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Economia

Exterior ofusca PIB negativo e faz Bolsa subir ao maior nível em dois meses

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Grande responsável pela disparada do Ibovespa, o PIB dos Estados Unidos mostrou um crescimento de 3,1% no 1º trimestre

O desempenho da economia norte-americana no primeiro trimestre acabou se sobrepondo à  retração do PIB (Produto Interno Brasileiro) brasileiro e ajudou a Bolsa de Valores (B3) a chegar ao maior patamar desde 20 de março nesta quinta-feira (30). O Ibovespa subiu 0,92% neste pregão, a 97.457 pontos, enquanto a cotação do dólar ficou em R$ 3,9790, registrando leve alta de 0,07%.

Grande responsável pela disparada do Ibovespa , o PIB dos Estados Unidos mostrou um crescimento de 3,1% no primeiro trimestre deste ano. Embora a porcentagem tenha sido ligeiramente revisada para baixo, o número reforçou o entendimento de que a economia norte-americana continua forte.

O PIB do Brasil, por sua vez, recuou no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período do ano pasasdo. De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia retraiu 0,2% entre janeiro e março, a primeira queda registrada desde o quarto trimestre de 2016.

Indústria em queda

Os dados mostram que, do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019, a queda de 0,2% no PIB foi puxada por um recuo de 0,7% no setor industrial, seu pior resutado desde o último trimestre de 2016. Dentro do setor, as principais atividades em queda foram a indústria extrativa mineral (-6,3%), construção (-2%) e indústrias da transformação (-0,5%).

O relatório do IBGE aponta, ainda, que o resultado só não foi pior devido ao crescimento do setor de serviços, que ficou em 0,2%. Colaboraram para o resultado positivo os outros serviços (0,4%), intermediação financeira e seguros (0,4%), administração, saúde e educação pública (0,3%), informação e comunicação (0,3%) e atividades imobiliárias (0,2%).

Leia também: Contas públicas têm pior superávit para abril em mais de 20 anos

Na comparação com o mesmo período de 2018, no entanto, o PIB brasileiro cresceu 0,5%. Já o acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2019 subiu 0,9%, comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Fonte: IG Economia
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Economia

Após suspensão de demissões pelo TRT, Petrobras reitera posição de desligamento

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Divulgação/FUP

Forte protesto dos sindicatos da categoria mantém estado de greve em várias unidades há 19 dias

A Petrobras continua decidida a encerrar as atividades da fábrica de fertilizantes paranaense Araucária Nitrogenados (Ansa), além de demitir os 396 empregados da unidade, apesar do forte protesto dos sindicatos da categoria que mantém estado de greve em várias unidades há 19 dias.

Em nota, a estatal destacou que na audiência de conciliação marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, para o próximo dia 6 de março, será discutido com o Sindiquímica-PR “as condições do pacote de benefícios para os desligamentos dos seus 396 empregados dentro do cronograma de hibernação previsto.”

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Nesta terça, durante reunião de conciliação entre as partes, a desembargadora Rosali Batista (TRT-PR), determinou a suspensão temporária das demissões até a reunião prevista para o dia 6 de março.

A Petrobras explicou ainda sobre os benefícios que estão sendo concedidos aos empregados que serão demitidos.

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Segundo a estatal, além das verbas rescisórias legais, o pacote já oferecido pela Ansa inclui valores até R$ 210 mil, de acordo com a remuneração e o tempo de trabalho; manutenção de plano médico e odontológico, benefício farmácia e auxílio educacional por 24 meses, além de uma assessoria especializada em recolocação profissional.

A Petrobras lembrou ainda que a fábrica de fertilizantes já está em hibernação, ou seja, com suas operações parada.

Fonte: IG Economia
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Empresário é condenado por trabalho escravo de onze que bebiam água de animais

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 O juiz federal convocado Marlon Sousa, relator, apontou que o crime de redução a condição análoga à de escravo ficou comprovado pela série de provas juntadas aos autos arrow-options
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O juiz federal convocado Marlon Sousa, relator, apontou que o crime de redução a condição análoga à de escravo ficou comprovado pela série de provas juntadas aos autos

O dono de uma carvoaria no município de Eldorado dos Carajás (PA), a 640 quilômetros da capital Belém, foi condenado a seis anos, quatro meses e quinze dias de prisão e ao pagamento de multa por ter submetido onze funcionários a condições análogas às de escravo.

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A decisão foi dada pelos desembargadores da 3.ª Turma do TRF-1 no último dia 21 de janeiro, sendo que o acórdão foi publicado no dia 31. Segundo a denúncia, os empregados tinham de consumir a mesma água que animais bebiam e estavam alojados em local precário, sem instalações sanitárias.

“Conclusão lógica é a de que o réu optou de forma clara e deliberada por explorar a necessidade e a desgraça alheia no intento de maximar o lucro advindo da atividade criminosa. Fica patente o dolo do acusado em submeter os trabalhadores a condições degradantes de trabalho, sendo perfeita a relação de adequação típica aos fatos narrados na inicial”, afirmou relator do caso, o juiz federal convocado Marlon Sousa.

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No julgamento, os magistrados acolheram recurso do Ministério Público Federal contra decisão do Juízo da Vara Única da Subseção Judiciária de Marabá que havia absolvido o dono da carvoaria.

Ao TRF-1, a Procuradoria alegou que as provas contidas nos autos eram suficientes para atestar a autoria dos crimes imputados ao denunciado. A peça apresentava dados sobre fiscalização feita pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do extinto Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Durante a ação, os agentes verificaram que empregados não tinham equipamento de proteção individual (EPI), consumiam a mesma água que animais e viviam em alojamentos precários, sem instalações sanitárias.

Além disso, os trabalhadores não possuíam carteira de trabalho e foram encontrados ainda indícios de servidão por dívida.

Segundo o juiz federal Marllon Sousa, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), relator da decisão, a materialidade do crime ficou configurada pela declaração de duas vítimas, pelos depoimentos de duas testemunhas de acusação, pelo registro fotográfico na carvoaria, pelos termos de declarações e pela anotação de dívidas contraídas pelos empregados.
O juiz federal afirmou, também, que a autoria é clara, pois o único beneficiado pela exploração dos trabalhadores era o acusado, proprietário da carvoaria que leva o nome dele.

Fonte: IG Economia
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