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Eleições

Em Tangará, novatos surpreendem e aparecem entre os vereadores mais votados

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Davi Oliveira e Eduardo Sanches, separados por apenas 5 votos, foram os mais votados nestas eleições em Tangará.

Com 7 novos nomes eleitos em meio aos 14 representantes da população tangaraense no poder Legislativo da cidade, a renovação na Câmara Municipal de Vereadores para a legislatura 2021-2024 foi de 50%. Não é absurdo dizer que os novatos protagonizaram a eleição proporcional, especialmente por dois deles terem aparecido entre os mais votados.

O assistente social Davi Oliveira (PSB), de 40 anos, obteve 1.125 votos e foi o vereador mais votado dessas eleições. A diferença na votação para o engenheiro civil Eduardo Sanches (PSL), foi de apenas 5 votos. Os 1.120 eleitores que conduziram Eduardo, de 29 anos ao cargo de vereador, fizeram dele o segundo mais jovem da história da Câmara Municipal. A ‘marca’ de mais jovem a assumir pertence a Claudinho Frare (REP), que assumiu o cargo aos 26 anos. O segundo mais jovem até então era Fabão (PSDB). Reeleito para sua quarta legislatura neste pleito, ele assumiu pela primeira vez aos 32 anos.

Outra surpresa foi a comerciante Elaine Antunes de França, de 41 anos. Concorrendo pelo Podemos, ela obteve 695 votos e se juntará às reeleitas Dona Neide e Sandra Garcia, ambas do PSDB, para subir de dois para três o número de mulheres na Casa de Leis. O médico Dr. Bandeira (PDT) também conseguiu se eleger. Aos 69 anos, Bandeira será o homem mais velho da Câmara Municipal na próxima legislatura. Entre os 14 eleitos, ele foi o menos votado, tendo recebido 403 votos, sendo assim eleito por média.

De suplentes a titulares

Edmilson Porfírio (PODE), Nivaldo Leiteiro (PODE) e Ademir Anibale (MDB) também representam parte dos 50% da renovação, mas são casos diferentes. Os três haviam conseguido suplência na eleição de 2016 e até chegaram a assumir periodicamente nesta legislatura. Vale ressaltar o ganho e perda de eleitorado entre os três.

Filho do ex-vereador e Secretário de Infraestrutura, Paulo Porfírio, Edmilson tem 40 anos e trabalha como motorista particular. Ele saltou de 716 votos em 2016 para 1.023 votos neste ano, sendo o terceiro mais votado. O agricultor Nivaldo Leiteiro, de 52 anos, saiu dos 662 votos de quatro anos atrás para 788 votos em 2020. Já o ex-secretário de esportes, Ademir Anibale, de 55 anos, recebeu menos votos do que na eleição anterior, caindo de 736 para 546 votos nesta eleição. Ainda assim, o emedebista que bateu na trave em eleições anteriores, conseguiu se eleger tendo sido o 14º mais votado na votação geral.

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Eleições

Em Tangará, 4 candidatos a vereador ficaram entre os 14 mais votados, mas não se elegeram

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A eleição do último domingo (15) resultou numa renovação de 50% na Câmara Municipal de Vereadores de Tangará da Serra. O percentual poderia ter sido ainda maior, não fosse o sistema proporcional de votação. Se os 14 candidatos mais votados tivessem sido eleitos, 11 novos vereadores teriam sido eleitos ao todo e a renovação no Legislativo teria atingido o índice de 78,57%.

Ficaram de fora quatro nomes. Rui Wolfart (PP) recebeu 737 votos e foi o 8º mais votado na ‘classificação geral’. Também teriam sido eleitos Professor Altair (PODE), Sasá da Escolinha (PODE) e Horácio Pereira (PSL), 11º, 12º e 13º colocados respectivamente. Altair teve 589 votos, Sasá obteve 561 e Horácio, 551. Para se ter ideia, eles conseguiram votação maior do que vereadores (re)eleitos que figuraram na classificação final abaixo dos 14 mais votados, casos de Sebastian Ramos (PTB) que recebeu 524 votos, Rogério Silva (DEM) que obteve 520 votos, Romer Japonês (PV) que teve 416 votos e Dr. Bandeira (PDT) que saiu vitorioso com 403 votos.

Nas redes sociais, alguns eleitores manifestaram descontentamento e reprovação à  regra do quociente eleitoral. O cientista político Raimundo França explica que, diferentemente do sistema majoritário pelos quais são eleitos prefeitos, governadores, senadores e presidentes, o sistema proporcional é usado para escolher vereadores e deputados estaduais e federais. Por este último, para chegar até o quociente, divide-se o número de vagas no Legislativo pelo número de eleitores.

“Embora você tenha os 14 mais votados, não significa necessariamente que os 14 mais votados serão eleitos, porque a vaga da representatividade não se dá de forma nominal, pelo candidato. Se dá pelo partido. Então, os partidos que forem atingindo o coeficiente eleitoral, terão direito às vagas”, detalhou.

Em Tangará da Serra, o quociente é obtido ao dividir os aproximadamente 69 mil eleitores pelas 14 cadeiras do parlamento municipal. Assim, o quociente estimado é de aproximadamente 4990 votos para os partidos. O cientista político ressalta ainda que a regra passou por algumas mudanças. Antes, os partidos podiam se coligar para facilitar o alcance do quociente, o que não é mais permitido pela Justiça Eleitoral.

“Hoje, como não há isso, ficou mais difícil para os partidos sem menor expressão e com menor representatividade atingirem essa cláusula, que acaba sendo uma espécie de cláusula de barreira para impedir que esses partidos que são criados de forma rarefeita, sem identidade e representatividade efetiva, passem a orbitar na esfera desse sistema pluripartidário que nós temos”, complementou Raimundo.

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Eleições

6 vereadores não conseguem reeleição e deixarão suas cadeiras na Câmara Municipal

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Candidatos que não conseguiram reeleição para o cargo de vereador em ordem alfabética.

As eleições do último domingo (15) trouxeram algumas surpresas. A lista dos mais votados foi encabeçada pelos debutantes na política Davi Oliveira (PSB) e Eduardo Sanches (PSL), que foram os dois mais votados por uma diferença de apenas 5 votos. A renovação da Casa de Leis foi de 50%, já que 7 vereadores conseguiram a reeleição. Além de Claudinho Frare (REP) que concorreu à Prefeitura, mais seis parlamentares deixarão a Câmara Municipal após serem derrotados nas urnas. O desempenho garantiu a alguns suplência na próxima legislatura. A outros, nem isso.

O atual presidente da Câmara, Ronaldo Quintão (PSL), eleito com 715 votos em 2016, recebeu 210 votos. Professor Vagner (PSDB) teve grande retração em sua votação, tendo recebido 1.048 votos em 2016 e 511 em 2020, deixando a Câmara após três mandatos. Outra perda de eleitorado considerável foi de Niltinho do Lanche (MDB), que caiu de 1.179 votos na eleição passada para 529 votos nesta eleição, também deixando o Legislativo após três mandatos seguidos.

Carlinho da Esmeralda, que teve a primeira experiência política foi outro a perder eleitorado e não conseguir a reeleição. Em 2016, obteve 782 votos e agora, 229. Zedeca (MDB) desceu dos 961 votos para 348 em 2020 e sairá do cargo também após três mandatos consecutivos. Wilson Verta (PSDB) viu a votação reduzir de 912 para 498 votos em quatro anos.

Por ter optado pela disputa do cargo de prefeito, Claudinho Frare (REP) também se afastará da Câmara. Traçando paralelo com Silvio Sommavilla (PDT), que era vereador e tentou a Prefeitura em 2016, Frare conseguiu mais votos que o ex-presidente da Câmara.

Sommavilla foi eleito vereador em 2012 com 1.289 votos, sendo o segundo mais votado. Para prefeito em 2016, recebeu 1.039 votos, ficando em quarto. Frare, por sua vez, cresceu entre os eleitores, saltando de 1.451 votos para vereador em 2016 quando foi o terceiro mais votado, para 1.744 votos na corrida pelo Paço Municipal em 2020.

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