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Especialistas e gestores do Ministério da Agricultura debatem potencial de inovação dos bioinsumos

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O potencial de inovação dos insumos biológicos e orgânicos para a agropecuária brasileira foi tema de um seminário interno realizado nesta quinta-feira (9) pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura. Organizado pela Coordenação-Geral de Novos Insumos e Serviços, o seminário marcou o início da atuação do Grupo de Trabalho criado com a missão de elaborar o Programa Nacional de Insumos para a Agricultura Orgânica, o Programa Bioinsumos.

O objetivo do seminário foi compartilhar experiências de êxito de produção de bioinsumos em algumas regiões do país, além de sensibilizar os profissionais que atuam na elaboração de políticas públicas e na promoção das atividades de produção de alimentos orgânicos de origem vegetal ou animal. Os bioinsumos abrangem desde sementes, fertilizantes, produtos para nutrição vegetal e animal, extratos vegetais, defensivos biológicos feitos a partir de micro-organismos benéficos para controle de pragas até produtos homeopáticos ou tecnologias que tem ativos biológicos na composição.

O Secretário Adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Pedro Correa Neto, destacou que a discussão da temática dos bioinsumos é estratégica para o fortalecimento de um modelo sustentável de agronegócio, que agrega valor, responsabilidade ambiental e viabilidade econômica. “É uma pauta fundamental para o desenvolvimento sustentável da agricultura. É uma política que está alicerçada nos planos nacionais da agricultura orgânica e é a base para o estabelecimento de uma agropecuária de base biológica”, comentou.

Para o Secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, o tema é relevante economicamente, pois trata da possibilidade da geração de renda para muitas comunidades e produtores, principalmente da cadeia produtiva de extrativismo.  Também presente no seminário, o Secretário da Pesca e Aquicultura, Jorge Seif, enfatizou que os bioinsumos podem contribuir para o desenvolvimento da produção de peixes em pequenos espaços de produção, que dependem da criação de alevinos algas, entre outros.

Além dos secretários, participaram do evento servidores de diferentes setores do Ministério, especialistas, produtores e outros convidados. O evento foi realizado em parceria com a representação brasileira do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Os palestrantes foram: Celso Tomita, agrônomo e produtor de hortaliças e frutas, consultor em produção orgânica e sustentável; Daniel Buttenbender, agrônomo especializado em agroflorestas que atua na Cooperativa de Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus); Tomaz Pedro Krotsch, especialista em sanidade agropecuária e inocuidade de alimentos no IICA da Argentina, que apoio a instalação da Câmara Argentina de Bioinsumos; e o engenheiro agrônomo Rogério Dias, que já coordenou a área de agroecologia e produção orgânica do Mapa.

Novo paradigma

O programa Bioinsumos tem como objetivo principal sistematizar e fomentar todos os serviços, tecnologias, produtos e outros processos relacionados aos bioinsumos para toda a agropecuária brasileira, com foco na produção orgânica.  A ideia é fazer uma revisão dos marcos legais relacionados ao tema. Um dos pontos que deve ser discutido é a produção de defensivos biológicos dentro das propriedades rurais.

O Grupo de Trabalho dos Bioinsumos foi criado no mês passado para identificar as principais necessidades do setor e propor novas formas e processos que possam trazer inovação e fomento dos bioinsumos. Ele deve definir as diretrizes, eixos temáticos, linhas de ação e estratégias para implementação do programa.

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IPPA/CEPEA: Influenciado sobretudo por hortifrútis, IPPA sobe no 3º trimestre

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Cepea, 22/10/2021 – Os avanços nos preços dos hortifrutícolas, do café e da cana e de alguns produtos pecuários resultaram em alta de 1,6% do IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) no terceiro trimestre de 2021 frente ao anterior, em termos reais, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

No caso dos hortifrútis, cálculos do Cepea mostram que o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea subiu expressivos 21,5% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021, influenciado pelas fortes valorizações registradas para o tomate, a banana e a laranja. Quanto ao IPPA-Cana e Café/Cepea, o aumento foi de 8,1% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021. O Índice foi novamente impulsionado pelas valorizações da cana e também do café.

Para o IPPA-Pecuária/Cepea, houve alta de 1,9% na mesma comparação, em termos reais, sustentada pelos preços do frango e do leite. Em geral, pesquisadores do Cepea indicam que os preços pecuários avançaram no terceiro trimestre de 2021, sendo observadas quedas apenas entre agosto e setembro para a arroba bovina e ovos.

Já em relação ao IPPA-Grãos/Cepea, foi registrada queda de 1,2% do segundo para o terceiro trimestres de 2021. Dentre os produtos considerados neste Índice, o principal recuo foi observado para o arroz, seguido por milho, soja e trigo. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, em geral, os preços dos grãos demonstraram alguma recuperação ao longo do terceiro trimestre, mas permaneceram abaixo dos patamares observados no trimestre anterior.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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CITROS/CEPEA: Valor da laranja pera ultrapassa os R$ 50/cx e renova máxima nominal

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Cepea, 22/10/2021 – Os preços da laranja pera de mesa estão em alta desde o início da safra, em junho, impulsionados pela baixa oferta da fruta. Diante disso, a variedade já vem sendo negociada acima dos R$ 50,00/cx de 40,8 kg (na árvore) nesta segunda quinzena de outubro, renovando a máxima nominal da série histórica do Cepea. Na média parcial deste mês (até o dia 21), a fruta é comercializada em São Paulo a R$ 49,76/cx de 40,8 kg, na árvore, 10% acima da média registrada em setembro e 28% superior à de outubro/20, em termos nominais. Segundo colaboradores do Cepea, já era consenso entre os agentes do setor que a safra 2021/22 não seria de oferta elevada, devido aos efeitos do clima na abertura e, principalmente, no pegamento das floradas. Contudo, no correr da temporada, as adversidades climáticas se intensificaram, com chuvas abaixo do ideal e geadas em algumas áreas no fim de julho, reduzindo ainda mais a disponibilidade de laranjas, principalmente de calibre ideal para comercialização. Quanto à lima ácida tahiti, o recente retorno das chuvas já tem favorecido a produção e elevado a oferta. Assim, a variedade registrou nova desvalorização nos pomares paulistas na parcial desta semana, sendo comercializada à média de R$ 24,27/cx de 27 kg, colhida, entre 18 e 21 de outubro, recuo de 4,4% em relação à semana passada. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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