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Economia

Estrangeiros que investem nos juros brasileiros têm lucro de 24%

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Dólar fecha o dia cotado a R$ 4,60
Fabrizio Gueratto

Dólar fecha o dia cotado a R$ 4,60

O recente rali dos mercados financeiros que levou o dólar a cair a R$ 4,60 nesta segunda-feira (4) é turbinado por um ganho com o diferencial de juros no Brasil – ou seja, uma taxa aqui bem acima da média mundial – que é o maior desde 2009 e muito superior ao obtido em outros países emergentes. 

Levantamento feito pela Bloomberg mostra que o retorno nos investimentos de carry trade – no qual o investidor lucra ao aplicar numa moeda que paga juros maiores em relação à divisa na qual ele captou seus recursos – chegou a 24% no caso do real este ano. Foi assim o maior ganho trimestral neste tipo de operação, lastreada em dólares, em 13 anos. 

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O lucro com o real foi ainda mais de mais do que o dobro do obtido pelos investidores globais com o rand sul-africano, segundo no ranking de maiores ganhos, que ofereceu retorno de pouco mais de 10% neste trimestre. 

O peso mexicano, terceiro na lista, aparece proporcionando lucro de pouco mais de 5%.

Maior alta de juros do mundo

Com a exceção da Rússia, nenhum outro país do mundo elevou tanto sua taxa de juros desde o início do ano passado. O Banco Central do Brasil subiu a taxa básica Selic em nada menos do que 9,75 ponto percentual, saindo de 2% ao ano em janeiro de 2021 para 11,75% agora. A estimativa do mercado é que os juros voltem a subir em maio.  

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E, apesar de o custo para captar recursos estar subindo no mundo inteiro, com vários países elevando juros, o diferencial no Brasil segue de longe o maior do mundo. A taxa básica aqui supera em mais de 11 pontos percentuais o juro americano. Na média da América Latina, o diferencial de juros é de 6 pontos percentuais. Na Ásia, de 1 ponto percentual. 

Com a vantagem, destacam analistas, de o Brasil estar a mais de 9 mil quilômetros de distância da Guerra na Ucrânia e, diferentemente de países emergentes da Europa, ter poucos laços comerciais com a Rússia.

“Para onde mais o dinheiro pode ir?”, resume Danny Fang, estrategista do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria em Nova York, um dos analistas que mais acertou as previsões para a cotação do real este ano.  

“Os bônus brasileiros e o real estão se destacando muito além do tradicional “pacote” de mercados emergentes”, avalia Joana Freira, gestora no Eurizon Capital em Londres.   

O Brasil também tem se beneficiado de um boom inédito nos preços das commodities por causa da guerra na Ucrânia. Matérias-primas como minério de ferro, petróleo, soja e açúcar respondem por 70% das exportações brasileiras. No último trimestre, o índice de variação de preços de commodities compilado pela Bloomberg subiu 25%, o maior salto desde 1990. 

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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