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Tangará da Serra

Falta de sinalização provoca acidente entre motociclistas e deixa moradores em alerta no bairro Barcelona

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A falta de sinalização em ruas do bairro Jardim Barcelona, em Tangará da Serra,  tem causado acidentes e deixado os moradores preocupados. A última batida foi no início da tarde deste sábado (12) no cruzamento entre as ruas 38 com a 21,  envolvendo dois motociclistas.

Segundo testemunhas, um dos condutores atravessou a rua 21, que é a principal e se chocou contra a outra motocicleta. Wellington dos Santos Brito, 20 anos, sofreu diversas escoriações e Joel Lima, 25 anos, teve ferimentos e bateu a cabeça no chão, apesar das fortes dores, estava consciente. Ambos foram encaminhados pelo Corpo de Bombeiros à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para exames e novas avaliações médicas.

Embora um dos condutores tenha cometido a infração de trânsito ao atravessar a preferencial, não há sinalização no local, denunciam os moradores. A comerciante Elizângela Cristalino, diz que as batidas são constantes e ocorrem principalmente, em horários de pico quando a movimentação é maior. “O que está precisando aqui é sinalização porque  há um grande fluxo de carros e motos e ninguém sabe  quem vai primeiro. Só na semana passada que eu contei, foram quatro acidentes, uma mulher que estava de moto, quebrou a perna aqui neste mesmo cruzamento, e as autoridades não tomam providência”, reclama a comerciante.

O problema se repete em outros bairros próximos. Além da deficiência de sinalização no bairro Barcelona, onde ocorreu este acidente, outras comunidades também denunciam o descaso. Nos bairros, Valencia I, II e Residencial Madri, não há placas de orientação, no asfalto, as partes de veículos batidos, comprovam as denúncias e o alerta dos moradores.


A reportagem procurou a Prefeitura de Tangará da Serra, para saber se há previsão de melhorias na sinalização dos bairros. Conforme o coordenador da Superintendência de Transportes Aéreos e Viários (Sutrav), Cássio Lorenzetti, não é possível adequar as vias por pertencerem a uma loteadora o que impede à Sutrav, de implementar ações no trânsito destas localidades.

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Estradas

Preterimento: Tangará da Serra é o único município-polo com estradas em situação precária

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Quando se pensa em município-polo, uma das primeiras ideias que vêm à mente é que as estradas de acesso e de seu entorno são (ao menos) bem conservadas. Mas não é esse o caso de Tangará da Serra.

A cidade é servida apenas por rodovias estaduais. No percurso até a capital Cuiabá, a ligação é feita pelas ruins MTs 358, 343 e 246 até o entroncamento com a BR-163, em Jangada. A mesma MT-358 liga o município ao norte, na BR-364, divisa com Campo Novo do Parecis. Outra ligação com a federal 364 é pela MT-480, já na localidade de Deciolândia, em Diamantino. Na direção oeste, a alternativa é a MT-339, com apenas 2,5 quilômetros de asfalto.

Servida apenas por rodovias estaduais, Tangará da Serra tem ligação com a capital pelas ruins MTs 358, 343 e 246 até o entroncamento com a BR-163, em Jangada.

Considerando dados socioeconômicos, percebe-se certa injustiça em ligações por estradas tão ruins. O município que polariza a região sudoeste de Mato Grosso tem a quinta população do estado (104 mil habitantes, segundo o IBGE), o quinto maior colégio eleitoral (67,7 mil leitores antes da biometria) e é uma das 10 maiores economias mato-grossenses, com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 2,9 bilhões. Tangará da Serra também é referência no comércio, na prestação de serviços, na saúde (pública e privada) e no ensino superior.

Considerando dados socioeconômicos diferenciados, percebe-se certa injustiça em ligações por estradas tão ruins.

Estes atributos atraem, todas as semanas, milhares de pessoas de municípios vizinhos e até mais distantes – como Brasnorte, Comodoro e Juína –, em busca de tratamento médico, ensino superior, mercadorias, serviços, entre outras demandas. Neste vai-e-vem de pessoas, não há quem não reclame das estradas que levam a Tangará da Serra, seja quem vem de fora, seja  quem mora na cidade.

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Federalização

Ganhou força no início deste mês a possibilidade de federalização do trecho Jangada-Itanorte, composto pelas rodovias estaduais MTs-246, 343 e 358, num total de 177 quilômetros. A proposta – que inclui percurso de 493 quilômetros entre Novo Mundo e Juína, no noroeste do estado – consiste em projeto de lei de autoria do deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade) atendendo pedido do suplente de deputado federal e empresário Vander Masson (PSDB), de Tangará da Serra.

A proposta tem por objetivo incluir o trecho de rodovias estaduais no Plano Nacional de Viação (Lei 5.917, de setembro de 1973). De acordo com o autor da matéria, o trecho Jangada-Itanorte já está previsto no traçado original da BR-364.

Importância

Consultado pela redação, o economista e engenheiro especialista em logística Silvio Tupinambá afirma que a federalização seria de grande importância para a região, na medida em que formaria com estradas estaduais como a MTs 240, 339 e 480 (além da MT-343, em Barra do Bugres) uma malha viária que beneficiaria o escoamento da produção de Tangará da Serra e municípios vizinhos, além de facilitar o acesso de pessoas, mercadorias e serviços.

Tupinambá também considera a federalização como parte importante de uma cadeia de suprimentos em projeções de curto, médio e longo prazos.

Tupinambá também considera a federalização como parte importante de uma cadeia de suprimentos em projeções de curto, médio e longo prazos. Neste particular, a implantação da Zona de Processamento e Exportação – ZPE – de Cáceres teria efeitos econômicos que se fariam sentir fortemente na região, facilitados por uma logística de transporte melhorada com a federalização do trecho Jangada-Itanorte. “Isso (a federalização) criará, lá na frente, condições para uma retrologística interessante relacionada à própria ZPE e ao porto de Cáceres, contando com a hidrovia Paraguai-Paraná”, destacou o economista.

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Comparação

Na região metropolitana de Cuiabá e nas outras cidades-polo do estado a situação é muito melhor. Cáceres, por exemplo, é servida pelas BRs 070 e 174. Em breve, a cidade do oeste terá ligação pavimentada com Barra do Bugres pela MT-343. Barra do Garças, por sua vez, é servida pela porção oriental da BR-070 e também pela BR-158. Outras estradas que servem de ligação a Barra do Garças são as MTs 100 e 260, ambas em boas condições.

Rondonópolis, segunda cidade do estado, também é privilegiada. As BRs 163 e 364, mais as MTs 130 e 270 formam uma encruzilhada na cidade. Em Sinop, a BR-163 é a principal via, respaldada pelas bem conservadas MTs 140, 222 e 423.

Questão política

A explicação para o preterimento de Tangará da Serra está, obviamente, na pouca força política da cidade e da região como um todo. O município ficou praticamente dez anos – 1997 a 2006 – sem representação na Assembleia Legislativa. Quando elegeu representantes diretamente, teve de conviver com maus governos, como os do indiferente Blairo Maggi (2002/2010), do corrupto Silval Barbosa (2011/2014) e do inerte Pedro Taques (2015/2018).

Maus governos que consolidaram isolamento: O indiferente Blairo Maggi (2002/2010), o corrupto Silval Barbosa (2011/2014) e o inerte Pedro Taques (2015/2018).

As esperanças da cidade estão no novo governo de Mauro Mendes (DEM) – que fez 55% dos votos válidos dos eleitores tangaraenses nas eleições de 2018 – e do presidente Jair Bolsonaro, que recebeu nos primeiro e segundo turnos do último pleito votos de, respectivamente, 68% e 77% do eleitorado local.


Porém, até o momento, as esperanças não se converteram em nada prático, principalmente da parte do governo do Estado.

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Mato Grosso

Ambulâncias novas do SAMU estão paradas para emplacamento e seguro em Tangará da Serra

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Três novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão paradas em Tangará da Serra, porque a prefeitura ainda aguarda para fazer o emplacamento e seguro desses veículos.

Foram repostas ambulâncias de suporte básico (Bravo).

Encaminhados pelo Ministério da Saúde e recebidos pela atual gestão, no dia 09 de junho, os veículos permanecem parados no pátio do município. Em rede social o prefeito Fábio Martins Junqueira se manifestou explicando que as ambulâncias vieram apenas com a nota fiscal de doação. “Adianto que a gestão não tem como colocar os veículos para rodar sem a devida documentação. As ambulâncias foram doadas ao município e agora estão em processo junto a CIRETRAN, para licenciamento e expedição de documentos”.

As ambulâncias precisam ser emplacadas e após o trâmite a prefeitura contratará a seguradora para prestar o serviço ao município.  Serão feitos orçamentos com as empresas, que se interessaram pelo serviço. O seguro de ambulâncias é caro devido ao alto risco de acidentes.


Foram repostas ambulâncias de suporte básico (Bravo), veículos que representam a renovação de 75% da frota do SAMU em Tangará da Serra.

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