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Economia

Empresas de elevadores rebatem Bolsonaro após declaração sobre energia

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Presidente Jair Bolsonaro
Reprodução/TV Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em sua live de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar da crise hídrica e pediu a colaboração das pessoas. Mas, além de solicitar que cada um apague uma luz para reduzir o risco de apagões e racionamento, o  presidente apelou para que as pessoas tomem banho frio e deixem de usar elevadores.

“Aqui (no Palácio da Alvorada) são três andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio… Ajude a gente. Quanto menos mexer no elevador, mais economia de energia nós temos”, disse Bolsonaro durante a live.

Entretanto, a dica de energia e pedido de economia incomodou a um setor específico: as empresas de elevadores. Nesta sexta (24), a Associação Brasileira das Empresas de Elevadores (Abeel) publicou uma nota esclarecendo o presidente e o país que o elevador não é o vilão da conta de luz.

Segundo a entidade, os novos elevadores são muito eficientes. O maior problema, de acordo com a associação, são os elevadores velhos, gastadores. “Os vilões no consumo de energia são os elevadores antigos, que consomem 40% a mais do que os mais novos ou que já foram modernizados”, afirma a entidade.

E eles só não são trocados pela crise econômica, que de acordo com especialistas, é agravada com os problemas políticos do governo. “As sucessivas crises econômicas fazem com que os condomínios adiem as modernizações necessárias para economizar recursos e travam novos investimentos. O consumo médio de um elevador corresponde de 6% a 7% do custo da manutenção total de um condomínio. Além disso, algumas medidas simples podem gerar menor consumo nos elevadores. Por exemplo, é o caso da substituição de algumas peças”, afirma a nota da entidade.

“A modernização de elevadores pode reduzir drasticamente o consumo dos elevadores no prédio. Essa economia se torna essencial nesse momento de crise energética enfrentada pelo país e de aumento de custos e de inflação para as famílias”, afirma Marcelo Braga, presidente da Abeel, lembrando que um elevador modernizado economiza mais de 20% na conta de energia do condomínio.

Criada em 2019, a Abeel conta com mais de 130 associados e, além de empresas de elevadores, tem entre seus membros outro segmento que, a princípio parece concorrente: o de escadas rolantes. Neste caso, a entidade afirma que a modernização também pode gerar ganhos energéticos e econômicos.

“A Abeel estuda a criação de uma campanha de incentivo à modernização dos elevadores e escadas rolantes em todo o país para ampliar a segurança dos usuários, o conforto e, especialmente, evitar aumento de custos de energia em crises como a atual”, afirma a nota.

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Economia

Caminhoneiros: governo marca reunião com líderes para evitar greve

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Greve dos caminhoneiros: governo marca reunião com líderes para evitar paralisação
Reprodução/Twitter

Greve dos caminhoneiros: governo marca reunião com líderes para evitar paralisação

Diante da promessa de uma greve pelos caminhoneiros, com início marcado a partir do dia 1º de novembro, o governo resolveu agir para evitá-la. Em 28 de outubro, os ministros Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Tarcísio de Feitas, da Infraestrutura, devem se reunir com líderes da categoria e com o presidente da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas, deputado Nereu Crispim (PSL-RS). A informação é do colunista Chico Alves do  UOL .

Até poucos dias atrás, o governo não acreditava em uma adesão significativa à paralisação . Porém, desde que foi marcada a greve, caminhoneiros têm demonstrado cada vez mais insatisfação, sobretudo, com a escalada nos preços do diesel. Inclusive, já há manifestações desde ontem em seis estados brasileiros , o que tem provocado um desabastecimento de combustíveis nos postos do país . Esses fatores têm preocupado o Palácio do Planalto.

Para compensar a alta do diesel, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou na última quinta-feira (21) que o governo pagaria uma “ajuda” de R$ 400 para caminhoneiros autônomos . Mas a declaração repercutiu mal entre a categoria, que considerou o benefício uma espécie de “esmola”.

Na reunião, os líderes caminhoneiros devem negociar com os ministros o fim da paridade do preço do petróleo com o mercado internacional, a criação de uma tarifa fixa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a instituição do Piso Mínimo de Frete e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“Se eles não sabem como baixar o preço dos combustíveis, os caminhoneiros sabem”, afirmou deputado Nereu Crispim (PSL-RS) ao UOL .

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Economia

Após reunião, Guedes e Bolsonaro se entendem e ministro permanecerá no governo

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Paulo Guedes, Ministro da Economia
Edu Andrade/ Ascom ME

Paulo Guedes, Ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, continuará no governo federal pelo menos até os próximos meses. A confirmação aconteceu em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (22), ao lado do presidente Jair Bolsonaro, na sede do Ministério da Economia. 

Até o começo desta sexta, havia especulação sobre a possibilidade de saída do ministro, após a debandada de sua equipe na última quinta-feira (21). Dois de seus principais secretários, Bruno Funchal (Orçamento) e Jeferson Bitencourt (Tesouro Nacional), deixaram a pasta. Outros dois secretários adjuntos também pediram demissão. 

A saída dos secretários aconteceu após desavenças sobre o pagamento do novo programa social do governo federal. A ala política quer o benefício em R$ 400 enquanto a equipe econômica diz que poderá gastar apenas R$ 300.

Uma das sugestões de apoiadores de Bolsonaro era usar os R$ 300 dentro do Orçamento do Bolsa Família e um auxílio temporário de R$ 100 até dezembro de 2022 contabilizado fora do teto de gastos. A proposta causou reboliço no mercado financeiro e culminou na demissão dos secretários de Paulo Guedes. 

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Na coletiva, Bolsonaro e Guedes fizeram um histórico sobre o Auxílio Brasil e valor dos combustíveis. O ministro da Economia lembrou que as negociações precisariam pesar entre os desejos políticos e a possibilidade de gasto da União em 2022. 

Mas logo Guedes fez questão de minimizar as saídas de Funchal e Bitencourt e afirmou ser ‘normal’ o pedido de demissão deles.

*Reportagem em atualização

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