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Mato Grosso

Encontro em Sorriso discute fortalecimento e regularização dos Conselhos de Segurança

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Mato Grosso possui 172 Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). Destes, 130 estão ativos, mas apenas 83 estão de fato regularizados, ou seja, com CNPJ e aptos a receberem repasses e firmarem parcerias. Estes números foram apresentados durante o Curso Intensivo de Polícia Comunitária e Encontro Regional dos Consegs, realizado nesta sexta-feira e sábado (22 e 23.10), em Sorriso (397 km de Cuiabá).

O evento reuniu agentes de segurança da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), entre outras forças de segurança da Região Integrada de Segurança Pública III, que abrange 10 municípios da região.

Já no segundo dia, o evento foi voltado para os membros dos Consegs regionais, com o objetivo não só de demonstrar a importância dos conselhos, mas principalmente orientar e esclarecer sobre a regularização destas entidades de direito privado.

Um dos palestrantes e organizador do evento, coordenador estadual de Polícia Comunitária da Secretaria de Estado de Segurança Pública, tenente-coronel PM Sebastião Carlos, destacou o quanto os Consegs desburocratizam os investimentos em segurança.

Um dos exemplos citados pelo especialista, é o da cidade de Pontes e Lacerda (445 km de Cuiabá). A atuação do Conseg foi responsável pela construção da nova unidade do Corpo de Bombeiros Militar local, da reforma da delegacia, da construção de um Centro de Comando e Controle e de uma nova unidade para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), uma das melhores do Estado.

Unidade da Politec, em Pontes e Lacerda

E todas essas conquistas só foram possíveis com um Conseg atuante e regularizado, com parcerias que podem ir desde o Ministério Público Estadual, Poder Judiciário, até prefeituras e câmaras municipais. Ainda de acordo com o levantamento da Polícia Comunitária da Sesp, os Consegs já conseguiram captar recursos na ordem de R$ 17,4 milhões para implementação na área de segurança.

“Nossa ideia de dialogar com os conselhos comunitários é porque eles são verdadeiras ferramentas de transformação de segurança pública em todo o Estado, principalmente nos municípios mais distantes de Cuiabá, onde os recursos para suas demandas acabam demorando mais em função de todo o trâmite burocrático. E os Consegs tem a possibilidade de promover melhorias realizando a captação de recursos para a implementação de projetos sociais de prevenção primária, quanto de investimentos na seara da segurança pública”, explicou o tenente-coronel.

Apesar de não poder estar presente, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, fez questão de gravar uma mensagem para os participantes do evento. “O Conseg é uma parte fundamental da Segurança Pública, sendo a mola mestre de nosso desenvolvimento. E a parceria da sociedade civil organizada e dos profissionais da segurança pública, fazem cada vez mais os índices de criminalidade baixarem”, pontuou Bustamante.

Polícia Comunitária e violência doméstica

O evento contou com a palestra da tenente-coronel PM Emirella Martins, que é coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar. A coordenadoria é responsável por todos os 32 programas e projetos sociais da instituição, entre eles PM Júnior, Judô Bope, Jiu Jitsu Rotam, Centro de Equoterapia RPMon, da Cavalaria, entre outros.

No entanto, Emirella destaca que o carro-chefe da coordenadoria é a Patrulha Maria da Penha, programa que tem como objetivo fiscalizar as medidas protetivas de urgência de vítimas de violência doméstica. E é por meio da filosofia de Polícia Comunitária, que a PM consegue obter êxito na realização do programa.

Isso porque, as vítimas recebem visitas solidárias realizadas por policiais militares, que na maioria dos casos aproxima essas mulheres fragilizadas do Poder Público. “Nós já recebemos relatos de mulheres que se mostraram surpresas pelo Estado estar preocupado com a vida e o bem-estar dela”, contou Emirela.

E essas visitas servem também como uma ponte entre os serviços disponibilizados pelo Estado – como atendimento social, psicológico e outros serviços – e a vítima. E a medida tem surtido efeito positivo: das 3.552 medidas protetivas fiscalizadas, apenas 36 foram descumpridas, sendo que 12 agressores que descumpriram foram presos.

Patrulha Maria da Penha em ação

“Mais do que fiscalizar as medidas protetivas, a Patrulha Maria da Penha tem o objetivo de se aproximar e empoderar essa mulher para que ela consiga sair do ciclo da violência. E nós vemos a importância disso é que das mais de 3.500 vítimas assistidas, nenhum caso de feminicídio foi registrado. Nosso índice de produtividade é de 99%” finalizou Emirela.

Outros conteúdos vistos durante os dois dias de evento foram: gestão pela qualidade na Segurança Pública; mobilização social comunitária;  conselhos comunitários e segurança pública; parceria e prestação de contas; marketing e rede digital; polícia comunitária e atividade coletiva com consegs.

Estiveram presentes no evento o prefeito de Sorriso, Ari Lafin; o deputado estadual Xuxu Dalmolin; o promotor de Justiça, Márcio Florestan; o comandante do 12º BPM de Sorriso, tenente-coronel Jorge Almeida; o coordenador de Polícia Comunitária da Polícia Judiciária Civil, delegado Jeferson Dias; o tenente-coronel PM do Ciopaer de Sorriso, Arnaldo Ferreira da Silva Neto; o comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Sorriso, capitão BM Eraldo das Neves Moura; o presidente do Conseg de Sorriso, Gilvan de Ávila, entre outras autoridades.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Governo adquire cinco novas motolâncias para atendimento de ocorrências do Samu

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da baixada cuiabana adquiriu cinco novas motolâncias para o atendimento à população. Mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) na região metropolitana de Cuiabá, o serviço recebeu investimento de R$ 165 mil na aquisição das motos.

A base, que antes contava com três motos adaptadas, passa a contar com oito veículos de apoio às ambulâncias. Isto é, com o investimento, o Estado mais do que dobra o número de motolâncias disponibilizadas pelo Samu.

Os novos veículos possibilitarão que o atendimento chegue de forma mais rápida às ocorrências e promoverão melhor assistência à população.

“Hoje é um dia importante para a Saúde de Mato Grosso porque estamos renovando a frota de motos que atendem o Samu da baixada cuiabana. Esses veículos serão pilotados por enfermeiros ou técnicos de enfermagem, que dão a primeira assistência e que chegam com mais velocidade aos eventos que precisam de intervenção. Assim faremos também com as ambulâncias para o melhor atendimento à população”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

A secretária adjunta de Regulação, Controle e Avaliação da SES, Fabiana Bardi, enfatizou que a renovação da frota também irá auxiliar no atendimento de demandas mais complexas. “Enquanto as ambulâncias estão em atendimento, as motolâncias fazem o primeiro atendimento e prestam a primeira assistência. Os veículos também auxiliam em ocorrências de múltiplas vítimas, para suporte às ambulâncias”, explicou a gestora.

As motolâncias são conduzidas exclusivamente por enfermeiros ou técnicos de enfermagem e portam uma série de equipamentos para primeiros socorros, como o desfibrilador.

“Esses veículos podem atender as emergências de trauma e clínicas, como paradas cardiorrespiratórias, engasgos ou casos de afogamento. Se as ambulâncias estiveram todas ocupadas em ocorrências, a motolância pode ir primeiro – porque, inclusive, elas são mais ágeis – e presta o atendimento inicial à vítima. Depois a ambulância chega para a remoção do paciente, caso seja necessária”, concluiu a superintendente do Samu, Inês de Souza Leite.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Vítimas de trabalho escravo terão acompanhamento conforme diretrizes internacionais

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As vítimas resgatadas em condições de trabalho escravo em Mato Grosso terão acompanhamento conforme diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O novo fluxograma que estabelece o modelo de acompanhamento dos resgatados foi lançado nesta segunda-feira (06.12) pela Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em Cuiabá.

A Portaria n° 001/2021, que estabelece o fluxograma foi publicada na última quinta-feira (02.12), no Diário Oficial de Mato Grosso, e será colocado em prática  a partir  das ações de janeiro de 2022. O Fluxo de Atendimento às Vítimas de Trabalho Escravo chega para padronizar a forma de atuação de combate a esse tipo de crime conforme as peculiaridades do Estado e as recomendações da OIT.

Conforme o presidente da Coetrae, Amarildo Borges, o fluxograma é um grande aliado no combate ao trabalho escravo com ampliação da rede de apoio às vítimas em Mato Grosso. “Para a erradicação desse tipo de crime é preciso uma rede de apoio após o resgate, ofertando acesso a políticas públicas como por exemplo, emitir um documento e esse fluxo facilita e amplia a rede de apoio às vítimas”, disse.

O fluxograma construído é um detalhamento do passo a passo que deve ser seguido no combate ao trabalho escravo. “Ele delimita todas as etapas de atuação, desde o planejamento, a repressão e principalmente apoio à pessoa, após ser retirada dessa situação para que ela não volte a ser vítima de empregadores mal-intencionados”, ressaltou Borges, que também é auditor da Superintendência Regional do Trabalho (SRT-MT). 

Durante a reunião de lançamento do fluxograma, também foram definidas ações para o dia 28 de janeiro, quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Uma delas prevê a difusão do conhecimento sobre a definição de trabalho escravo a partir dos representantes de sindicatos dos trabalhadores e os agentes de assistência social de cada município do Estado.

O secretário Adjunto de Direitos Humanos, Kennedy Dias, acatou o plano apresentado pelo Coetrae a partir da atuação dos assistentes sociais do interior do estado. “Trazendo esses agentes, vamos conseguir fomentar essas informações nos municípios. Assim, começamos a fazer um trabalho de prevenção e não de ostensão, pois estamos falando em criar uma rede de conscientização” destacou.

Fonte: GOV MT

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