conecte-se conosco

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Saúde

Especialistas descobrem neurônios responsáveis pela tomada de decisão

Publicado


source
Pesquisadores descobrem neurônios responsáveis pela tomada de decisão
Reprodução

Pesquisadores descobrem neurônios responsáveis pela tomada de decisão

Do momento em que o despertador toca, até a hora de voltar a dormir, boa parte do dia é preenchida pelo processo de tomar decisões. A ação, de forma consciente, envolve calcular riscos, benefícios, ponderar uma série de fatores e decidir o que trará os melhores resultados. Agora, cientistas descobriram quais são os neurônios responsáveis por agir nesse momento a nível celular.

O estudo, recém-publicado na revista científica Nature Communications, foi conduzido por pesquisadores do departamento de Cérebro e Ciências Cognitivas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Em experimento com camundongos, eles encontraram um grupo de neurônios numa região do cérebro chamada estriado que codifica as informações sobre os possíveis resultados de diferentes decisões.

Essas células tornaram-se especialmente ativas quando um determinado comportamento provocou uma reação diferente daquela esperada, o que, segundo os cientistas, ajuda o cérebro a se adaptar às mudanças de circunstâncias e guardar informações que serão úteis para decisões posteriores.

“Muita dessa atividade cerebral lida com resultados surpreendentes, porque se um resultado é esperado, não há realmente nada a ser aprendido. O que vemos é que há uma forte codificação de recompensas inesperadas e resultados negativos inesperados nessas células”, disse, em comunicado, o pós-doutor pelo MIT Bernard Bloem, um dos principais autores do novo estudo.

Para os pesquisadores, as novas descobertas sugerem que pequenas modificações na atividade desses neurônios poderiam levar o cérebro a tomar decisões impulsivas ou a ficar completamente paralisado pela indecisão. Eles destacam ainda que esses danos podem ser associados a muitos distúrbios neuropsiquiátricos, como ansiedade e depressão.

O experimento

Para entender melhor como funciona a base neuronal da avaliação de custo-benefício que envolve a tomada de uma decisão, os cientistas utilizaram camundongos. No experimento, os animais foram treinados e aprenderam a girar uma roda para um lado ou para o outro e, a cada vez que se completava a volta, eles recebiam a combinação de uma recompensa – água com açúcar – ou uma punição – um pequeno jato de ar.

Leia Também

Enquanto realizavam a tarefa, os camundongos aprenderam a maximizar as recompensas e diminuir os desfechos negativos. Os responsáveis pelo estudo alteravam, então, as probabilidades de cada resultado, forçando os animais a ajustarem o comportamento. Durante esse processo de mudanças nas decisões, os pesquisadores monitoraram a atividade neuronal na região do estriado.

Eles esperavam que os neurônios atuassem indicando apenas quais atitudes são boas e devem ser repetidas e quais são negativas e, portanto, devem ser evitadas. Porém, o que os pesquisadores descobriram é que as células codificavam detalhes sobre a relação entre as ações e as possibilidades de consequências, tanto positivas, como negativas. Ou seja, as células guardavam todas as potenciais consequências das atitudes, tanto as boas, quanto as ruins.

Além disso, eles perceberam que esses neurônios da região do estriado respondiam de forma mais intensa quando um comportamento provocava um desfecho inesperado. Esses “sinais de erro”, como foram chamados, ajudaram o cérebro a entender que é hora de mudar a estratégia e foram principalmente codificados nos estriossomas – aglomerados de neurônios localizados no estriado.

Levando as descobertas para a vida real, os cientistas explicam que o processo é observado durante escolhas comuns do dia a dia, como, por exemplo, comer um chocolate. Você sabe que o alimento trará prazer, mas fará mal à sua saúde. Da mesma forma, deixar de ingeri-lo pode provocar um grau de frustração, ao mesmo tempo em que é bom para o organismo.

“De uma perspectiva de valor, elas (as duas opções) podem ser consideradas igualmente boas. O que descobrimos é que o corpo estriado também sabe por que elas são boas e sabe quais são os benefícios e o custo de cada uma. De certa forma, a atividade reflete muito mais sobre o resultado em potencial do que apenas a probabilidade de você escolhê-lo”, explica Bloem.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Nacional

Planos de saúde não precisam cobrir procedimentos fora da lista da ANS, decide STJ

Publicado

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para fixar que as operadoras dos planos de saúde não precisam cobrir procedimentos que não constem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A decisão abarca a cobertura de exames, terapias, cirurgias e fornecimento de medicamentos, por exemplo.

Seis dos nove ministros que votam na Segunda Seção entenderam que o chamado rol de procedimentos da ANS é taxativo – ou seja, que a lista não contém apenas exemplos, mas todas as obrigações de cobertura para os planos de saúde.

Adotaram esse entendimento os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.

Votaram em sentido contrário os ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso e Moura Ribeiro. Para esses magistrados, a lista deveria ser “exemplificativa”, ou seja, representar a cobertura mínima dos convênios.

A decisão do STJ não obriga as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento serve de orientação para a Justiça.

O entendimento do STJ representa uma mudança na jurisprudência que vinha sendo aplicada por boa parte dos tribunais do país, que entendiam que o rol era apenas exemplificativo.

Decisão prevê exceções

O entendimento de que a lista é taxativa deve ser modulado pelos ministros do STJ para admitir algumas exceções – por exemplo, terapias recomendadas expressamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), tratamentos para câncer e medicações “off-label” (usadas com prescrição médica para tratamentos que não constam na bula daquela medicação).

A tese considerada correta pela maioria dos ministros foi proposta pelo ministro Villas Boas Cuêva e incorporada ao voto pelo relator, Luis Felipe Salomão. Em resumo, o entendimento do STJ é de que:

O rol da ANS é, em regra, taxativo; a operadora não é obrigada a custear um procedimento se houver opção similar no rol da ANS; é possível a contratação de cobertura ampliada ou a negociação de um aditivo contratual; não havendo substituto terapêutico, ou após esgotados os procedimentos incluídos na lista da ANS, pode haver, a título excepcional, a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo assistente.

Para que essa exceção prevista no quarto tópico seja aplicada, é preciso que:

a incorporação do tratamento desejado à lista da ANS não tenha sido indeferida expressamente; haja comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina baseada em evidências; haja recomendação de órgãos técnicos de renome nacional, como a Conitec e a Natijus, e estrangeiros; seja realizado, quando possível, diálogo entre magistrados e especialistas, incluindo a comissão responsável por atualizar a lista da ANS, para tratar da ausência desse tratamento no rol de procedimentos.

Rol é limitado, dizem especialistas

Especialistas avaliam que o rol de procedimentos da ANS é bem básico e não contempla muitos tratamentos importantes – por exemplo, alguns tipos de quimioterapia oral e radioterapia, medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa e cirurgias com técnicas de robótica.

Além disso, a ANS limita o número de sessões de algumas terapias para pessoas com autismo e vários tipos de deficiência. Muitos pacientes precisam de mais sessões do que as estipuladas para conseguir resultado com essas terapias e por isso, no atual modelo, conseguem a aprovação de pagamento pelo plano de saúde.

O julgamento no STJ começou em setembro do ano passado, mas dois pedidos de vista (mais tempo para analisar os processos) suspenderam a deliberação pelos ministros.

O caso chegou à Segunda Seção após uma divergência entre duas turmas do STJ. Agora, o colegiado vai definir qual é o limite da obrigação das operadoras.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

Continue lendo

Cidades

Varíola dos macacos em Mato Grosso: Cuiabá emite alerta de risco

Publicado

Com a confirmação de casos de varíola dos macacos em mais de 20 países e a suspeita de ocorrências da doença no Brasil, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá – SMS emitiu um alerta de risco sobre a moléstia.

O alerta de risco revela que até 27 de maio de 2022 foram notificados 310 casos em 22 países não africanos, sendo confirmados 305 casos, em sua maioria na Europa.

De acordo com o documento, a varíola dos macacos é uma doença zoonótica viral rara, causada pelo vírus monkeypox. Foi descoberta pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano de varíola do macaco foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, a varíola dos macacos foi relatada em pessoas em vários outros países da África Central e Ocidental.

Sinais e Sintomas

Febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, linfonodos (em humano) inchados (íngua), calafrios (arrepios), exaustão (cansaço).

Dentre 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea (lesão na pele), geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. Na fase final, na lesão há uma crosta. Em caso suspeito, realizar o isolamento IMEDIATO do indivíduo.

O período de incubação é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O isolamento do indivíduo só deverá ser encerrado após o desaparecimento completo das lesões.

Transmissão

Ocorre quando uma pessoa entra em contato com o vírus. Podendo ser através do contato com animal doente, materiais ou humanos contaminados. A transmissão entre humanos pode ocorrer por secreções respiratórias (gotículas), através de lesão na pele (mesmo que não seja visível), por meio de objetos recentemente contaminados e por meio de fluidos corporais e secreções das membranas mucosas (olhos, nariz ou boca).

Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento médico e informar se tiveram contato com animal ou humano doente ou material contaminado ou viagem para o exterior no último mês antes do início dos sintomas.

Importante ressaltar que animais sadios não transmitem a doença.

Fonte: Repórter MT

Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana