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Economia

Dólar sobe e Bolsa cai. Futuro do comando da Petrobras segue no foco

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Dólar sobe e Bolsa cai. Futuro do comando da Petrobras segue no foco
Luciano Rocha

Dólar sobe e Bolsa cai. Futuro do comando da Petrobras segue no foco

O dólar se valoriza ante o real e a Bolsa cai nesta terça-feira (5). Os ativos domésticos refletem o sentimento de maior cautela no exterior diante do  anúncio de novas sanções contra a Rússia. A indefinição sobre o comando da Petrobras também segue no radar dos investidores.

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Por volta de 13h05, a moeda americana tinha alta de 1,15%, negociada a R$ 4,6608, após abrir em queda e atingir a mínima de R$ 4,5833.

Além da maior aversão ao risco, o movimento de correção após fortes quedas recentes e a proximidade da divulgação, na quarta-feira, da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, Banco Central americano, influenciam no comportamento da divisa.

No mesmo horário, o Ibovespa cedia 0,92%, aos 120.158 pontos. O principal índice da B3 é pressionado pelas quedas do setor financeiro.

Os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia também seguem no foco, com a possibilidade do anúncio de novas sanções contra os russos, o que limita os ganhos das bolsas globais.

A Comissão Europeia, organismo executivo da União Europeia, propôs oficialmente, nesta terça-feira, do bloco o reforço das sanções contra Moscou, incluindo a interrupção da compra de carvão da Rússia e o fechamento dos portos europeus para navios operados por russos.

“Em meio a este aumento de tensões, commodities, principalmente energéticas, voltam a avançar no mercado internacional. No pano de fundo, o dólar opera misto, enquanto as taxas desenvolvidas registram movimento de abertura quase que generalizada”, destacaram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

De olho na sucessão

Na segunda-feira, o economista e consultor Adriano Pires, que havia sido indicado pelo governo para a presidência da estatal,  desistiu formalmente de assumir o cargo em carta enviada ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A informação foi antecipada pela colunista do GLOBO, Malu Gaspar.

A recusa de Pires se somou com a  desistência do presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, em assumir um cargo para o conselho. Em ambos os casos,  pesaram os conflitos de interesse.

Com a indefinição, os papéis da petroleira apresentaram queda durante todo o pregão, mesmo em dia de alta do petróleo negociado no exterior.

O Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade é o nome mais cotado para assumir a presidência da empresa.

A Assembleia para definir os novos nomes para o conselho de Administração e fiscal da empresa será realizada no dia 13 deste mês. Até lá, o governo pode apresentar novos nomes.

Os papéis ordinários da estatal (PETR3, com direito a voto) subiam 0,20%, e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) cediam 0,37%.

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As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 1,01%, e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 1,51%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) caíam 1,21%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 1,61% e 2,01%, respectivamente.

As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) caíam 2,12%, e as units do Santander (SANB11), 1,19%. Os papéis do setor vêm apresentando piora no desempenho desde que saíram, na semana passada, notícias de que o  governo avalia uma nova elevação na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrado das instituições financeiras.

Petróleo volátil

Após abrirem em alta, os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam baixas no início da tarde.

O movimento volátil reflete, por um lado, a possibilidade de novas punições contra a Rússia e a paralisação das negociações sobre o acordo nuclear entre o Irã e países ocidentais e, por outro, as preocupações com o avanço da Covid-19 e seus efeitos para a demanda.

As autoridades chinesas estenderam, nesta terça-feira, a quarentena em Xangai,  abrangendo todos os 26 milhões dos moradores do centro financeiro.

Por volta de 13h, no horário de Brasília, o preço para o contrato de junho do petróleo tipo Brent caía 0,43%, negociado a US$ 107,07, o barril.

Já o preço para o contrato de maio do petróleo tipo WTI cedia 0,54%, cotado a US$ 102,72, o barril.

Bolsas no exterior

As bolsas americanas operavam com baixas. Por volta de 13h05, em Brasília, o índice Dow Jones caía 0,20% e o S&P, 0,64%. A Bolsa Nasdaq caía 1,69%.

Na Europa, as bolsas operavam com direções contrárias. No mesmo horário, a Bolsa de Londres subia 0,73%, e a de Frankfurt cedia 0,65%. Em Paris, ocorria queda de 1,28%.

As bolsas asiáticas fecharam em alta, em dia esvaziado devido a um feriado na China, que manteve os mercados do país e de Hong Kong fechados.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,19%.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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