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Política Nacional

Eduardo Leite sinaliza que pode ser vice em chapa com Tebet

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O governador do RS, Eduardo Leite (PSDB)
Reprodução – 28.03.2022

O governador do RS, Eduardo Leite (PSDB)

O ex-governador Eduardo Leite (PSDB-RS) indicou nesta segunda-feira que pode ser vice numa eventual chapa com a senadora Simone Tebet (MDB) à presidência da República. Num aceno a Tebet, Leite disse que a senadora tem toda a condição de “ser uma liderança” do projeto de uma terceira via e frisou que respeita a aspiração de Tebet de se apresentar como candidata.

“Há o nome da senadora Simone Tebet, que tem toda a condição de ser uma liderança nesse projeto. A gente ainda não avançou em conversas, mas pretendo buscar o entendimento com a senadora”, afirmou o governador a Rádio Eldorado. “É muito prematuro falar em que posição cada um tem que assumir. A disposição nossa tem que ser construindo, apoiando, disputando na chapa como vice-presidente, se for o caso”.

A declaração de Leite ocorre após a senadora dizer, na semana passada, que o governador João Doria é o legítimo pré-candidato do PSDB à presidência após vencer as prévias.

Em outro gesto de que está disposto a fazer composições, Leite lembrou que se quisesse ser candidato teria se lançado pelo PSD do ex-ministro Gilberto Kassab — o gaúcho tinha um convite para ser candidato ao Palácio do Planalto, mas preferiu ficar no PSDB.

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Questionado sobre a derrota para o governador João Doria nas prévias, Leite reiterou que considera que a convenção nacional do partido estará acima do resultado das primárias. Para o gaúcho, a convenção é “soberana”, o que sugere que a candidatura de Doria não seria definitiva e dependeria de viabilidade eleitoral, já que o paulista ainda não conseguiu decolar nas pesquisas.

Aliados de Leite no PSDB trabalham para minar a candidatura de Doria e acreditam que o gaúcho pode voltar à corrida presidencial num entendimento com os demais partidos de centro, o que estaria além da decisão das prévias. O grupo de Doria, porém, rechaça a ideia, afirma que trata-se de golpe, e sugere que pode até judicializar disputa.

“A gente tem que estar disponível para viabilizar uma candidatura que fure a polarização. E isso significa despreendimento das aspirações individuais”,  concluiu Leite.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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