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Doria fala em ‘otimismo realista’ e critica declaração sobre vacina de OMS

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João Doria, governador do estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo

“Se não, nem passaria da segunda fase”, afirmou João Doria


O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou nesta terça-feira (4) que a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a possibilidade de nunca haver uma vacina contra a Covid-19 , doença transmitida pelo  novo coronavírus.


Doria afirmou que é preciso “ter um pouco de otimismo realista”. O governador é um grande entusiasta de uma das vacinas que está em teste e em desenvolvimento atualmente no Brasil. Trata-se da Coronavac, vacina da chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

A vacina é uma das 164, segundo a OMS , que estão sendo desenvolvidas para imunizar humanos da Covid-19

A Coronavac está na Fase 3 de testes e, atualmente, está sendo aplicada em 9 mil voluntários. Todos são profissionais da área de saúde que trabalham na linha de frente da pandemia.

Doria afirmou, ainda hoje, que há possibilidades de ter a vacina para aplicação na população já em novembro deste ano. As regras para a distribuição devem ser similares às estabelecidas nas campanhas de vacinação da Influenza.

O governador afirma que, em caso de imprevistos, a aplicação da vacina deve ser prorrogada com, no máximo um ou dois meses.

“Toda vacina, contra o coronavírus ou qualquer outra, quando chega na terceira fase já chega em condições de viabilidade técnica e científica de aprovação. Se não, nem passaria da segunda fase”, afirmou Doria para a Rádio Bandeirantes.

No último mês, Doria fez uma publicação em seu Twitter afirmando que, com a CoronaVac, brasileiros não precisarão “disputar” a vacina com o resto do mundo , o que dará ao País autonomia e doses suficientes para aplicação.

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Governo de São Paulo é investigado por superfaturar compra de álcool

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Gestão Doria teria superfaturado compra de álcool usado durante a pandemia
Governo de SP

Gestão Doria teria superfaturado compra de álcool usado durante a pandemia

O governo de João Doria está sendo investigado pelo Ministério Público de contas de  São Paulo por supostas irregularidades na compra de 50 mil litros de álcool, utilizado para minimizar a chance de contágio pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). A gestão nega a acusação.

A compra investigada foi feita por dispensa de licitação, paga em 3 de junho com o valor de  R $ 1,1 milhão : R $ 0,022 Cada mL do produto. Nas contrações feitas anteriormente por outros estados, o preço mais caro pago foi de R $ 0,0123 por mililitro.

“Ou seja, comparativamente, o valor da contração em análise alcança patamar 78,86% superior ao maior valor praticado pelo estado entre os meses de março maio de 2020”, escreve o procurador.

O valor também é maior do que quatro municípios paulistas pagados pelo mesmo produto durante uma pandemia, de R $ 0,009 por mililitro de álcool, segundo uma investigação.

Além disso, segundo o órgão, o orçamento feito pela gestão antes da compra pesquisou preços de álcool em gel, não álcool em líquido, objeto da contratação. 

O orçamento também apresenta valores acima do que falavam as próprias empresas, como o álcool da KTepi, que no site da empresa custa R$13,99, mas R$16,50 no orçamento do governo.

Segundo o governo, os preços comparados pelo pelo Ministério Público de Contas são do modelo refil “inapropriados para manuseio dos profissionais”. Além disso, houve escassez do produto no mercado quando uma compra foi feita.

“Uma compra foi realizada após uma pesquisa com quatro fornecedores de produtos com a mesma importância: álcool etílico 70%, álcool isopropílico menor que 5%, ajuste apropriado para higienização de mãe. Das quatro participantes, experimentar o produto na versão gel em valor aproximadamente 50% mais caro que a versão líquida, apresentado apenas por uma empresa.”


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Reabertura de igrejas católicas: Já são 415 casos de Covid-19 entre padres

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Reabertura das igrejas católicas tem causado aumento de infecções por Covid-19 entre padres e bispos
ig

Reabertura das igrejas católicas tem causado aumento de infecções por Covid-19 entre padres e bispos

A reabertura das igrejas católicas tem provocado um novo salto de infecções pelo novo coronavírus entre padres e bispos. Até a última sexta-feira, eram 415 padres diocesanos entre os casos confirmados de Covid-19 , de acordo com balanço da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), vinculada à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Entre os contagiados, estão alguns religiosos de destaque. Nesta semana, dois padres próximos a Marcelo Rossi apareceram com o vírus. Dom José Negri , bispo de Santo Amaro que concelebra as missas com Padre Marcelo foi internado em São Paulo para se tratar da doença.

Além dele, Dom Fernando Figueiredo , antecessor de dom José Negri na diocese de Santo Amaro e também próximo a Rossi, também está com Covid-19 e se trata em casa, isolado, segundo coluna da jornalista  Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Em apenas dois dias, quando foi feito o levantamento anterior, o número de infectados entre os religiosos subiu de 368 para 415 — um aumento de 11%.

A volta das celebrações tem trazido tensão e, mesmo com a permissão para a retomada das cerimônias, muitos padres preferem permanecer com suas paróquias fechadas.

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