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Economia

Dólar cai e pode atingir maior recuo trimestral em 13 anos; Bolsa sobe

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Dólar cai 0,79% e pode fechar com maior queda trimestral desde 2009
Felipe Moreno

Dólar cai 0,79% e pode fechar com maior queda trimestral desde 2009

O dólar opera com queda ante o real nesta quinta-feira (31) e pode fechar o trimentre com a maior baixa trimestral desde 2009. Por volta de 12h05, o dólar apresentava recuo de 0,79%, negociada a R$ 4,7487, após atingir a mínima de R$ 4,7322.

No pregão, a moeda deve sofrer influência da formação da Ptax de março, taxa calculada pelo Banco Central (BC). Ao longo do dia, os agentes do mercado tentam direcionar a cotação para valores mais favoráveis ante suas posições na moeda.

Já a Bolsa tem leve alta, no dia em que os investidores repercutem novos dados de inflação nos Estados Unidos e seus impactos para os próximos passos da política monetária naquele país. O petróleo, por sua vez, cedia mais de 4% com o anúncio esperado para hoje de liberação de 180 milhões de barris da reserva estratégica americana.

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,05%, aos 120.302 pontos.

Inflação nos EUA segue alta

Nos EUA, o índice de preços das despesas de consumo pessoal aumentou 0,6% em fevereiro, após avançar 0,5% em janeiro. Nos 12 meses até fevereiro, o índice subiu 6,4%. É maior aumento desde 1982.

O núcleo do índice, que exclui componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,4% em fevereiro depois de avançar 0,5% em janeiro. No acumulado anual, a alta foi de 5,4%. É o maior ganho desde 1983.

Os números são importantes, pois ajudam os mercados a calibrar suas expectativas sobre os próximos passos do aperto monetário que já começou a ser imposto pelo Federal Reserve, Banco Central americano.

No país, também foram divulgados números sobre o mercado de trabalho. Os pedidos iniciais de seguro-desempego aumentaram em 14 mil na semana encerrada em 26 de março, chegando no patamar de 202 mil, um pouco acima das expectativas.

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Ainda na cena externa, os investidores monitoram os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Na véspera, os principais índices acionários globais fecharam em queda com um sentimento mais negativo ante as negociações entre os dois países.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 0,54% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,15%.

Na mesma semana em que o governo anunciou mudanças no comando da Petrobras, a estatal alertou a investidores estrangeiros que o presidente Jair Bolsonaro pode impor mudanças na política de preços da companhia.

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As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 0,15% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 1,24%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) cediam 1,67%.

No setor financeiro, as preferenciais da Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 1,24% e 1,675, respectivamente.

Petróleo cai

Os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam baixas, com notícias de que os EUA poderiam liberar até 1 milhão de barris por dia de sua reserva estratégica, segundo informou o The Wall Street Journal.

O volume a ser liberado é sem precedentes. Seria um milhão de barris por dia por 180 dias.

Em paralelo, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) anunciaram hoje que não vão se desviar do seu cronograma de aumentos graduais de produção.

Os países ratificaram o aumento de oferta de 432 mil barris por dia programado para maio, em linha com as expectativas.

Por volta de 12h, no horário de Brasília, o contrato para maio do petróleo tipo Brent caía 5,11%, negociado a US$ 107,65, o barril.

Já o contrato para o mesmo mês do petróleo tipo WTI cedia 5,26%, cotado a US$ 102,15, o barril.

Bolsas no exterior

As bolsas americanas operavam com baixas. Por volta de 12h05, em Brasília, o índice Dow Jones cedia 0,33% e o S&P, 0,13%. A Bolsa Nasdaq caía 0,15%.

Na Europa, as bolsas operavam com baixas. No mesmo horário, a Bolsa de Londres cedia 0,64% e a de Frankfurt, 0,98%. Em Paris, ocorria queda de 0,85%.

As bolsas asiáticas fecharam com baixas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, cedeu 0,73%. Em Hong Kong, houve baixa de 1,06% e, na China, de 0,44%.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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