Connect with us

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Política Nacional

Esquerda x direita: título eleitoral de jovens expõe nova disputa

Publicado em


source
Jovens de 16 a 18 anos podem tirar o título de eleitor até o dia 4 de maio
TRE/Divulgação 25.03.2022

Jovens de 16 a 18 anos podem tirar o título de eleitor até o dia 4 de maio

A aproximação do prazo para emissão de novos títulos eleitorais, que se encerra em 4 de maio , tem intensificado uma disputa entre esquerda e direita. O que está em jogo é um potencial eleitorado de 10 milhões de adolescentes de 16 e 17 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pano de fundo é a baixa procura dos jovens dessa faixa etária (que não são obrigados a votar, mas podem fazê-lo) para emitir o documento. A série histórica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra uma tendência de queda no alistamento eleitoral de adolescentes.

Se em 2012 houve mais de 4 milhões de pedidos de emissão do título entre os 15 e 18 anos, em 2022, havia somente 854 mil até 21 de março, data do último balanço. Em 2020, ano da última eleição, 1,36 milhão de solicitações foram feitas. No ano passado, 1,57 milhão.

Com o argumento de que não basta atuação digital para tirar Jair Bolsonaro do poder, setores progressistas vêm ampliando a campanha para atingir esse eleitorado. E quem se beneficia desse movimento é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de estar em primeiro lugar nas pesquisas, o petista tem 51% de intenção de voto na faixa entre 16 e 24 anos, enquanto Bolsonato amarga 22%, segundo a última pesquisa Datafolha, publicada em 24 de março. Trata-se do grupo etário com maior resistência ao presidente. No eleitorado geral, sem recorte de idade, Lula aparece com 46%, e Bolsonaro, 26%.

“O voto aos 16 anos é uma conquista da democracia. Que o jovem retire o título, exercite seu direito ao voto e construa um país melhor”, declara o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), um dos apoiadores da campanha.

A campanha furou a bolha da política. No último mês, os cantores Anitta e Zeca Pagodinho, os ex-BBBs Gil do Vigor e Juliette, o humorista Whindersson Nunes e até o ator americano Mark Ruffalo, por exemplo, usaram suas redes sociais para pedir que os adolescentes tirem o título “para derrotar Bolsonaro”.

“Em 2020, os americanos só derrotaram Donald Trump porque um número recorde de eleitores usou seus direitos democráticos, especialmente os jovens. Para derrotar Bolsonaro, brasileiros de 16 e 17 anos precisam registrar seu voto nas próximas eleições. Eles têm até 4 de maio para fazer isso”, escreveu Ruffalo no Twitter, compartilhando uma publicação de Anitta.

O tuitaço promovido pelo TSE, no mês passado, para incentivar os jovens a tirar o título envolveu 4,7 mil usuários, 6,8 mil tuítes e alcançou 88 milhões de pessoas, segundo dados do Tribunal. Clubes como Corinthians e Flamengo e a base de fãs do grupo de K-pop BTS se engajaram no movimento.

Leia Também

Apoiadores do presidente vem reagindo com irritação à iniciativa. O comentarista bolsonarista Guilherme Fiuza chegou a afirmar que o processo eleitoral, durante programa que participa na Jovem Pan, deveria ser interrompido ao saber que o perfil do Twitter do TSE curtiu o comentário da jornalista Míriam Leitão incentivando jovens a tirarem o título.

Mas a tropa de choque do presidente também participa da disputa pelas franjas do eleitorado. Carla Zambelli recorreu aos idosos para tentar fazer frente ao engajamento da juventude e iniciou uma “campanha do voto veterano” por Bolsonaro, mirando o eleitorado de “37,8 milhões de brasileiros com mais de 60 anos”, de acordo com ela.


Zambelli defende o esforço no eleitorado de idade mais avançada, para buscar votos para Bolsonaro, por serem pessoas que, segundo ela, viveram os escândalos de corrupção dos governos do PT (2003-2016) e que estão imunes à doutrinação ideológica que ela acredita existir nas escolas.

“(Os mais jovens são) uma geração Felipe Neto que infelizmente não tem visão política e não se interessa por política. Eles usam os artistas e o gosto pela música para poder influenciar uma decisão que eles (jovens) não estão tomando com base em raciocínio, lógica, estudos, história”, diz ela.

Para a deputada, os idosos, cujo voto é mais conservador, ficaram em casa nas eleições municipais de 2020, favorecendo candidatos mais à esquerda, e que esse cenário não pode se repetir neste ano. Por isso, vem incentivando esse grupo etário a votar.

Outros aliados do presidente preferiram rebater a campanha tentando associar o eleitorado jovem ao seu candidato. No fim de março, a BotSentinel, ferramenta que monitora robôs no Twitter, apontou presença maciça de contas inautênticas tuitando a hashtag #SOUJOVEMSOUBOLSONARO.

Dias depois, durante conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, Bolsonaro criticou a campanha e afirmou que “a garotada” iria votar nele no pleito de outubro.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

Published

on


source
Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

Leia Também

A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Continue Reading

Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

Published

on


source
Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

Leia Também

Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Continue Reading

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana