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Nacional

Enem: Mais de 5 milhões encaram hoje prova de matemática e ciências da natureza

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Mais de 5,5 milhões se inscreveram para o Enem 2018; segundo dia de provas é neste domingo
Valter Campanato/Agência Brasil – 4.11.18

Mais de 5,5 milhões se inscreveram para o Enem 2018; segundo dia de provas é neste domingo

Mais de 5,5 milhões de candidatos estão habilitados a participar, neste domingo (11), do segundo dia de provas do Enem 2018. Serão aplicadas aos estudantes 90 questões, sendo 45 de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e 45 de Matemática e suas Tecnologias.

Confira aqui dicas para as provas do segundo dia do Enem

Devido ao horário de verão, adotado em dez estados e no Distrito Federal, o País tem hoje quatro fusos horários diferentes, situação que obriga os candidatos do Enem 2018
a terem atenção redobrada para o horário da abertura e fechamento dos portões. A informação consta dos cartões de confirmação da inscrição, que contém ainda os dados do estudante e o local de prova.

Pelo horário oficial de Brasília, a abertura dos portões será ao meio-dia, com fechamento às 13h e início oficial das provas às 13h30. Diferentemente do primeiro dia do exame, desta vez os alunos terão cinco horas para concluir a prova (o término oficial é às 18h30).

No último domingo (4), primeiro dia de Exame Nacional do Ensino Médio
, mais de 4,1 milhões compareceram aos seus locais de prova para os testes de linguagem, ciências humanas e redação. A abstenção de 24,9% foi a menor registrada no exame desde 2009
.

Pouco mais de 1.700 candidatos tiveram a aplicação da prova cancelada por falta de energia elétrica em dois locais de prova, mas a orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( Inep
) é para que esses estudantes façam a prova deste domingo e, posteriormente, eles terão direito à reaplicação dos testes do primeiro dia.  

A estrutura para aplicação do Enem em 1.725 municípios de todo o País envolve 10.718 locais de provas, 155.254 salas e mais de meio milhão de colaboradores. Foram impressas 11,5 milhões de provas de doze Cadernos de Questões diferentes. Haverá ainda uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, são quase 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do exame.

O que é preciso saber para o segundo dia de provas do Enem 2018


Taxa de abstenção do Enem 2018 é a menor dos últimos anos. Número de candidatos eliminados também foi o mais baixo
Reprodução

Taxa de abstenção do Enem 2018 é a menor dos últimos anos. Número de candidatos eliminados também foi o mais baixo

  • Separar os documentos necessários antes do dia da prova  

É necessário levar documento para ser autorizado a fazer a prova. O Inep aceita como documento de identificação a cédula de identidade, a Carteira de Trabalho e Previdência Social, o Certificado de Reservista, o Passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia.

  • Verificar qual o melhor meio de transporte para chegar ao local de provas  

Apesar do local de provas
não mudar do primeiro dia de provas para o segundo e, ainda que o candidato já tenha feito o trajeto no primeiro final de semana, é importante conferir se, por conta de algum outro evento local, as opções de transporte para chegar ao local da prova ou das vias não estarão com algum tipo de obstrução ou limitação.

É importante também escolher o melhor trajeto, levando em consideração o tempo de acesso e qual o caminho que será percorrido, evitando grandes avenidas e áreas próximas a outros locais de prova ou de possíveis grandes aglomerações.

  • Certificar-se dos horários de ônibus e metrô 

Ainda na questão do transporte, é bom checar os horários dos ônibus e metrôs já que aos domingos eles costumam ser diferenciados, com maior tempo de intervalo entre um e outro. Por isso, é importante que o participante se assegure de que o meio de transporte que ele escolher para chegar até o local da prova irá passar em um horário que possibilite a sua chegada com antecedência para garantir que ele não tenha problemas com atraso.

Leia também: Bolsonaro aponta “doutrinação exacerbada” no Enem e promete reformulação

O que pode levar no Enem?

Para preencher o gabarito da prova é imprescindível que seja utilizada uma caneta esferográfica de tinta preta – outra cor de tinta impossibilita que o cartão de respostas seja lido pelo sistema. Mas não serve qualquer caneta: o objeto precisa ser fabricado em material transparente.

Deixe em casa o que é proibido: lápis , lapiseira, borrachas, livros, manuais, anotações, óculos escuro, boné, chapéu, gorro não são permitidos e, se forem levados, serão colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira. Lanches são permitidos, mas deverão estar em embalagens fechadas ou, se forem preparados em casa, devem estar em embalagens transparentes.

As salas disponíveis para a realização do exame contarão com equipamentos detectores de metal, para identificar celulares, que são proibidos. Quem levar o aparelho deverá deixá-lo no porta-objetos. O uso do celular durante a prova leva à desclassificação do candidato.

A nota do  Enem 2018
 poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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Nacional

Planos de saúde não precisam cobrir procedimentos fora da lista da ANS, decide STJ

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A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para fixar que as operadoras dos planos de saúde não precisam cobrir procedimentos que não constem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A decisão abarca a cobertura de exames, terapias, cirurgias e fornecimento de medicamentos, por exemplo.

Seis dos nove ministros que votam na Segunda Seção entenderam que o chamado rol de procedimentos da ANS é taxativo – ou seja, que a lista não contém apenas exemplos, mas todas as obrigações de cobertura para os planos de saúde.

Adotaram esse entendimento os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.

Votaram em sentido contrário os ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso e Moura Ribeiro. Para esses magistrados, a lista deveria ser “exemplificativa”, ou seja, representar a cobertura mínima dos convênios.

A decisão do STJ não obriga as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento serve de orientação para a Justiça.

O entendimento do STJ representa uma mudança na jurisprudência que vinha sendo aplicada por boa parte dos tribunais do país, que entendiam que o rol era apenas exemplificativo.

Decisão prevê exceções

O entendimento de que a lista é taxativa deve ser modulado pelos ministros do STJ para admitir algumas exceções – por exemplo, terapias recomendadas expressamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), tratamentos para câncer e medicações “off-label” (usadas com prescrição médica para tratamentos que não constam na bula daquela medicação).

A tese considerada correta pela maioria dos ministros foi proposta pelo ministro Villas Boas Cuêva e incorporada ao voto pelo relator, Luis Felipe Salomão. Em resumo, o entendimento do STJ é de que:

O rol da ANS é, em regra, taxativo; a operadora não é obrigada a custear um procedimento se houver opção similar no rol da ANS; é possível a contratação de cobertura ampliada ou a negociação de um aditivo contratual; não havendo substituto terapêutico, ou após esgotados os procedimentos incluídos na lista da ANS, pode haver, a título excepcional, a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo assistente.

Para que essa exceção prevista no quarto tópico seja aplicada, é preciso que:

a incorporação do tratamento desejado à lista da ANS não tenha sido indeferida expressamente; haja comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina baseada em evidências; haja recomendação de órgãos técnicos de renome nacional, como a Conitec e a Natijus, e estrangeiros; seja realizado, quando possível, diálogo entre magistrados e especialistas, incluindo a comissão responsável por atualizar a lista da ANS, para tratar da ausência desse tratamento no rol de procedimentos.

Rol é limitado, dizem especialistas

Especialistas avaliam que o rol de procedimentos da ANS é bem básico e não contempla muitos tratamentos importantes – por exemplo, alguns tipos de quimioterapia oral e radioterapia, medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa e cirurgias com técnicas de robótica.

Além disso, a ANS limita o número de sessões de algumas terapias para pessoas com autismo e vários tipos de deficiência. Muitos pacientes precisam de mais sessões do que as estipuladas para conseguir resultado com essas terapias e por isso, no atual modelo, conseguem a aprovação de pagamento pelo plano de saúde.

O julgamento no STJ começou em setembro do ano passado, mas dois pedidos de vista (mais tempo para analisar os processos) suspenderam a deliberação pelos ministros.

O caso chegou à Segunda Seção após uma divergência entre duas turmas do STJ. Agora, o colegiado vai definir qual é o limite da obrigação das operadoras.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

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Nacional

Vida de luxo: influencer deve mais de R$ 5 milhões ao estado do Rio

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Influencer mostra vida de luxo nas redes sociais
Reprodução/Instagram

Influencer mostra vida de luxo nas redes sociais


Conhecida como Rainha do Reboque, Priscila Santos, esbanja luxo e riqueza para os seus mais de 416 mil seguidores no Instagram, uma vida de festas, viagens, luxo e até capa de revista. Mas, à frente da Rebocar Remoção e Guarda de Veículos LTDA  ela conquistou uma outra fama, a de má pagadora, como mostrou a reportagem do RJ TV. Somente ao governo do Rio , ela tem uma dívida que ultrapassa os R$ 5 milhões.

Há ainda suspeita de fraudes. Apesar das denúncias, Priscila pretende entrar para a política. Ela assinou a filiação ao PL. O partido disse que não vai comentar as denúncias porque só define os candidatos em julho.

Vaidosa, ela sempre fez questão de mostrar o sucesso num universo dominado por homens, o dos reboques. Mas nem tudo é o que parece. Uma testemunha diz que arrematou dois veículos por mais de R $7 mil em um leilão promovido pela empresa de Priscila, mas que nunca recebeu os carros.

Nem o governo do estado escapou. O serviço público de reboque de veículos apreendidos é concedido pelo estado. O contrato assinado em janeiro de 2019 tem valor estimado em mais de R$ 25.80.576,14 para o lote 1, que contempla as cidades do Rio, Niterói e São Gonçalo.

A empresa foi contratada há três anos pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro)  para os serviços de reboque, guarda e leilão de veículos apreendidos acumula dívidas.

Um dos pátios da Rebocar, em Vargem Grande, na Zona Oeste, não está funcionando. Apenas um funcionário continua indo ao local, fechado há cerca de seis meses. O terreno é alugado e já foi expedida uma ordem de despejo e a dívida acumulada já chega a R$ 2 milhões.

Priscila, porém, não respondeu a qualquer citação até agora. Outra dívida é a de energia elétrica, que já passa de R$ 189 mil. Os reboques, também terceirizados, geram mais dívidas.

O começo de carreira no Espírito Santo ficou para trás. O rompimento com o Detran de lá aconteceu por falta de pagamento. Em 2014, ela foi investigada por peculato por autorizar a retirada irregular de peças de um carro que estava no pátio do Detran, em Guarapari. Em 2017, duas novas investigações. Desta vez por estelionato e fraude. Ela teria assinado e entregue um cheque que não era dela para comparar um cachorro.

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Sobre os leilões, a empresa chegou a preparar, organizar e até realizar o pregão. Acontece que o estado nunca recebeu o dinheiro. O contrato foi rescindido em dezembro, mas há um saldo devedor de mais de R$ 5 milhões, referentes a operações nos anos de 2020 e 2021, que não foram repassados ao estado. 


Os funcionários da empresa também fazem acusações. “Parece que não tem nada acontecendo em volta, parece que não tem dívida, parece que não tem processos trabalhistas e continua normal, como se nada tivesse acontecendo”, diz um ex-funcionário.

Além da falta de pagamento, eles acusam Priscila de não dar condições mínimas de trabalho. Uma imagem exibida na reportagem mostra funcionários comendo no chão.

“Isso era super comum. Acontecia todos os dias. Muitos funcionários, A gente dividia o horário de almoço em três períodos para todo mundo conseguir sentar no chão”, contou um ex-funcionário, que disse também que os salários chegavam a atrasar por cinco meses.

Em uma entrevista, Priscila se gaba pelos 146 funcionários da empresa, no Rio e no Espírito Santo. No entanto, os comentários são nada favoráveis.

“Ser empresária de sucesso devendo aos funcionários é fácil”, diz um deles.146 funcionários no Rio e no Espírito Santo em uma entrevista. 

Em nota, a Rebocar disse que “está trabalhando junto ao Detro para que sejam solucionadas todas as pendências decorrentes de conflitos contratuais, administrativos ou judiciais, e que aguarda a relação do Detro nos próximos dias para começar a liberar os veículos que estão no pátio. A empresa reafirma o compromisso em solucionar todas as questões no menor tempo possível”.

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