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Em 2018, governo de MG aprovou obras da Vale que colocavam Brumadinho em risco

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Bombeiros trabalham na busca por vítimas da tragédia de Brumadinho (MG); por enquanto, foram confirmadas 157 mortes
Divulgação/Corpo de Bombeiros MG

Bombeiros trabalham na busca por vítimas da tragédia de Brumadinho (MG); por enquanto, foram confirmadas 157 mortes

O governo de Minas Gerais aprovou, pouco menos de um mês antes da tragédia provocada pelo rompimento da barregam da Vale em Brumadinho, ações da mineradora em um projeto de expansão das minas do Córrego do Feijão, onde ocorreu o desastre. A obras autorizadas colocavam a região em risco. 

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De acordo com uma reportagem da Globo News , transmitida na manhã deste domingo (10), em dezembro do ano passado, a Vale obteve autorização do governo mineiro para fazer explosões e usar equipamento pesado nas minas de Brumadinho . As obras previstas, no entanto, contrariavam algumas das recomendações de segurança de um relatório de julho.

No documento, elaborado pela consultora Tüv Süd a pedido da própria Vale , ficou atestada a estabilidade da estrutura, mas com ressalvas: a estabilidade do alteamento estava no limite de segurança das normas brasileiras.

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Por conta disso, o estudo recomendava à Vale que tomasse providências para aumentar a segurança e evitar a liquefação, uma das possíveis causas do rompimento da barragem . O documento ainda recomendava que não fossem feitas explosões nas redondezas da mina e que não fossem usados equipamentos pesados na estrutura – justamente o que foi, em dezembro, aprovado pela Secretaria do Meio Ambiente (Semad) de Minas Gerais.

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Embora a Vale não tenha revelado se tais obras haviam sido iniciadas, elas estavam permitidas pelo governo de Minas Gerais , em dezembro, em detrimento de um laudo técnico assinado por uma consultora em julho. 

O rompimento da barragem de Brumadinho  deixou, até agora, um total de 157 mortos e 182 desaparecidos , passando a ser a maior tragédia humana já ocorrida no Brasil, com envolvimento de mineradoras. Atualmente, os bombeiros fazem buscas em cerca de 45 pontos da região atingida pela lama, com especial atenção para o ITM, os vestiários e o entorno do estacionamento, onde as equipes se concentram mais. 

* Com informações da Agência Brasil.

Fonte: IG Nacional
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Da suspeita de laranjas em eleição à provável demissão, entenda o caso Bebianno

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Um dos maiores aliados de Jair Bolsonaro na campanha que elegeu o ex-deputado federal, o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência da República, está muito perto de deixar o governo. De acordo com dois interlocutores do Planalto ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo ,  a  exoneração de Bebianno já foi assinada pelo presidente e será publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (18).

Se o resultado da crise provocada pelo caso Bebianno  for mesmo a saída do ministro, o próprio  Bebianno já parece conformado ao dizer neste sábado (16), em entrevista ao jornal A Folha de S. Paulo , que a “tendência é essa, exoneração”, mas que aguarda o documento oficial: “Eu quero ver o papel com a exoneração, a hora em que sair o papel com a exoneração é porque eu fui exonerado”.


Caso Bebianno abre crise no governo menos de dois meses após a posse
Fernando Frazão/Agência Brasil – 18.10.18

Caso Bebianno abre crise no governo menos de dois meses após a posse

A crise envolvendo o nome de Gustavo Bebianno teve início há alguns dias quando a 
Folha publicou uma reportagem
que revelou um repasse de R$ 400 mil do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro , para uma candidata a deputada federal pela sigla em Pernambuco.

A candidata, Maria de Lourdes Paixão, recebeu apenas 274 votos, mas abocanhou o terceiro maior repasse do fundo partidário do PSL nas eleições. Dos R$ 400 mil, R$ 380 mil foram gastos em uma gráfica que, segundo a Folha , não existe. Na época, Bebianno era presidente do PSL e responsável por autorizar os repasses para os candidatos.

Diante dessas informações, há a suspeita de que a candidatura de Maria tenha sido uma “candidatura laranja”, ou seja, não havia a intenção real de eleger a candidata, mas a de, possivelmente, desviar dinheiro público do fundo partidário. Para você entender a crise que tem afetado o governo Bolsonaro, confira a cronologia do caso Bebianno .

Caso Bebianno: a suspeita e o início da crise

O caso Benianno começou quando a   Folha  publicou no final de semana, uma reportagem que revelando um repasse de R$ 400 mil do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para a candidatura de Maria de Lourdes Paixão ao cargo de deputada federal, pela sigla em Pernambuco.

Já na segunda-feira (12), a Polícia Federal abriu procedimento para investigar o caso , intimando a ex-candidata a prestar depoimento. Além do alto montante repassado a uma candidatura inexpressiva, o fator que motivou suspeitas por parte da Polícia Federal é a data em que o repasse foi efetivado.

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De acordo com as informações repassadas pela campanha à Justiça Eleitoral, Lourdes Paixão recebeu os R$ 400 mil da Direção Nacional do partido no dia 3 de outubro, apenas quatro dias antes da eleição. No mesmo dia, a candidata contratou serviços de uma gráfica para a confecção de 5 milhões de santinhos, mesmo havendo apenas mais três dias para distribuição.

O nome de Gustavo Bebianno veio à tona justamente por ser o presidente nacional do PSL na época das eleições, sendo responsável pela autorização de repasse das verbas públicas. O ministro, por sua vez, negou as acusações e afirmou que falado com Bolsonaro sobre o assunto enquanto ele estava no hospital.

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Caso Bebianno: ministro é chamado de mentiroso


Bebianno e Carlos Bolsonaro
iG Arte/Agência Brasil e Instagram

Bebianno e Carlos Bolsonaro

Após rumores no Palácio do Planalto sobre uma suposta nova crise desencadeada no governo federal protagonizada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno afirmou à imprensa que “não existia crise nenhuma” e que, na terça-feira (12), teria falado três vezes com o presidente Jair Bolsonaro. “Não existe crise nenhuma. Só hoje falei três vezes com o presidente”, declarou Bebianno ao jornal O Globo , negando ser motivo de instabilidade no executivo.

Porém, na quarta-feira (13), o vereador  Carlos Bolsonaro desmentiu o ministro em uma rede social. O filho do presidente afirmou que tal declaração é uma “mentira absoluta”, pois esteve o dia inteiro ao lado do pai –no Hospital Albert Einstein, onde estava internado até a tarde do dia 13, em São Paulo – e não presenciou qualquer conversa entre o presidente e o seu ministro. 

A declaração de Carlos agravou ainda mais os rumores sobre uma crise no governo federal, tirando parte da credibilidade de um dos ministros mais importantes do governo Bolsonaro. O fato é que, não é de hoje que o ministro é visto como um desafeto do vereador Carlos Bolsonaro . Afinal, o parlamentar carioca seria o responsável por advogar junto ao pai para que Bebianno tenha menos poder no governo federal, apesar de ocupar o cargo de confiança que ocupa.

Com a crise instaurada,  Bebianno cancelou todos os compromissos oficiais  e em entrevista do BR18, do jornal O Estado de S.Paulo , afirmou que falaria com Bolsonaro e que não pediria demissão . “O que chamam de inferno eu chamo de lar”, disse.

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Caso Bebianno: políticos comentam e questionam


Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno.
Marcos Oliveira/Agência Senado

Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno.

A deputada estadual por São Paulo Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno . Para a parlamentar, o motivo do afastamento do ministro não está claro e ressaltou que “um líder precisa adotar critérios minimamente claros”.

“Se é verdade que Bebbiano [Bebianno] está saindo por um eventual envolvimento com as supostas laranjas, outro membro da equipe citado em situação ainda mais problemática deve ser afastado também”, escreveu Janaína, referindo-se ao  ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) , que também foi acusado se envolvimento em esquema com laranjas.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também se pronunciou sobre o caso Benianno , criticando o governo de Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira (15). Em sua conta do Twitter, FHC afirmou que o atual governo é “desordenado” e que “está abusando”. 

Já a deputada federal Joice Hasselmann (PSL) afirmou na quarta-feira (13) que as recentes declarações do vereador Carlos Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), sobre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno,  “gera uma crise desnecessária” dentro do governo.

“É uma coisa de louco, é inimaginável uma coisa dessa. Tem que ter separação. Casa do presidente é uma coisa, palácio é outra coisa. O Palácio [do Planalto] não pode invadir a casa do presidente. Não pode ter puxadinho”, disse Joice sobre a polêmica. “Se há um problema entre o ministro e o presidente, tem que lavar a roupa suja em casa”, completou a deputada.

Caso Bebianno: desfecho e provável exoneração


 “O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro.”; afirmou Jair Bolsonaro
Alan Santos / PR

“O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro.”; afirmou Jair Bolsonaro


O desfecho do  caso Benianno  foi anunciado quando, no fim da tarde de sexta-feira (15), houve um encontro tenso entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em Brasília.

De acordo com informações dadas por fontes aos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo , logo após a reunião,  Bolsonaro teria informado à sua equipe a demissão de Gustavo Bebianno . Mais tarde, o ministro teria confirmado a saída à seus aliados.

Em sua conta oficial no Instagram, Bebianno publicou uma foto de um texto, atribuído ao escritor Edgard Abbehusen, em que diz que “a lealdade é um gesto bonito das boas amizades.” A mensagem também diz que “saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade” e encerra dizendo que “uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitato, vivera sempre esperando o mundo”.

O desfecho do caso Benianno  será a provável exoneração do ministro, que deverá ser oficializada na segunda-feira (18).

Fonte: IG Política
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Da suspeita de laranjas em eleição à provável demissão, entenda o caso Bebianno

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Um dos maiores aliados de Jair Bolsonaro na campanha que elegeu o ex-deputado federal, o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência da República, está muito perto de deixar o governo. De acordo com dois interlocutores do Planalto ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo ,  a  exoneração de Bebianno já foi assinada pelo presidente e será publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (18).

Se o resultado da crise provocada pelo caso Bebianno  for mesmo a saída do ministro, o próprio  Bebianno já parece conformado ao dizer neste sábado (16), em entrevista ao jornal A Folha de S. Paulo , que a “tendência é essa, exoneração”, mas que aguarda o documento oficial: “Eu quero ver o papel com a exoneração, a hora em que sair o papel com a exoneração é porque eu fui exonerado”.


Caso Bebianno abre crise no governo menos de dois meses após a posse
Fernando Frazão/Agência Brasil – 18.10.18

Caso Bebianno abre crise no governo menos de dois meses após a posse

A crise envolvendo o nome de Gustavo Bebianno teve início há alguns dias quando a 
Folha publicou uma reportagem
que revelou um repasse de R$ 400 mil do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro , para uma candidata a deputada federal pela sigla em Pernambuco.

A candidata, Maria de Lourdes Paixão, recebeu apenas 274 votos, mas abocanhou o terceiro maior repasse do fundo partidário do PSL nas eleições. Dos R$ 400 mil, R$ 380 mil foram gastos em uma gráfica que, segundo a Folha , não existe. Na época, Bebianno era presidente do PSL e responsável por autorizar os repasses para os candidatos.

Leia mais:  Polícia prende usuários de drones que  atrapalharam o aeroporto de Londres

Diante dessas informações, há a suspeita de que a candidatura de Maria tenha sido uma “candidatura laranja”, ou seja, não havia a intenção real de eleger a candidata, mas a de, possivelmente, desviar dinheiro público do fundo partidário. Para você entender a crise que tem afetado o governo Bolsonaro, confira a cronologia do caso Bebianno .

Caso Bebianno: ministro é chamado de mentiroso


Bebianno e Carlos Bolsonaro
iG Arte/Agência Brasil e Instagram

Bebianno e Carlos Bolsonaro

Após rumores no Palácio do Planalto sobre uma suposta nova crise desencadeada no governo federal protagonizada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno afirmou à imprensa que “não existia crise nenhuma” e que, na terça-feira (12), teria falado três vezes com o presidente Jair Bolsonaro. Porém, nesta quarta-feira (13), o vereador  Carlos Bolsonaro desmentiu o ministro em uma rede social. 

“Não existe crise nenhuma. Só hoje falei três vezes com o presidente”, declarou Bebianno ao jornal O Globo , negando ser motivo de instabilidade no executivo. Mas hoje, Carlos Bolsonaro afirmou que tal declaração é uma “mentira absoluta”, pois esteve o dia inteiro ao lado do pai –no Hospital Albert Einstein, onde estava internado até a tarde de hoje , em São Paulo – e não presenciou qualquer conversa entre o presidente e o seu ministro. 

Caso Bebianno: políticos comentam e questionam


Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno.
Marcos Oliveira/Agência Senado

Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno.

A deputada estadual por São Paulo Janaína Paschoal (PSL) comentou neste sábado (16) a eminente exoneração do ministro da Secretaria-Geral do Governo, Gustavo Bebianno . Para a parlamentar, o motivo do afastamento do ministro não está claro e ressaltou que “um líder precisa adotar critérios minimamente claros”.

Leia mais:  Presidente da Nicarágua também é desconvidado para a posse deBolsonaro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também se pronunciou sobre o caso Benianno , criticando o governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta quinta-feira (15). Em sua conta do Twitter, FHC afirmou que o atual governo é “desordenado” e que “está abusando”. 

Caso Bebianno: desfecho e provável exoneração


 “O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro.”; afirmou Jair Bolsonaro
Alan Santos / PR

“O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro.”; afirmou Jair Bolsonaro

Bolsonaro reiterou que é uma “minoria” dentro do partido que está sob suspeita e que Moro tem “carta branca” para investigar o caso. “O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro.”

De acordo com informações dadas por fontes aos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo , logo após a reunião, Bolsonaro teria informado à sua equipe a demissão de Gustavo Bebianno . Mais tarde, o ministro teria confirmado a saída à seus aliados .

O desfecho do caso Benianno  será a provável exoneração do ministro, que deverá ser oficializada na segunda-feira (18).

Fonte: IG Nacional
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