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Tecnologia

Google é acusado de enganar editores e maquiar preços de anúncios

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Google é acusado de enganar anunciantes
Wagner Pedro

Google é acusado de enganar anunciantes

O Google enganou editores e anunciantes durante anos sobre os preços e processos de seus leilões de anúncios, criando programas secretos que diminuíam as vendas de algumas empresas e aumentavam os preços para os compradores. É o que mostra reportagem do The Wall Street Journal, que cita alegações e detalhes não editados recentemente em um processo de procuradores-gerais estaduais.

De acordo com a reportagem, o Google embolsou a diferença entre o que informou aos editores e anunciantes quanto um anúncio custava e usou o dinheiro para manipular futuros leilões para expandir seu monopólio digital.

Os documentos citam correspondência interna em que funcionários do Google disseram que algumas dessas práticas significavam o crescimento de seus negócios por meio de “informações privilegiadas”, diz o WSJ.

O registro, apresentado nesta sexta-feira no Tribunal Distrital dos EUA do Distrito Sul de Nova York, veio depois que um juiz federal decidiu nesta semana que uma queixa alterada apresentada no ano passado poderia ser desarquivada.

O processo foi aberto pela primeira vez em dezembro de 2020, com muitas seções da reclamação redigidas. Desde então, as redações foram eliminadas em uma série de decisões, fornecendo novos detalhes sobre o argumento dos estados de que o Google possui um monopólio que prejudicou concorrentes e editores do setor de publicidade.

O Google, por sua vez, disse que pretende apresentar uma moção para descartá-lo na próxima semana. Um porta-voz da empresa ressaltou que o processo está “cheio de imprecisões e carece de mérito legal”.

“Nossas tecnologias de publicidade ajudam sites e aplicativos a financiar seu conteúdo e permitem que pequenas empresas alcancem clientes em todo o mundo. Há uma concorrência vigorosa na publicidade online.”

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A forma como os anúncios são comprados e vendidos na internet é um processo complexo no qual o Google desempenha um papel descomunal como participante e gestor dos leilões que determinam as vendas.

A gigante de busca possui a ferramenta dominante em todos os elos da cadeia entre editores on-line e anunciantes, dando-lhe um poder único sobre a monetização do conteúdo digital. Também possui plataformas importantes para alcançar os consumidores, como o YouTube.

Como resultado, os rivais reclamaram que a gigante da tecnologia inclinou o mercado a seu favor, permitindo que ela ganhasse mais licitações e impedisse a concorrência. A reclamação alterada e seus detalhes não editados visam esclarecer como isso funciona na prática, diz o WSJ.

Acompanhado por mais de uma dúzia de estados, o processo alega que as práticas comerciais do Google inflacionam os custos de publicidade, que as marcas repassam aos consumidores em produtos com preços mais altos.

Também alega que o Google suprime a concorrência de bolsas rivais e limita as opções dos sites para entrega de anúncios, baseando-se na comparação interna da empresa com um banco que também possui a Bolsa de Valores de Nova York.

O The Wall Street Journal acrescenta que o processo é complementado por um caso antitruste separado do Departamento de Justiça dos EUA e mais de três dúzias de procuradores-gerais estaduais focados nos serviços de busca do Google. Os casos devem ser julgados em 2023 ou mais para frente.

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Tecnologia

TikTok é a marca que mais cresce no mundo e Apple é a mais valiosa

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TikTok é a marca que mais cresce em todo o mundo
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TikTok é a marca que mais cresce em todo o mundo

O TikTok é a marca que mais cresce em todo o mundo, de acordo com o relatório Global 500 2022, da Brand Finance. O aplicativo de vídeos curtos teve crescimento de 215%, com valor de marca saltando de US$ 18,7 bilhões, em 2021, para US$ 59 bilhões, neste ano.

“O consumo de mídia aumentou durante a pandemia de Covid-19 mas, além disso, a maneira como consumimos mudou irrevogavelmente. Para competir nesse mercado em evolução, as organizações de mídia investiram pesadamente em suas marcas – desde a aquisição de conteúdo até a experiência do usuário. O crescimento meteórico do TikTok é a prova: a marca passou de relativa obscuridade para renome internacional em apenas alguns anos e não mostra sinais de desaceleração”, diz no relatório David Haigh, presidente e CEO da Brand Finance.

Depois do TikTok, o ranking de marcas com maior crescimento é seguido pela rede social Snapchat, pela marca de internet sul-coreana Kakao, a fabricante de processadores AMD, a fabricante de automóveis BYD, a empresa de computação NVIDIA e o Twitter. Confira:

  1. TikTok – crescimento de 215%
  2. Snapchat – crescimento de 184%
  3. Kakao – crescimento de 161%
  4. AMD – crescimento de 122%
  5. BYD – crescimento de 100%
  6. Nvidia – crescimento de 100%
  7. Twitter – crescimento de 85%

Já quando o assunto são as marcas mais valiosas do mundo, a Apple é a grande campeã, com valor de US$ 355,1 bilhões, o maior já registrado no ranking Brand Finance Global 500. “A Apple comanda um nível incrível de fidelidade à marca, em grande parte graças à sua reputação de qualidade e inovação. Décadas de trabalho duro para aperfeiçoar a marca fizeram a Apple se tornar um fenômeno cultural, o que permite não apenas competir, mas prosperar em um grande número de mercados”, afirma Haigh.

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Na sequência, vêm a Amazon (US$ 350,3 bilhões), o Google (US$ 263,4 bilhões), a Microsoft (US$ 184,2 bilhões) e o Walmart (US$ 111,93 bilhões).

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Tecnologia

YouTube pode ganhar novas ferramentas de NFT, diz CEO

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YouTube pode ganhar ferramentas de NFT
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YouTube pode ganhar ferramentas de NFT

Susan Wojcicki, CEO do YouTube, afirmou na quarta-feira (26) que a plataforma pode implementar NFTs futuramente. A novidade viria como uma alternativa para os produtores de conteúdo ganharem dinheiro.

A CEO disse que o YouTube está “sempre focado em expandir o ecossistema para ajudar criadores a capitalizar em cima de tecnologias emergentes, como as NFTs”.  NFTs são ativos digitais que têm feito bastante sucesso, com negociações milionárias.

Qualquer item único pode ser comercializado como um NFT, inclusive vídeos do YouTube. No ano passado, o vídeo viral “Charlie bit my finger” foi leiloado  como ativo.

Se o YouTube permitir que os criadores de conteúdo realizem essas transações diretamente dentro da plataforma, o resultado pode ser lucrativo tanto para produtores quanto para a empresa, que provavelmente receberia comissões.

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