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Faltam 29 dias: sistemas seguros garantem eleições limpas

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Um marco muito especial está sendo alcançado no pleito deste ano: duas décadas de implantação do sistema eletrônico de votação em todo o país. Ele é formado não apenas pelas urnas em si, mas também pelos hardwares e softwares utilizados para armazenar, apurar e transmitir os votos com segurança e rapidez.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) leva tão a sério a proteção e a credibilidade do processo, que realiza uma Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas. Ela ocorreu no último dia 13. O Ministério Público Eleitoral, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades, além de representantes de partidos políticos, prestigiam o ato, cientes de sua importância.

Os programas são compilados, assinados digitalmente e lacrados fisicamente. Em seguida, as mídias recebem as assinaturas de autoridades presentes ao evento e, então, são depositadas em envelopes, que também são selados. A mídia original fica na sala-cofre do TSE, e as outras vão para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que realizarão eleições, para, de posse dos arquivos, instalarem os programas nas urnas que serão utilizadas no pleito.

Todas as urnas são zeradas antes do início das votações, com a impressão da zerézima, que comprova que nenhum voto foi digitado até aquele momento. A partir daí, todo voto dado é registrado. A urna funciona independentemente da internet. O cabo que a deixa ativa é o de energia, também responsável por alimentar a sua bateria. Na eventualidade de um corte no fornecimento de luz em algum local, a unidade ainda se mantém operante por dez horas.

Quando a zona eleitoral fecha, uma mídia de resultado gera o Boletim de Urna, com cinco cópias: uma fica afixada no local de votação, três seguem para o cartório eleitoral e a última é entregue aos representantes dos partidos políticos ali presentes. Tal procedimento se dá em todas as seções eleitorais. Após a impressão, é retirada a mídia de resultado, para envio a um polo de transmissão. É a partir desse instante que se dão o envio e a totalização dos votos.

Segurança

Para a transmissão dos dados, a Justiça Eleitoral conta com um sistema próprio que aceita o envio por computadores que estão nos locais de votação, equipamentos que só podem ser acessados por senha alfanumérica e mediante token. Por meio de um túnel VPN, na internet, que se conecta à rede exclusiva da Justiça Eleitoral, os dados são remetidos para os TREs. Para garantir que as informações que saem da urna chegarão ao destino, cada unidade tem um com conjunto de chaves próprias – certificados digitais com inúmeras funcionalidades.

O kit de transmissão somente envia dados para portas específicas dos Tribunais Regionais Eleitorais. Se o programa transportador não encontrar a assinatura que é gerada pela urna eletrônica, também não lerá a mídia. Ele apenas lê o arquivo que sai da urna e manda para os TREs, não acessando mais nada.

Ao chegarem nos órgãos regionais eleitorais, os dados são verificados por checklist, para conferir sua integralidade, incluindo a decifração do arquivo e a assinatura digital. Se tudo estiver correto, significa que as informações vieram da urna eletrônica daquela seção eleitoral. Depois, o Boletim de Urna é decifrado, além de outras checagens. Qualquer divergência resulta no descarte do boletim. Não constatado nenhum erro, o resultado será totalizado e, como os demais, vai para o Portal do TSE, para acesso público.

Transmissão via satélite

O investimento do TSE em tecnologia é contínuo. Um exemplo está nas transmissões de dados em seções eleitorais localizadas em lugares mais distantes, como na Região Amazônica. O SMSat surgiu anos atrás. Ele disponibiliza para os TREs, caso requeiram, antenas de satélite que permitem o envio dos votos. Evoluiu tanto que os resultados das eleições que, em alguns rincões, demoravam mais de 48h são agora conhecidos antes da totalização em áreas urbanas.

O sistema SMSat é ultrasseguro, porque a transmissão de dados se dá por mecanismos de criptografia e assinatura digital. Após o envio, todas as informações são conferidas com os Boletins de Urnas que são impressos antes das transmissões.

RH/LC, DM

Fonte: TSE

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TSE conclui Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta sexta-feira (16) a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. O evento legitima os programas que serão utilizados nas urnas eletrônicas e equipamentos correlatos nas Eleições 2020.

No encerramento da cerimônia, os arquivos dos sistemas foram assinados, por meio de certificação digital, e também fisicamente, pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, pelo procurador-geral Eleitoral, Augusto Aras, e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza.

O evento ocorreu no Auditório I do edifício-sede do Tribunal, em Brasília, e contou também com a presença do vice-presidente da Corte, ministro Edson Fachin, do vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Viana Queiroz, e do secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino.

Durante o encerramento da cerimônia, o presidente do TSE destacou que o processo eleitoral, realizado por meio das urnas eletrônicas, é um marco da organização da Justiça Eleitoral brasileira.

“A urna eletrônica é utilizada no Brasil desde 1996 sem que jamais fosse documentada qualquer situação de fraude. Contudo, nós estamos sempre aperfeiçoando o sistema. Nós o abrimos para as tentativas propositais de invasão, de hackeamento e consertamos as fragilidades que eventualmente fossem encontradas e, assim mesmo, nunca se conseguiu vulnerar as barreiras que protegem o coração do sistema. Essa é a razão pela qual nós temos plena confiança que, também desta vez, o resultado das urnas espelhará fielmente a vontade do eleitorado”, frisou.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, ressaltou que a cerimônia de lacração, prevista na Resolução TSE nº 23.611/2019, é muito importante, porque ela conclui que todos os sistemas que serão utilizados na eleição estão seguros.

“As assinaturas digitais geram uma blindagem em todos esses programas e ainda garantem a autoria e a integridade das informações. Cada uma das assinaturas feitas hoje gera um resumo digital. Seria como uma lauda, onde se faz uma análise de algoritmos matemáticos e ali é gerado um dígito verificador. Se for alterado um ponto ou uma vírgula, por exemplo, esse dígito verificador não confere mais. Isso garante a integridade da urna”, explicou.

Os resumos digitais dos programas, assim que forem enviados aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), serão publicados no Portal do TSE para acesso e conferência a qualquer tempo.

Segurança e transparência

As cópias dos programas lacrados hoje serão distribuídas aos TREs para que posam ser inseridos nas urnas eletrônicas, juntamente com os dados de eleitores e de candidatos. Cada TRE tem seu cronograma de preparação e carga estabelecido conforme sua logística, que vai garantir a votação em cada um dos 5.568 municípios onde serão realizadas eleições neste ano.

Leia mais sobre a segurança das urnas.

Integridade

A lacração nada mais é do que um procedimento matemático que confere uma blindagem a todo o conjunto de sistemas eleitorais, dando-lhes assim dois atributos: a autoria do TSE e a integridade. Assim, é possível ter certeza de que não houve nenhuma adulteração dos programas que foram desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.

Todos os mais de 120 sistemas utilizados no processo eleitoral brasileiro são desenvolvidos pelos analistas da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TSE, com a colaboração da equipe técnica dos tribunais regionais. Ao final do seu desenvolvimento, esses softwares são lacrados e armazenados na sala-cofre da Corte Eleitoral.

Controle social

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) estabelece como uma das formas de fiscalização do processo eleitoral o acompanhamento do desenvolvimento dos programas que funcionarão durante as eleições por partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Ministério Público até seis meses antes das eleições, culminando com os procedimentos de lacração dos programas confeccionados para o pleito.

Porém, por meio da Resolução TSE nº 23.550/2017, o TSE ampliou tal acesso a representantes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, da Controladoria-Geral da União, da Polícia Federal, da Sociedade Brasileira da Computação, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e dos departamentos de tecnologia da informação de universidades.

TP/LC

Leia mais:

11.10.2020 – TSE realiza assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais das Eleições 2020

28.08.2020 – Última etapa do teste de segurança confirma credibilidade da urna eletrônica

Fonte: TSE

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Clica e Confirma destaca agradecimento do presidente do TSE às empresas que doaram para as Eleições 2020

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A 27ª edição do programa Clica e Confirma, o podcast da Justiça Eleitoral, destaca a coletiva de imprensa em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, agradeceu às empresas doadoras dos produtos e equipamentos que serão utilizados no pleito deste ano. Entre os materiais estão máscaras cirúrgicas, face Shields, frascos de álcool em gel, canetas esferográficas e adesivos para marcar o distanciamento social, além da logística de distribuição do transporte dos produtos.

Na coletiva, o presidente do TSE fez um relato das doações que já foram entregues aos Tribunais Regionais Eleitorais. O ministro também anunciou a instalação do Telão das Eleições e agradeceu aos patrocinadores que tornaram possível a locação do equipamento. O telão será utilizado para a divulgação das ações, notícias e dados da Justiça Eleitoral, bem como dos resultados das Eleições 2020.

Neste episódio do Clica e Confirma, o ouvinte também vai poder conhecer um pouco mais sobre o perfil dos eleitores e dos candidatos. No Portal do TSE, estão disponíveis dados dos concorrentes, como idade, sexo e escolaridade. Essas informações podem ajudar os eleitores a entenderem melhor o cenário eleitoral e a decidirem em quem votar.

No quadro “Perto de Você”, três notícias de destaque. A primeira é a visita de uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) para acompanhar de perto as Eleições Municipais deste ano no Brasil. As outras duas são do Tribunal Regional do Amapá (TRE-AP): projeto que tem como meta reduzir em 50% o número de analfabetos no estado; e a “Blitz da Democracia”, ação promovida por membros do tribunal regional e forças policiais no estado para combater irregularidades na propaganda eleitoral e orientar eleitores quanto aos cuidados sanitários nos dias de votação, a fim de evitar o contágio pelo novo coronavírus.

O programa é apresentado pelo jornalista Rimack Souto. Você pode ouvir o Clica e Confirma nas seguintes plataformas de áudio: Spotify, Google Podcasts e Apple Podcasts e no Portal do TSE.

LC/DM com informações do Núcleo de Rádio do TSE

Fonte: TSE

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