se sente numa “guerra” e que o momento atual é o pior desde o início da pandemia. “O mais difícil é o sentimento de que isso não vai ter fim. Parece que a gente não vê uma luz. A gente vê os pacientes internando, internando, e a gente não vê uma saída. A gente tem que aguentar firme”, afirma, embargando a voz.

“Ninguém nos perguntou se a gente queria entrar na guerra ou não e a gente entrou. E essa é a fase mais difícil.”

Segundo Lemos, comparado com o primeiro pico de casos no Rio Grande do Sul, o atual está provocando lotação mais acelerada de todas as unidades do hospital.

“Está pior em volume de internação e a velocidade de contágio parece estar maior. Nós já tivemos 100% de ocupação de UTI antes, mas as unidades de internação estavam mais vazias. Tínhamos como remanejar, agora não. E estamos no limite do estoque de sangue.”

Jovens morrendo

Lemos também disse que percebe um fluxo maior de jovens com quadro grave de covid-19. Despedir desses pacientes é uma das partes mais difíceis do trabalho, diz.

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Ela contou que recentemente teve que acalmar homem de 36 anos com covid-19 que parecia ter poucas chances de sobreviver.

“A gente não pode dizer para o paciente que ele vai melhorar, que isso vai passar, porque em alguns casos não é verdade. Falei que ele ia receber uma medicação que ia amenizar a dor e que as coisas iriam se organizar da melhor forma para ele, naquele momento”, disse. O rapaz acabou morrendo.

“Tentamos fazer tudo de maneira humana, sensível, dar conforto. Mas a gente está observando um número muito grande de pacientes jovens com covid grave. É duro. Às vezes eu estou indo para casa e dou aquela engasgada.”

Pressão constante

Lemos diz que a pressão é tão grande que alguns colegas desenvolveram ansiedade, saíram de licença ou pediram demissão.

“Está tendo muito desligamento por questões psicológicas. Eu não sei como ainda estou limpa de medicação, de antidepressivos. Eu tiro forças do meu filho. Ele não pode me ver desabar”, afirma.

A enfermeira explica que o fato de presenciar tantas mortes todas as semanas provoca um sentimento de impotência. E os profissionais de saúde ainda convivem com o temor de cometer erros ou de faltarem recursos.

“A pressão psicológica é muito grande. A gente trabalha com o medo de errar, porque sabemos que um erro pode ser fatal. Tem a pressão de não ter recursos para atender da melhor maneira. Tem o sentimento de impotência quando fazemos o melhor e o paciente morre…”

Isolamento da família

Além do trabalho sob constante pressão, Ana Paula Lemos precisou fazer sacrifícios na vida pessoal para continuar a rotina no hospital. Para não expor os pais idosos ao risco de contrair covid-19, ela ficou 10 meses sem ver pessoalmente a mãe e o pai.

A enfermeira acabou pegando a doença e contagiou o marido, mas os dois se recuperaram e o filho pequeno do casal não apresentou sintomas.

Lemos diz que fica “revoltada” quando vê notícias de festas e pessoas descumprindo regras de contenção social. Ela também critica o fato de o comércio ter se mantido aberto em boa parte do país enquanto as escolas fecharam.

“Dá uma revolta. Era essencial ter escola aberta, até porque eu preciso trabalhar e não tenho onde deixar meu filho. Enquanto isso, você vê as pessoas fazendo festa, como se nada estivesse acontecendo. Como que as escolas podem fechar e o comércio fica aberto?”, questiona.

Apesar das dificuldades, quando perguntada sobre se cogita largar o posto, Lemos diz que não. “Eu quero estar aqui atendendo os pacientes. Eu me formei para isso. A gente precisa seguir em frente.”

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Hospitais privados chegam ao limite e restringem pacientes de outras regiões

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BBC News Brasil

As unidades de saúde particulares da capital paulista têm restringido o recebimento de pacientes que já estão internados em outros Estados
Reprodução: BBC News Brasil

As unidades de saúde particulares da capital paulista têm restringido o recebimento de pacientes que já estão internados em outros Estados

A cena era comum por volta de setembro e outubro passado: um paciente de outro Estado chegava ao hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea. Na busca de tratamento na unidade durante a luta contra a covid-19, não media recursos financeiros.

Uma internação particular no Sírio Libanês, apontado como unidade de excelência, tem custos elevados para quem não consegue a cobertura via plano de saúde. O valor costuma ser bem distante da realidade financeira de grande parte da população brasileira. Para os pacientes que vêm de outros Estados, a conta também inclui despesas como o transporte aéreo.

Políticos de diversos Estados, grandes empresários e tantos outros brasileiros endinheirados viajaram a São Paulo em busca de acompanhamento médico contra a covid-19 , no Sírio Libanês ou em outra grande unidade de saúde privada da capital paulista, como o Hospital Israelita Albert Einstein.

Mas desde o mês passado, isso não tem mais sido possível. Diante da sobrecarga na rede pública e privada de São Paulo, em meio à explosão de casos de covid-19 em todo o país, as unidades de saúde particulares da capital paulista têm restringido o recebimento de pacientes que já estão internados em outros Estados.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, havia 22 pessoas de outros Estados aguardando internação na UTI de covid do Sírio na noite de quinta-feira (26/02).

A reportagem da BBC News Brasil apurou que a orientação de unidades de saúde como o Sírio Libanês e o Albert Einstein é priorizar o atendimento àquelas pessoas que chegam às unidades da capital paulista por meio do pronto-atendimento.

A explosão de casos de covid

Dois profissionais de saúde ajustam intubação de paciente

AFP
No ano passado, era comum que pacientes internados em outros Estados buscassem unidades consideradas de excelência em São Paulo

Um ano depois do primeiro caso registrado de covid-19 no país, o Brasil já acumula 252 mil mortes e mais de 10,4 milhões de casos de covid-19.

Na quinta-feira (25/02), o país registrou 1.582 mortes em 24 horas, o número representa um recorde de óbitos registrados em um dia desde a primeira vítima fatal no Brasil, em março passado. A situação ilustra que os casos do novo coronavírus nunca estiveram tão em alta como agora.

Unidades de saúde de diversos Estados estão lotadas, gerando pedidos de transferência na busca por UTIs. E a saturação, que em diversos momentos ficou restrita às unidades públicas, agora também se estende para os hospitais privados.

“Após um ano da pandemia, a saúde no Brasil começa a dar sinais de que está colapsando. O sistema público e privado estão, juntos, começando a colapsar, não têm dado mais conta de atender o fluxo dos pacientes que estão chegando. É hora de refletir sobre isso”, declara o infectologista Alexandre Naime, chefe de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP).

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Sírio Libanês e Albert Einstein

De acordo com o Sírio Libanês, atualmente há 171 pacientes internados na unidade em São Paulo em decorrência da covid-19. Desses, 48 ocupam os leitos de UTI disponíveis para casos do novo coronavírus no hospital — ao todo são 50.

A taxa de ocupação geral do Sírio Libanês, atualmente, é de 97%. Em nota, o hospital afirma que um comitê interno avalia a necessidade de realocar ou abrir novos leitos, diante da alta demanda.

“Essa implantação (de leitos) não acontece imediatamente, pois requer uma mobilização interna, o que, naturalmente, gera um período de espera até a acomodação do paciente. Na área hospitalar, esse fluxo faz parte do dia a dia, e é encarado como um processo de giro de leitos, e não uma fila de espera”, diz comunicado do Sírio Libanês à BBC News Brasil.

“O cenário atual no Hospital Sírio-Libanês está controlado, inclusive para realização de cirurgias, exames e outros procedimentos”, acrescenta o comunicado.

A reportagem apurou que a orientação no Sírio Libanês atualmente é avaliar cada pedido de internação que venha de fora de São Paulo. No entanto, as chances de o paciente ser transferido para a unidade de saúde são consideradas baixas. O hospital da capital paulista prefere destinar as vagas àqueles que chegam ao pronto-socorro da unidade.

Outra unidade que também recebia pacientes de todo o país, o Albert Einstein divulgou, nesta sexta-feira, que a ocupação total de seus leitos — para pacientes com a covid-19 ou sem a doença — chegou ao seu limite máximo. O hospital divulgou que, na quinta-feira (25/02) teve recorde de internações em 24 horas desde o início da pandemia: dos 76 internados, 26 foram por causa da covid.

No hospital há, atualmente, 141 pacientes internados com a covid-19, sendo 70 deles na UTI. Novas internações deverão esperar em uma fila.

Em nota, o Albert Einstein frisa que possui um gerenciamento de leitos clínicos e de UTI que permite aumentar a capacidade de atendimento conforme a demanda. No entanto, o comunicado da unidade de saúde destaca que “em cenário de lotação total, pode ser necessário um tempo de espera para obtenção de leitos”.

Por meio de assessoria de imprensa, o Albert Einstein confirmou que a prioridade de internação na unidade é para pacientes que chegam por meio do pronto-atendimento em São Paulo. A unidade não especificou em quais situações pode aceitar pacientes que já estão internados em outras regiões.

Fonte: IG SAÚDE

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