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Dois adolescentes participaram do esquartejamento do corpo de Matheusa

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Divulgação
A estudante Matheusa Passarelli foi morta por traficantes

Dois adolescentes que integram a quadrilha que controla a venda de drogas no Morro do Dezoito , em Água Santa, Zona Norte do Rio, ajudaram a ocultar o cadáver de Matheusa Passarelli. A revelação foi feita à Polícia Civil pelo traficante Manuel Avelino de Sousa Junior, conhecido como Peida Voa , acusado de ter sido o responsável por ter dado os dois tiros que mataram a estudante, que se identificava como não-binária — termo usado por pessoas cuja identidade de gênero não é nem masculina nem feminina.

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O relato foi gravado em áudio na manhã do dia 28 de maio na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), para onde Manuel foi levado após ser preso pela morte de Matheusa . O homem foi capturado num prédio em Piedade, onde passou a trabalhar como porteiro após abandonar o tráfico, três meses após o crime.

“Dois ‘menor’ que estavam lá me ajudaram a levar o corpo. Um está na boca e outro não está. São irmãos. Moram lá em cima do morro”, disse Manuel, num áudio gravado pelos investigadores e que faz parte do processo judicial a que ele responde pelo homicídio.

Manuel informou aos policiais os nomes dos irmãos. No entanto, a delegacia não conseguiu chegar à identificação completa deles.

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Num depoimento gravado em vídeo, revelado pelo EXTRA na última segunda-feira (2), Manuel afirmou que deu dois tiros em Matheusa após ela “tentar tirar o fuzil” do traficante. Segundo a investigação, após a estudante ser morta, o corpo foi esquartejado e queimado num galão na área de mata na favela. Manuel diz que foi obrigado a assistir a queima do cadáver.

“Tive que ficar lá. A maioria das coisas que o cara fala, a gente tem que fazer. Algumas coisas, não concordava. Vi que não era vida para mim”, disse o homem, que deixou o tráfico três meses depois do crime.

O relatório final do inquérito da Delegacia de Descoberta de Paradeiro (DDPA) aponta que Matheusa foi a uma festa na madrugada de 29 de abril de 2018 na Rua Cruz e Souza, no Encantado, para fazer uma tatuagem na aniversariante. Na época, segundo depoimentos de amigos à polícia, a estudante do curso de Artes Visuais da Uerj passava por dificuldades financeiras e precisava do dinheiro que ganharia pela tatuagem. Durante a festa, no entanto, a amiga desistiu de ser tatuada, o que decepcionou Matheusa, que passou a “demonstrar intenso descontrole emocional”, segundo o relatório.

Quando foi levada pela aniversariante à porta da casa para ir embora, Matheusa a abraçou e saiu correndo em direção à rua, deixando sua bolsa e seu celular. Após deixar a casa, a estudante percorreu uma distância de 1,6km até chegar ao Clube da Várzea, próximo ao acesso do Morro do Dezoito. Todo o trajeto foi refeito pela DDPA, que coletou imagens de câmeras de segurança que mostram Matheusa correndo, nua, pelas vias. Além disso, agentes da especializada ouviram moradores do local, que contam ter visto a estudante entrando desorientada na favela.

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Uma testemunha revelou à Justiça que Matheusa consumiu água com ecstasy durante a festa. Em audiência na 1ª Vara Criminal, no último dia 17 de setembro, a testemunha — que morava na casa onde acontecia a festa à época — disse que uma convidada deu uma garrafa de água com ecstasy para a estudante. A testemunha, entretanto, não soube dizer se Matheusa sabia que havia droga na bebida.

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Além de Manuel, outros dois traficantes foram acusados pelo homicídio e ocultação de cadáver de Matheusa : Genilson Madson Dias Pereira, o GG, e Messias Gomes Teixeira, o Feio. GG foi morto numa operação da PM no Morro do Dezoito em março. Feio está preso.

Fonte: IG Nacional
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Tiroteio fecha a Rodovia Rio-Santos na altura de Angra dos Reis

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Reprodução/TV Globo
Polícia Rodoviária Federal disse que a ação foi “rápida”

A Rodovia Rio-Santos ficou fechada na manhã deste sábado (7) durante um tiroteio entre criminosos e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A interdição ocorreu na altura da comunidade Sapinhatuba I, em Angra dos Reis , na Costa Verde do Rio.

De acordo com informações da PRF, os bandidos atacaram os policiais que estavam em uma viatura, dando início ao confronto. Os agentes tiveram o apoio de PMs.

A assessoria de imprensa da PRF não soube informar durante quanto tempo a rodovia ficou fechada, mas disse que “a ação foi rápida”. Ninguém ficou ferido na troca de tiros.

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Na tarde deste sábado, também há registro de tiroteios em outra comunidade de Angra, o Frade. Segundo informações da Polícia Militar, a troca de tiros é entre criminosos rivais que disputam o controle do tráfico no local. “O Frade se acabando em bala”, comentou uma internauta no Twitter. “Evitem as ruas, moradores”, escreveu outro homem. Também não há registros de mortos ou feridos nesse tiroteio.

Fonte: IG Nacional
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Dois índios Guajajara morrem durante atentado em BR no Maranhão

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Foto: Reprodução/Internet
Um carro passou e atirou contra dois indígenas que estavam em uma moto na estrada

Na manhã deste sábado (7), homens dentro de um carro atiraram contra dois indígenas do povo Guajajara que estavam de moto na estrada BR 226, que corta a aldeia El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís, no Maranhão.

Dois índios morreram e quatro ficaram feridos durante o atentado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihop).

Entre os mortos, está o indígena Firmino Silvino Guajajara , que estava na motocicleta, e um outro índio que ainda não teve identidade revelada. Um dos homens, conhecido como Nelsi Guajajara , que estava na moto, também foi alvejado na perna, mas não corre risco de morte. Mais três índios estão feridos, de acordo com as informações iniciais.

Segundo os relatos, os dois voltavam de uma reunião de articulação de povos indígenas para defesa de direitos. No mês passado, Paulo Paulino Guajajara, que trabalhava como guardião da floresta defendendo o território indígena contra exploração ilegal, foi assassinado por madeireiros próximo ao local do crime deste sábado.

Ao G1, o secretário de Estado em exercício de Direitos Humanos, Jonata Galvão, informou que as polícias Militar, Civil e a Fundação Nacional do Índio (Funai) já foram acionadas e estão no local. A Superintendência da Polícia Federal também já foi informada sobre o caso.

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Por meio de nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihopop) informou que os indígenas que feridos foram encaminhados para o hospital, com apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Maranhão.

Nas redes sociais, um vídeo que circula mostra o índio ferido Nelsi Guajajara. Ele conta que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele estava.

“Ele [o carro] passou devargazinho perto de nós ali e quando chegou perto de nós ele atirou, deu dois tiros. E ele ainda atirou nele ali [Firmino Guajajara]”, disse Nelsi Guajajara.

Em protesto contra o atentado, os indígenas bloquearam a BR-226. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar estão no local para tentar conter o protesto.

Na rede social, as lideranças reagiram . A líder indígena Sônia Guajajara se manifestou sobre o atentado contra os índios no Maranhão e pediu providências para o caso.


“Até quando isso vai acontecer? Quem será o próximo? É preciso que as autoridades tenham uma olhar específico para os povos indígenas, vida estão sendo tiradas em nome do ódio e preconceito! Nenhuma gota mais de sangue indígena!”, disse.

Fonte: IG Nacional
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