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Política Nacional

Enquanto afaga o Nordeste, Bolsonaro trabalha para “fidelizar” o Sul

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Jair Bolsonaro de máscara em inauguração de obra
O Antagonista/Crusoé

Bolsonaro inaugurou obras herdadas no Nordeste

Apesar da recente investida no Nordeste , a fim de inaugurar obras herdadas e tentar se cacifar politicamente na região, o presidente Jair Bolsonaro (foto) priorizou o Sul do país na hora de assinar novos contratos de infraestrutura.

Quase 30% dos 2,6 bilhões de reais em contratações feitas pelo ministério comandado por Tarcísio de Freitas desde o início da atual gestão foram direcionados aos estados da região onde Bolsonaro teve votação expressiva nas eleições de 2018 e derrotou com sobras o petista Fernando Haddad.

A maior parte dos recursos, cerca de 550 milhões de reais, foi para obras viárias no Rio Grande do Sul, estado mais beneficiado do país com novas obras do governo federal.

A última contratação, assinada em maio pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, foi para melhorias na BR-472, que cruza o interior gaúcho e é considerada a mais perigosa da região.

O valor repassado ao Rio Grande do Sul é maior do que a soma dos recursos destinados para obras viárias em outros 14 estados. O segundo estado mais beneficiado pelos novos contratos de infraestrutura da gestão Bolsonaro foi Minas Gerais, com 383 milhões de reais de janeiro de 2019 a julho de 2020.

Fonte:  Crusoé

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Política Nacional

De 4 cadeiras no Senado, PSL pode ficar com apenas uma: entenda os motivos

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senadores PSL Juíza Selma, Flávio Bolsonaro, Major Olímpio e Soraya Thronicke
Agência Senado

Os senadores que foram eleitos em 2018 pelo PSL: Juíza Selma, Flávio Bolsonaro, Major Olímpio e Soraya Thronicke

Em 7 de outubro de 2018, o Partido Social Liberal ( PSL ), então legenda de Jair Bolsonaro, elegeu 52 deputados federais – a segunda maior bancada partidária da Câmara, perdendo apenas para o PT – e quatro senadores. Foi a grande ascensão da sigla que desde 1998, quando foi criada, havia elegido apenas um parlamentar.

Contudo, desde o racha entre o PSL e o presidente Bolsonaro, o partido perdeu destaque e parlamentares. Na Câmara, restam ainda 41, mas no Senado, com a recente ameaça do Major Olímpio de sair da sigla, pode ser que apenas reste uma representante da sigla no cargo .

Veja o motivo que levou cada senador a sair do PSL:

Selma Arruda

Selma
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Selma era conhecida como “Moro de saia”

Conhecida como juíza Selma ou “Moro de saia”, Selma Arruda foi eleita senadora por Mato Grosso com 24,6% dos votos. Ela foi a primeira a deixar o PSL , em 18 de setembro de 2019.

Sai do PSL por causa do desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro. Foi pela forma indelicada e desrespeitosa com que ele me tratou. Então, gostaria de deixar para vocês uma mensagem, no sentido de que o PSL é só um partido. Temos outros partidos que podem seguir a mesma linha”, disse em um vídeo publicado nas redes.

A senadora deixou a legenda para se filiar o PODEMOS após um embate entre ela e então senador pelo PSL, Flávio Bolsonaro, sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de tribunais superiores – a CPI da Lava Toga

Na época, CPI estava tendo dificuldade para emplacar e dividia os parlamentares aliados de Bolsonaro. Flávio, então, pressionou Selma para retirar sua assinatura a favor da CPI, o que causou um mal-estar entre os dois e a dificuldade para que ela permanecesse no partido.

“Não foi apenas pelo fato de ele querer que eu retirasse a assinatura”, alegou ela na época. Selma Arruda deixou o PSL afirmando que iria para um partido onde tivesse mais liberdade. 

Pouco depois de filiar-se ao PODEMOS, no entanto, a senadora teve seu mandato cassado. Após ter recorrido de uma decisão tomada em abril, em 10 de dezembro de 2019 o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato por irregularidades durante sua campanha eleitoral. A cassação foi formalizada em abril deste ano pelo Senado .

Flávio Bolsonaro

Senador Flávio Bolsonaro
Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro

O próximo senador a deixar o PSL foi Flávio Bolsonaro, no dia 12 de novembro de 2019 – no mesmo dia que seu pai anunciou sua saída do partido também.

Sua saída ocorreu devido aos conflitos entre o presidente Bolsonaro e o partido. O embate foi gerado principalmente devido às polêmicas dos candidatos-laranja existentes no partido, o que desgastou a relação entre Bolsonaro e o presidente do partido Luciano Bivar.

Em outubro do ano passado, Bolsonaro afirmou “esquecesse o PSL, já que Luciano Bivar está queimado demais”. O racha entre o presidente e a sigla foi uma forma do mandatário se afastar das polêmicas com as candidaturas laranjas.

Em novembro, o presidente decidiu deixar o partido, anunciando a tentativa de criação de uma legenda sua: o Aliança Pelo Brasil. Seu filho, Flávio Bolsonaro , anunciou sua saída do partido para acompanhar a empreitada.

“O nome Aliança pelo Brasil foi escolhido para que tenhamos aliados ao invés de apenas filiados”, disse Flávio minutos depois de se desfiliar depois do partido.

Contudo, a dificuldade para criar o Aliança Pelo Brasil, fez com que Flávio se filia-se ao partido Republicanos em 27 de março deste ano. Nos últimos meses, Bolsonaro tem sinalizado uma aproximação do atual partido do filho para formar base no Congresso . A ida de Flávio para a legenda pode ter sido estratégica para que o presidente consiga apoio.

Major Olímpio

 Major Olímpio
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador por São Paulo e ex-aliado de Bolsonaro, Major Olímpio

Apesar de não ter formalizado sua desfiliação nem tomado nenhuma atitude mais drástica, em julho o senador Sérgio Olímpio Gomes, conhecido como Major Olímpio, ameaçou deixar o PSL caso o partido tente se reaproximar do presidente. 

Quando Jair Bolsonaro deixou o PSL, ele não rachou apenas com o partido, mas também com diversos parlamentares que eram seus aliados – foi o caso do Major Olímpio

Por isso, o senador afirma que a possibilidade de uma reaproximação entre o presidente e o PSL “me deu vontade de vomitar”, como escreveu em seu Twitter no dia 11 de julho.

“Eu disse no grupo de parlamentares do PSL que, se isto acontecer, sentirei muita saudade do partido”, afirmou completando sua publicação com o bordão utilizado durante o impeachment da ex-presidente Dilma: “TCHAU QUERIDOS!”

“Fiquei sabendo pela imprensa da reaproximação e, quando mandei mensagem no grupo do WhatsApp, o Luciano Bivar me respondeu de forma tosca: ‘Quem quer, sai. Não ameaça’. Então eu vou sair. Ainda não sei para qual partido vou, pois estou que nem cachorro que caiu da mudança. É possível que eu fique sem partido por um tempo”, disse Olímpio na época para o jornal O Globo .

Apesar da fala, Olímpio não tomou nenhuma medida nas últimas três semanas. Dessa forma, até o momento ele e a senadora Soraya Thronicke, do Mato Grosso do Sul, seguem como representantes do PSL no Senado. 

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Política Nacional

Senador entra com pedido para obrigar governo a explicar dossiê

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bolsonaro
Agência Brasil

Governo é acusado de fazer relatório contra opositores do governo Bolsonaro

O líder da oposição no Senado, o parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido de convocação, neste sábado (8), para o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, para que ele explique o relatório contra opositores do governo, que conta com mais de 570 nomes.

O requerimento do senador será avaliado agora pela CCAI (Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência) e, se aprovado, o ministro terá que comparecer ao senado para dar explicações sobre o documento.

Para Randolfe, o relatório de inteligência produzido pelo ministério consiste em “monitoramento indevido e ilegal de cidadãos” brasileiros. Ele ainda aponta que não há transparência quanto aos crítérios utilizados para a elaboração do documento.

Entenda

Uma reportagem do UOL divulgou a existência de um dossiê com dados de quase 600 servidores que se opõem ao governo Bolsonaro ou se identificam com o movimento antifascista.

O documento lista 579 servidores federais e estaduais da área de segurança e professores de todas as regiões do país identificados como integrantes do movimento antifascista.

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