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Eleições

Em Tangará, 4 candidatos a vereador ficaram entre os 14 mais votados, mas não se elegeram

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A eleição do último domingo (15) resultou numa renovação de 50% na Câmara Municipal de Vereadores de Tangará da Serra. O percentual poderia ter sido ainda maior, não fosse o sistema proporcional de votação. Se os 14 candidatos mais votados tivessem sido eleitos, 11 novos vereadores teriam sido eleitos ao todo e a renovação no Legislativo teria atingido o índice de 78,57%.

Ficaram de fora quatro nomes. Rui Wolfart (PP) recebeu 737 votos e foi o 8º mais votado na ‘classificação geral’. Também teriam sido eleitos Professor Altair (PODE), Sasá da Escolinha (PODE) e Horácio Pereira (PSL), 11º, 12º e 13º colocados respectivamente. Altair teve 589 votos, Sasá obteve 561 e Horácio, 551. Para se ter ideia, eles conseguiram votação maior do que vereadores (re)eleitos que figuraram na classificação final abaixo dos 14 mais votados, casos de Sebastian Ramos (PTB) que recebeu 524 votos, Rogério Silva (DEM) que obteve 520 votos, Romer Japonês (PV) que teve 416 votos e Dr. Bandeira (PDT) que saiu vitorioso com 403 votos.

Nas redes sociais, alguns eleitores manifestaram descontentamento e reprovação à  regra do quociente eleitoral. O cientista político Raimundo França explica que, diferentemente do sistema majoritário pelos quais são eleitos prefeitos, governadores, senadores e presidentes, o sistema proporcional é usado para escolher vereadores e deputados estaduais e federais. Por este último, para chegar até o quociente, divide-se o número de vagas no Legislativo pelo número de eleitores.

“Embora você tenha os 14 mais votados, não significa necessariamente que os 14 mais votados serão eleitos, porque a vaga da representatividade não se dá de forma nominal, pelo candidato. Se dá pelo partido. Então, os partidos que forem atingindo o coeficiente eleitoral, terão direito às vagas”, detalhou.

Em Tangará da Serra, o quociente é obtido ao dividir os aproximadamente 69 mil eleitores pelas 14 cadeiras do parlamento municipal. Assim, o quociente estimado é de aproximadamente 4990 votos para os partidos. O cientista político ressalta ainda que a regra passou por algumas mudanças. Antes, os partidos podiam se coligar para facilitar o alcance do quociente, o que não é mais permitido pela Justiça Eleitoral.

“Hoje, como não há isso, ficou mais difícil para os partidos sem menor expressão e com menor representatividade atingirem essa cláusula, que acaba sendo uma espécie de cláusula de barreira para impedir que esses partidos que são criados de forma rarefeita, sem identidade e representatividade efetiva, passem a orbitar na esfera desse sistema pluripartidário que nós temos”, complementou Raimundo.

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Eleições

6 vereadores não conseguem reeleição e deixarão suas cadeiras na Câmara Municipal

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Candidatos que não conseguiram reeleição para o cargo de vereador em ordem alfabética.

As eleições do último domingo (15) trouxeram algumas surpresas. A lista dos mais votados foi encabeçada pelos debutantes na política Davi Oliveira (PSB) e Eduardo Sanches (PSL), que foram os dois mais votados por uma diferença de apenas 5 votos. A renovação da Casa de Leis foi de 50%, já que 7 vereadores conseguiram a reeleição. Além de Claudinho Frare (REP) que concorreu à Prefeitura, mais seis parlamentares deixarão a Câmara Municipal após serem derrotados nas urnas. O desempenho garantiu a alguns suplência na próxima legislatura. A outros, nem isso.

O atual presidente da Câmara, Ronaldo Quintão (PSL), eleito com 715 votos em 2016, recebeu 210 votos. Professor Vagner (PSDB) teve grande retração em sua votação, tendo recebido 1.048 votos em 2016 e 511 em 2020, deixando a Câmara após três mandatos. Outra perda de eleitorado considerável foi de Niltinho do Lanche (MDB), que caiu de 1.179 votos na eleição passada para 529 votos nesta eleição, também deixando o Legislativo após três mandatos seguidos.

Carlinho da Esmeralda, que teve a primeira experiência política foi outro a perder eleitorado e não conseguir a reeleição. Em 2016, obteve 782 votos e agora, 229. Zedeca (MDB) desceu dos 961 votos para 348 em 2020 e sairá do cargo também após três mandatos consecutivos. Wilson Verta (PSDB) viu a votação reduzir de 912 para 498 votos em quatro anos.

Por ter optado pela disputa do cargo de prefeito, Claudinho Frare (REP) também se afastará da Câmara. Traçando paralelo com Silvio Sommavilla (PDT), que era vereador e tentou a Prefeitura em 2016, Frare conseguiu mais votos que o ex-presidente da Câmara.

Sommavilla foi eleito vereador em 2012 com 1.289 votos, sendo o segundo mais votado. Para prefeito em 2016, recebeu 1.039 votos, ficando em quarto. Frare, por sua vez, cresceu entre os eleitores, saltando de 1.451 votos para vereador em 2016 quando foi o terceiro mais votado, para 1.744 votos na corrida pelo Paço Municipal em 2020.

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Eleições

7 vereadores se reelegem, mas veem votação de 2016 diminuir em 2020

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Candidatos reeleitos, em ordem alfabética.

Com 95 candidatos a mais do que na última eleição, a Câmara Municipal de Vereadores de Tangará da Serra teve renovação de 50% nestas eleições de 2020. Em 2016, o resultado trouxe 6 vereadores reeleitos com relação a 2012. Desta vez, o número subiu para 7, muito por conta do sistema que contabiliza a votação por quociente eleitoral e média.

Reelegeram-se Hélio da Nazaré (PSD), Dona Neide (PSDB), Sandra Garcia (PSDB), Fabão (PSDB), Professor Sebastian (PTB) e Rogério Silva (DEM) e Romer Japonês (PV). Destes, Dona Neide, Professor Sebastian, Romer Japonês e Rogério Silva trocaram de partido de uma eleição para outra. Os demais, mantiveram-se fiéis às respectivas siglas. Se os 14 mais votados fossem considerados eleitos, Sebastian, Rogério e Romer não teriam seguido na Câmara Municipal. De qualquer forma, todos os que se reelegeram viram uma retração em seu eleitorado.

Hélio, que foi o mais votado em 2016, obteve 1.836 votos naquela eleição. Nesta, o número foi de 1.004 votos, e o ex-presidente da Câmara foi o quarto mais votado. Dona Neide também viu o número de eleitores cair de uma eleição para outra. Indo para o terceiro mandato, ela decresceu de 1.068 votos em 2016 para 796 em 2020. Sandra Garcia perdeu viu a margem de votação reduzir de 925 para 741 votos de 2016 para 2020.

Fábio Brito, o Fabão, pegou suplência em 2008 e assumiu o cargo até o fim daquela legislatura. Após eleger-se em 2012 e conseguir reeleição em 2016, vai participar da quarta legislatura seguida e cumprir o terceiro mandato consecutivo a partir de 2021. O vereador viu diminuição no seu eleitorado de 746 votos em 2016 para 623 nessas eleições.

Romer Japonês foi um caso de reeleição a parte. Ele que já havia sido vereador entre 2013 e 2016, ficou na suplência nesta legislatura. Com a renúncia de Maurizan Godói, assumiu a cadeira e conseguiu a reeleição. Em 2016, ele conquistou 872 votos. Desta vez, o número caiu para 416.

Quem teve maior queda na votação de 2016 para cá foi Rogério Silva. O vereador, que também irá para seu quarto mandato, teve 944 votos a menos da eleição passada para esta, caindo de 1.464 para 520 votos. A votação do último domingo, aliás, foi a mais baixa do vereador desde quando ele se elegeu pela primeira vez em 2012, oportunidade em que somou 540 votos.

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