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Saúde

Estudo alerta sobre riscos de ‘passaporte de imunidade’

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coronavírus
Divulgação

Pesquisa alerta sobre riscos dos passaportes de imunidade, que são cogitados na Europa

A imunidade para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) não tem efeito a longo prazo em pacientes que se curaram da doença, aponta novo estudo chinês. Segundo a pesquisa publicada na revista científica Nature Medicine, há uma queda abrupta na quantidade de anticorpos após três meses da infecção.

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Os pesquisadores avaliaram 74 pacientes que se recuperaram da Covid-19, sendo que metade deles eram assintomáticos. Foi registrada uma queda abrupta na quantidade de anticorpos IgG, uma das principais armas do organismo no combate ao novo coronavírus, em 90% dos pacientes, após o período entre dois e três meses. 

Para outros tipos de anticorpos que ajudam o organismo a combater a Covid-19, foi registrada queda de 11,7% em pacientes sintomáticos e 8,3% nos assintomáticos. O estudo foi conduzido pela Universidade de Medicina de Chongqing.

Segundo o professor de virologia Jin-Dong-Yan, da Universidade de Hong Kong, o estudo não nega a possibilidade de que outras partes do sistema imunológico podem gerar proteção a uma segunda infecção do novo coronavírus.

É natural que o sistema imunológico crie uma memória de como lidar com alguns tipos de vírus após a primeira infecção. Se o paciente se contaminar novamente, o organismo poderá agir rápido para conter o agravamento da doença. A tese ainda está sendo estudada para o novo coronavírus. 

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

‘Jogo político por trás de vacinas é receita de desastre’, diz americano

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Richard Haass

Reuters
Para Richard Haass, o problema do ‘nacionalismo de vacinas’ é que deixará bilhões de pessoas em posição vulnerável.

A corrida para obter a vacina contra a covid-19 avança a toda velocidade. Potências como Estados Unidos, China, Rússia e Reino Unido estão testando o poder de suas capacidades científicas e investindo o que for necessário para encontrar uma vacina que combata o vírus.

Como é impossível prever qual vacina terá sucesso primeiro, os países mais desenvolvidos passaram a comprar centenas de milhões de doses de diferentes laboratórios para tentar garantir o seu abastecimento.

O Reino Unido, por exemplo, assinou acordos com vários fornecedores potenciais: AstraZeneca, Pfizer e BioNtech, e Valneva.

Da mesma forma, os Estados Unidos têm contratos gigantescos com empresas como Pfizer e BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson, AstraZeneca e Novavax.

Essas soluções individuais, que não fazem parte de acordos entre países, são um fenômeno denominado “nacionalismo de vacinas”.

A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, entrevistou Richard Haass, presidente do centro de estudos do Conselho de Relações Exteriores ( Council on Foreign Relations ), ex-diretor de Planejamento de Políticas do Departamento de Estado dos EUA, enviado especial à Irlanda do Norte e coordenador do programa “Futuro do Afeganistão”.

A seguir, os principais trechos:

BBC Mundo – Nas últimas semanas, várias potências compraram doses de vacinas para garantir o seu próprio abastecimento antes de qualquer uma delas receber a aprovação, como se estivéssemos numa corrida. Você escreveu que estamos diante de um “nacionalismo de vacinas”. Por que diz que é uma receita para o desastre?

Richard Haass – Estamos vendo o nacionalismo das vacinas contra covid-19 que pode ser descrito como um nacionalismo preventivo. Os governos estão se posicionando e as razões são óbvias. Os líderes estão sob pressão para fornecer as doses aos seus próprios cidadãos.

Pesquisadora segura um frasco com o rótulo "vacina covid-19"

Reuters
As grandes potências firmaram contratos multimilionários com laboratórios para garantir o fornecimento de vacinas contra o coronavírus.

O problema é que isso deixará bilhões de pessoas em uma posição vulnerável, o que é uma crise.

Mas também será negativo para governos que praticam o nacionalismo de vacinas, porque se houver um grande número de pessoas infectadas no mundo, devido à globalização, a doença continuará a se espalhar.

Portanto, há um jogo político, econômico e estratégico por trás das vacinas que é uma receita para o desastre, se não for possível construir um acordo internacional.

BBC Mundo – E as pressões políticas a nível nacional provavelmente não vão ceder…

Haass – Eu entendo as pressões políticas. É difícil para um governo dizer que devemos ajudar outros países ao mesmo tempo que ajudamos a nós mesmos.

BBC Mundo – Estamos diante ou estaremos diante de uma guerra política para obter vacinas?

Haass – Eu diria que é uma competição por vacinas, não uma guerra. Todo mundo quer chegar lá primeiro. Alguns por motivos comerciais, mas muitos por motivos mais políticos.

Vacina

Getty Images
‘Os líderes estão sob pressão para fornecer as doses a seus próprios cidadãos’, disse Haass, tornando mais difícil para os países terem interesse em buscar acordos multilaterais.

O problema, como eu estava dizendo, é que todos estaremos em uma posição vulnerável se houver muitas pessoas infectadas. Essa é a grande lição desta doença.

Mesmo que um país esteja à frente de outros na produção da vacina, eles ainda serão dependentes de outros países, porque provavelmente precisarão da importação de certos produtos para produzir a vacina.

Não acredito que nenhum país seja 100% autossuficiente na produção de uma vacina porque vai exigir um determinado elemento químico ou ingredientes do exterior.

BBC Mundo – Qual seria a solução possível para esse problema? Como os governos podem chegar a um acordo?

Haass – A maior razão para pensar diferente sobre isso é a seguinte. Digamos que seu país não seja o primeiro a desenvolver uma vacina. Digamos que você seja o segundo ou terceiro, ou nunca conseguiu. Você está em uma posição vulnerável.

Um governo responsável tentaria chegar a um acordo como se fosse uma apólice de seguro. Um acordo sob o qual as partes concordam em compartilhar uma dose significativa da vacina, mesmo que você não a tenha desenvolvido.

Isso requer um acordo global, onde os governos concordem com um mecanismo para compartilhar vacinas. Por exemplo, cada governo concorda em manter metade das vacinas e compartilhar a outra metade com o resto do mundo.

Richard Haass

Richard Haass
Richard Haass: ‘Estamos vendo um nacionalismo de vacinas contra covid-19’.

A boa notícia é que, se houver tal acordo, e você não for o primeiro país a desenvolver a vacina, ainda assim receberá uma parcela.

BBC Mundo – É provável que aconteça?

Haass – Não. Provavelmente, não. Certos países como Estados Unidos, China e possivelmente outros acreditam que têm uma boa chance de desenvolver a vacina primeiro e, de início, não querem abrir mão da possibilidade de aproveitá-la internacionalmente e, ao mesmo tempo, querem atender sua população.

Esta é uma época de aumento do nacionalismo. Os governos temem que, se chegarem a um acordo para compartilhar a vacina com outros países, ficarão em uma posição politicamente vulnerável em seu próprio país.

BBC Mundo – E também a ideia de ser o primeiro país a se desenvolver tem um forte componente simbólico em termos de poder político…

Haass – Quem desenvolver primeiro a vacina terá alguns benefícios. Mas provavelmente o que vai acontecer é que haverá várias vacinas e nenhuma delas será uma solução.

Todas as vacinas terão limitações, em termos de número de pessoas que podem ajudar, em termos de efeitos colaterais.

O que é louco em toda essa conversa é que as pessoas pensam que quando a vacina aparecer será uma medalha de ouro, será como o grande prêmio que vai resolver a covid-19.

E a resposta é não. A história das vacinas sugere que, se a vacina aparecer, ajudará algumas pessoas, mas não todas. Então vai ajudar algumas pessoas por um certo período de tempo. Causará efeitos indesejáveis ​​e muitos se recusarão a recebê-la.

frasco de vacina

Getty
‘Se não compartilharmos as vacinas com sabedoria, o vírus permanecerá ativo’, diz o pesquisador.

Minha previsão é que mesmo quando uma ou mais vacinas estiverem disponíveis, ainda teremos que continuar a manter distância social, usar máscaras e lavar as mãos e todo o resto dos cuidados. As pessoas exageram nas implicações que as vacinas terão. Uma vacina não vai nos salvar do vírus.

Seu argumento básico está correto. Se formos realistas, é provável que o nacionalismo de vacinas prevaleça sobre o multilateralismo.

BBC Mundo – Qual é o maior risco se nenhum acordo for alcançado?

Haass – O maior risco é o humanitário. Muitos países podem fracassar em responder demandas econômicas e de saúde. E se não compartilharmos as vacinas com sabedoria, o vírus continuará afetando um grande número de pessoas no mundo, o que significa que todos estaremos mais vulneráveis.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil chega a 3 milhões de casos confirmados de Covid-19

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médicos respiradores covid-19 coronavirus
Rovena Rosa/Agência Brasil

Estado de São Paulo é o mais atingido pela Covid-19

O Brasil chegou neste sábado (8) a 3 milhões de casos confirmados de Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo boletim do Ministério da Saúde. A marca foi alcançada no mesmo dia que o  País ultrapassou a 100 mil mortes pela doença.

De acordo as informações divulgadas pela pasta, o casos confirmados passaram a 3.012.412, sendo que os novos registros nas últimas 24 horas foram 49.970. O número de mortos, ainda de segundo esses dados, agora é de 100.477. Os novos óbitos foram 905.

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 no Brasil
Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 no Brasil

São Paulo continua sendo o estado maia afetado pela Covid-19, com 621.731 casos confirmados da doença e  25.016 óbitos registrados desde o início da pandemia. A quantidade de mortes faz o estado responder, sozinho, por 25% delas em todo o Brasil.

A Bahia é o estado que aparece em segundo lugar, sendo que os casos confirmados no estado são 191.401 e as mortes, 3.899. Em seguida vêm Ceará (188.244 casos confirmados e 7.951 mortes), Rio de Janeiro (178.524 casos confirmados e 14.070 mortes) e Pará (167.099 casos confirmados e 5.871 mortes).

Segundo o Ministério da Saúde, 817.624 pacientes com a Covid-19 estão em acompanhamento, 2.094.293 estão recuperados e 3.450 óbitos ainda estão em investigações.

Logo após a divulgação dos números, a pasta também informou por meio de nota que a Secretaria da Saúde do Paraná está ajustando os dados nos sistemas oficiais, corrigindo, por exemplo, eventuais duplicidades. Por conta disso, ainda pode haver correções dos números.

Fonte: IG SAÚDE

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