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Eleições

Executiva municipal do PP é destituída pela direção estadual durante convenção e decisão de coligação com MDB é nula, afirma dirigente

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O Progressistas (PP) protagonizou uma das convenções mais inusitadas dessa eleição em Tangará da Serra. O partido, liderado na cidade pelo ex-vereador, Amauri Paulo Cervo, e pelo ex-secretário de saúde, e marido da atual secretária de Fazenda, Valnicéia Picolli (MDB), fez convenção no final da noite desta terça, 15, e tentou referendar apoio ao pré-candidato a prefeito Wesley Torres, o Wesley do Samae, do MDB.

Porém, no meio da convenção, que já estava montada para oficializar o apoio do PP a Wesley, os Progressistas foram surpreendidos pela intervenção do secretário geral do partido, Euzébio Diniz, de Cuiabá, que anunciou que, por decisão regional, o PP não irá se coligar com o MDB de Wesley.

Para completar, Euzébio, que é um dos principais articuladores do PP em MT, anunciou a destituição da executiva provisória municipal do partido em Tangará da Serra. Falando curto e grosso, o PP anunciou que Amauri Cervo, Toninho Iporã e demais membros da diretoria do PP estão depostos, demitidos, não respondem mais pelo partido.

Pouco depois da ‘demissão’, Amauri Cervo foi anunciado como candidato a vice-prefeito de Wesley do Samae, contrariando às decisões do PP estadual. Nós conversamos com Euzébio Diniz, da executiva estadual do PP, que nos garantiu que o anúncio do partido na coligação de Wesley não passa de ilusão, utopia.

“Essa referendada que o MDB tá dando deve ser por decisões próprias deles, cabe ao MDB, depois, justificar isso. Até porque não existe mais o diretório do Progressistas em Tangará, é uma comissão provisória, que amanhã será divulgada para todo mundo, a nossa comissão provisória do Progressistas”, disse.

De acordo com ele, será essa nova comissão provisória que “homologará a chapa dos vereadores [do Progressistas] e a devida coligação com o PSD. (…) essa é decisão que foi tomada pelo diretório regional”, comentou.

Para completar, Euzébio dá o recado e afirma que a coligação do PP e de Amauri com Wesley é nula, não passa de propaganda enganosa, pois não tem efeito nenhum.

“Então, essa homologação [de coligação do PP com o MDB], é nula de fato e de direito, mas cabe ao MDB se explicar depois em relação a isso, (…) mas em relação ao Progressistas, não terá coligação [com MDB], não”, garantiu.

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Eleições

Em Tangará, 4 candidatos a vereador ficaram entre os 14 mais votados, mas não se elegeram

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A eleição do último domingo (15) resultou numa renovação de 50% na Câmara Municipal de Vereadores de Tangará da Serra. O percentual poderia ter sido ainda maior, não fosse o sistema proporcional de votação. Se os 14 candidatos mais votados tivessem sido eleitos, 11 novos vereadores teriam sido eleitos ao todo e a renovação no Legislativo teria atingido o índice de 78,57%.

Ficaram de fora quatro nomes. Rui Wolfart (PP) recebeu 737 votos e foi o 8º mais votado na ‘classificação geral’. Também teriam sido eleitos Professor Altair (PODE), Sasá da Escolinha (PODE) e Horácio Pereira (PSL), 11º, 12º e 13º colocados respectivamente. Altair teve 589 votos, Sasá obteve 561 e Horácio, 551. Para se ter ideia, eles conseguiram votação maior do que vereadores (re)eleitos que figuraram na classificação final abaixo dos 14 mais votados, casos de Sebastian Ramos (PTB) que recebeu 524 votos, Rogério Silva (DEM) que obteve 520 votos, Romer Japonês (PV) que teve 416 votos e Dr. Bandeira (PDT) que saiu vitorioso com 403 votos.

Nas redes sociais, alguns eleitores manifestaram descontentamento e reprovação à  regra do quociente eleitoral. O cientista político Raimundo França explica que, diferentemente do sistema majoritário pelos quais são eleitos prefeitos, governadores, senadores e presidentes, o sistema proporcional é usado para escolher vereadores e deputados estaduais e federais. Por este último, para chegar até o quociente, divide-se o número de vagas no Legislativo pelo número de eleitores.

“Embora você tenha os 14 mais votados, não significa necessariamente que os 14 mais votados serão eleitos, porque a vaga da representatividade não se dá de forma nominal, pelo candidato. Se dá pelo partido. Então, os partidos que forem atingindo o coeficiente eleitoral, terão direito às vagas”, detalhou.

Em Tangará da Serra, o quociente é obtido ao dividir os aproximadamente 69 mil eleitores pelas 14 cadeiras do parlamento municipal. Assim, o quociente estimado é de aproximadamente 4990 votos para os partidos. O cientista político ressalta ainda que a regra passou por algumas mudanças. Antes, os partidos podiam se coligar para facilitar o alcance do quociente, o que não é mais permitido pela Justiça Eleitoral.

“Hoje, como não há isso, ficou mais difícil para os partidos sem menor expressão e com menor representatividade atingirem essa cláusula, que acaba sendo uma espécie de cláusula de barreira para impedir que esses partidos que são criados de forma rarefeita, sem identidade e representatividade efetiva, passem a orbitar na esfera desse sistema pluripartidário que nós temos”, complementou Raimundo.

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Eleições

6 vereadores não conseguem reeleição e deixarão suas cadeiras na Câmara Municipal

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Candidatos que não conseguiram reeleição para o cargo de vereador em ordem alfabética.

As eleições do último domingo (15) trouxeram algumas surpresas. A lista dos mais votados foi encabeçada pelos debutantes na política Davi Oliveira (PSB) e Eduardo Sanches (PSL), que foram os dois mais votados por uma diferença de apenas 5 votos. A renovação da Casa de Leis foi de 50%, já que 7 vereadores conseguiram a reeleição. Além de Claudinho Frare (REP) que concorreu à Prefeitura, mais seis parlamentares deixarão a Câmara Municipal após serem derrotados nas urnas. O desempenho garantiu a alguns suplência na próxima legislatura. A outros, nem isso.

O atual presidente da Câmara, Ronaldo Quintão (PSL), eleito com 715 votos em 2016, recebeu 210 votos. Professor Vagner (PSDB) teve grande retração em sua votação, tendo recebido 1.048 votos em 2016 e 511 em 2020, deixando a Câmara após três mandatos. Outra perda de eleitorado considerável foi de Niltinho do Lanche (MDB), que caiu de 1.179 votos na eleição passada para 529 votos nesta eleição, também deixando o Legislativo após três mandatos seguidos.

Carlinho da Esmeralda, que teve a primeira experiência política foi outro a perder eleitorado e não conseguir a reeleição. Em 2016, obteve 782 votos e agora, 229. Zedeca (MDB) desceu dos 961 votos para 348 em 2020 e sairá do cargo também após três mandatos consecutivos. Wilson Verta (PSDB) viu a votação reduzir de 912 para 498 votos em quatro anos.

Por ter optado pela disputa do cargo de prefeito, Claudinho Frare (REP) também se afastará da Câmara. Traçando paralelo com Silvio Sommavilla (PDT), que era vereador e tentou a Prefeitura em 2016, Frare conseguiu mais votos que o ex-presidente da Câmara.

Sommavilla foi eleito vereador em 2012 com 1.289 votos, sendo o segundo mais votado. Para prefeito em 2016, recebeu 1.039 votos, ficando em quarto. Frare, por sua vez, cresceu entre os eleitores, saltando de 1.451 votos para vereador em 2016 quando foi o terceiro mais votado, para 1.744 votos na corrida pelo Paço Municipal em 2020.

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