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Em entrevista por cartas, Lula garante que venceria Bolsonaro nas eleições 2018

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'Fez política, e não justiça' disse o ex-presidente Lula sobre a atuação do ex-juiz federal Sergio Moro
Ricardo Stuckert
‘Fez política, e não justiça’ disse o ex-presidente Lula sobre a atuação do ex-juiz federal Sergio Moro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em sua primeira entrevista da cadeia, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), só ganhou as eleições porque não concorreu contra ele. Proibido de dar entrevistas pessoalmente, Lula respondeu perguntas da BBC
por meio de cartas. 

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“Bolsonaro só venceu porque não correu contra mim”, afirmou Lula
na entrevista feita por intermédio do jornalista Kennedy Alencar, seu ex-assessor. O petista ainda garantiu que está preso sem motivo e voltou a fazer críticas ao ex-juiz federal Sérgio Moro.

“Ele [Moro] fez política, e não justiça, e agora se beneficia disso”, disse o ex-presidente. Lula acusa Moro
de ter agido politicamente para prendê-lo e, assim, tirá-lo da disputa presidencial quando aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça. 

Em suas cartas, Lula também afirma que foi condenado por ser “o presidente de maior sucesso da República” e “o que mais fez pelos pobres”. “Moro sabia que, se agisse de acordo com a lei, teria que absolver-me e eu seria eleito presidente”, escreveu. 

O ex-juiz respondeu às declarações do ex-presidente ao jornalista Kennedy Alencar e afirmou que Lula foi condenado por ser o “autor intelectual do escândalo da Petrobras”. Moro também disse que sua nomeação como ministro não teve nada a ver com a prisão e que ele “nem conhecia o presidente eleito em 2017 quando a sentença foi cumprida”. 

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Em sua conta do Twitter, o presidente eleito, Jair  Bolsonaro
, também respondeu ao ex-presidente Lula, ironizando a sua declaração sobre a corrida presidencial deste ano. “Só não concorri com Lula porque ele está preso, condenado por corrupção!”, escreveu. 

Lula
foi condenado por Moro – que na época era juiz de primeira instância – a nove anos e meio de prisão. Na segunda instância, julgado por desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, o ex-presidente teve a pena aumentada para 12 anos e um mês, acusado de receber propina de 2,2 milhões da OAS por meio de um triplex no Guarujá. 

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Lula é investigado em novo inquérito por invasão do MTST ao tríplex do Guarujá

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Lula deverá ser ouvido pela PF na próxima terça-feira
Ricardo Stuckert
Lula deverá ser ouvido pela PF na próxima terça-feira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agora é investigado em mais um inquérito. A Polícia Federal apura se ele influenciou o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) a invadir o tríplex do Guarujá, que é atribuído a ele. As informações são do jornal Folha de S.Paulo
.

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Em abril do ano passado, cerca de 30 manifestantes do MTST invadiram o apartamento para protestar contra a prisão de Lula
. Quem coordenou a ocupação foi Guilherme Boulos (PSOL). “Se o tríplex é dele, então o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, precisam explicar por que ele está preso”, afirmou Boulos na época.

Em um discurso antes de ser preso, no dia 7 de abril do ano passado, o ex-presidente afirmou que foi condenado “por um desgraçado de um apartamento” que não pertence a ele e afirmou que já havia pedido que Boulos “mandar o pessoal dele ocupar”.

Agora, a PF investiga se a fala do petista influenciou o MTST
a invadir o tríplex e se houve esbulho processório, ou seja, quando se invade “terreno ou edifício alheio”. A pena é de até seis meses e multa. O ex-presidente será ouvido na próxima terça-feira.

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Nessa quinta-feira, a defesa reiterou um pedido ao STF para que a ação penal sobre o sítio de Atibaia saia da Justiça Federal do Paraná. O pedido já havia sido feito em maio do ano passado e refeito quando ele foi condenado. Agora, a defesa pede “urgência e prioridade” para a questão. 

O principal argumento é de que o STF já havia decidido retirar do Paraná os trechos da delação da Odebrecht sobre o sítio, em abril. A decisão, no entanto, não proibiu a Justiça do estado de usar as informações. A defesa do petista quer que o caso prossiga em Brasília ou em São Paulo, onde os fatos investigados na ação ocorreram.

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Lula
foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, ligado à Operação Lava Jato. A primeira instância considerou que o ex-presidente recebeu propina quando estava reformando o imóvel. 


Fonte: IG Nacional
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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro repassava 60% do salário para Fabrício Queiroz

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Fabrício Queiroz foi citado em depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro ao MP
Reprodução/SBT
Fabrício Queiroz foi citado em depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro ao MP


O ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Agostinho Moraes da Silva, afirmou que repassava cerca de 60% de seu salário para Fabrício Queiroz, outro ex-assessor do agora senador. O depoimento foi dado aos promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro que investigam movimentações financeiras suspeitas feitas por Queiroz, conforme identificou relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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A testemunha, primeira ouvida no caso, afirmou que todos os meses repassava R$ 4 mil dos R$ 6 mil que recebia como seu salário na Alerj  para Fabrício Queiroz
. Agostinho disse que este dinheiro era aplicado em compras e vendas de veículos mediadas pelo “amigo” Queiroz e que os rendimentos, ao final de meses, eram maiores do que o que ganharia se aplicasse em fundos de investimentos de banco.

O ex-assessor apontou que recebia um lucro mensal de 18% das mãos de Queiroz. Na época, ambos trabalhavam no gabinete de Flávio Bolsonaro
na Alerj. Os repasses nunca foram declarados à Receita Federal.

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O caso Queiroz nasceu graças a uma investigação iniciada com a Operação Lava Jato
no Rio de Janeiro, que analisa a ação de deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Alerj) em contratos.

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Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por identificar movimentações financeiras, Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Nantes Bolsonaro (PSL), recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete do deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público quer esclarecer essas movimentações.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas.

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Em meio à polêmica, o próprio Flávio Bolsonaro e os familiares de Fabrício Queiroz
, entre eles sua esposa, Marcia Aguiar Queiroz, e suas duas filhas, Evelyn Queiroz e a própria Nathalia Queiroz, também foram convidados pelo Ministério Público a prestarem depoimento, mas não compareceram.

Fonte: IG Nacional
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