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Política Nacional

Filhos de Bolsonaro e aliados reagem à fala de Lula sobre o aborto

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Eduardo e Flávio Bolsonaro criticam defesa de Lula
Reprodução: redes sociais – 06/04/2022

Eduardo e Flávio Bolsonaro criticam defesa de Lula

Filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL) , o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticaram a defesa feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira, de que toda mulher tenha direito ao aborto no Brasil, por ser “uma questão de saúde pública” .

A afirmação foi dada durante um debate realizado em São Paulo e também gerou reação de evangélicos. Sem fazer menção direta a Bolsonaro, Lula também afirmou que “pauta da família” é muito atrasada, e “autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso”.

Para o pré-candidato à Presidência, quem mais sofre com a proibição do aborto são as mulheres pobres, sem acesso a métodos seguros. “Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal”, disse Lula, afirmando que a mulher com dinheiro pode fazer o procedimento no exterior.

“Aqui no Brasil não faz (aborto) porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar”, declarou.

Eduardo Bolsonaro criticou o ex-presidente pela fala e elencou posicionamentos que, para ele, refletem que “Lula não está pensando em eleição num país cristão que respeita a propriedade privada”. Parlamentares e blogueiros bolsonaristas também repercutiram o tema nas redes sociais.

Flávio afirmou que o eleitor não pode ser cristão e defender uma pessoa favorável ao aborto. “Lula defende abertamente o aborto e ainda diz que a pauta da família e dos valores é uma pauta atrasada. Para os cristãos, que cogitam votar no bandido, deixo aqui a reflexão: ou você é cristão ou defende quem é a favor do aborto, os dois não dá!”, postou.

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Até o momento, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) não se manifestou sobre o assunto.

Outros políticos reagem O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) reagiu a fala do petista com críticas. “Acredito que pela primeira vez vi o Lula de quem sempre falei! Lula para maiores”, disse o parlamentar.

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou em postagem no Instagram que “a pauta do ex-presidente sempre foi a cultura da morte”.

Damares aproveitou para contrapor a fala de Lula a de Bolsonaro, adversário do petista na campanha ao Planalto. “Nas próximas eleições nossas escolhas serão: vida protegida desde a concepção x morte de crianças inocentes”. A publicação de Damares foi replicada pelo senador Flavio Bolsonaro.

O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos-PR) também se manifestou sobre o tema: “Ninguém tem o direito de tirar a vida de um bebê, dentro ou fora da barriga”, declarou.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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