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Dez anos após sua morte, legado de Michael Jackson não é o mesmo

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Depois que a gasolina do carro acaba, um casal é obrigado a continuar o passeio a pé através de uma floresta escura, um cenário sinistro em contraste com o romance anunciado. O jovem, empolgado com o momento a sós com a amada, confessa seu amor e pede a menina em namoro. Assim que ela aceita, porém, ele tem um segredo para contar: quando a lua fica cheia, ele se transforma em lobisomem. Poderia ser uma cena de filme de terror, mas são os primeiros três minutos de Thriller , videoclipe de Michael Jackson lançado em 1983.

michael jackson cantando
Reprodução/Youtube

Michael Jackson

O que vem a seguir o mundo já conhece: MJ se transforma em zumbi e, com seu conjunto de couro vermelho, dança uma das coreografias mais conhecidas e reproduzidas do mundo. Fazia pouco mais de um ano que o disco “Thriller” havia sido lançado, e a música que deu nome ao álbum foi o sétimo single a emplacar nas paradas. Mas foi também o que transformou a carreira de Michael Jackson para sempre.

Leia também: Janet Jackson homenageia Michael Jackson com releitura de ‘Remember The Time’

Antes disso ele já tinha produzido uma série de sucessos, como Beat It , Billie Jean , além de Don’t Stop ‘Til You Get Enough e Rock With You , do disco “Off The Wall”. Aliás, quando Thriller foi lançado, Michael já era um ícone desde sua infância, quando brilhava à frente do Jackson 5. O clipe, porém, elevou o artista a um novo patamar, um que o faz, 10 anos após sua morte, tão celebrado como foi em vida.

Trhiller: o primeiro legado do Rei do Pop

cena de thriller
Reprodução

Thriller

“Visionário”, “o maior artista pop”, “herói”. São muitas as alcunhas que Jackson recebeu ao longo da carreira quando o assunto era música. Michael quebrou barreiras e somou competências como nunca vistas antes em um único artista. “Não houve ninguém igual, que conseguisse somar tantas revoluções em um nome só”, comenta Pablo Miyazawa. O jornalista foi editor-chefe da Revista Rolling Stone e acompanhou de perto os passos do artista, desde o surgimento do ídolo, até o declínio e inesperado fim.

Pablo se lembra que a visão de Michael como um zumbi dançando ao lado de outros monstros foi chocante para ele, na época um menino de cinco anos: “ele era quase um herói”. Aquelas imagens, que fariam de Thriller um dos videoclipes mais icônicos da história, marcaram a infância de muita gente, e foi, para muitos, o nascimento de um ídolo.

Cantar não era suficiente para Michael. Ele queria usar todos os recursos necessários para impressionar, encantar, chocar, escandalizar e, no fim, merecer o status de “herói”. “Eu lembro que minha mãe colocou um show dele e fiquei encantado de ver aquele homem. Pelos efeitos especiais, o moonwalk. Eu era fã dos super-heróis, Batman, Superman, por que tinham poderes, voavam. Quando eu vi um artista fazer todos os personagens no palco, perdi até o interesse nos super-heróis”, relata Jonathan Crociatti. Fã de carteirinha de Michael, escreveu “Michael Jackson: 50 anos do Rei do Pop” em 2009, pouco depois da morte do cantor.

Crociatti fala que Michael sempre buscou estudar os grandes, como James Brown e Fred Astaire, mas sem a prepotência de superá-los, mas sim estudar seus métodos. Ele queria estar entre os melhores, e por isso dava tudo de si.

Se o trabalho com os irmãos na infância o colocou no mundo da música, a carreira solo o estabeleceu como o novo nome da música negra americana. Com Thriller , porém, ele quebrou essas barreiras. Dirigido por John Landis (“Os Irmãos Cara de Pau”), o videoclipe é considerado uma obra audiovisual e foi o primeiro clipe a ser incluso no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso americano.

A partir de então, muitos diretores apostaram seus dons com videoclipes, transformando os vídeos em uma indústria. Spike Lee, Spike Jonze, Martin Scorsese, James Cameron, Robert Rodriguez, Paul Thomas Anderson, Gaspar Noé, Tim Burton e David Fincher são alguns dos diretores que seguiram os passos de Landis nos anos seguintes e dirigiram clipes.

Estreando na tela pela MTV, Thriller foi responsável por quebrar barreiras raciais na emissora e estabelecê-la como um canal de videoclipes. Se hoje um videoclipe mostra marcas de produtos de tecnologia, camisinhas ou até cerveja, é tudo por que um dia MJ quis fazer algo nunca antes visto nos clipes.

Espetáculo

montagem, com beyonce e michael jackson cnatando
Reprodução

Beyoncé usa figurino similar ao de Michael Jackson ao se apresentar no Suoper Bowl 24 anos depois do cantor

Hoje o Super Bowl é bastante conhecido, e o show da final gera curiosidade até mesmo para quem não é fã de futebol americano. Mas, para isso acontecer, a NFL contou com uma performance histórica de Michael em 1993, 10 anos após Thriller .

Até 1992 eram as bandas marciais que ocupavam os intervalos dos shows, mas após a baixa audiência, o Rei do Pop foi convidado para se apresentar. Em um show hoje icônico, ele transformou o espetáculo no negócio que é hoje, rendendo US$5 milhões a cada 30 segundos para anunciantes.

Nada disso seria possível se Michael, que não recebeu nada pela apresentação, não subisse na estrutura montada no intervalo para apresentar sucessos como Billie Jean e Black or White . Em 2016, 24 anos depois, Beyoncé surgia com um figurino inspirado em MJ para apresentar Formation no show protagonizado pelo Coldplay.

Curando o mundo

michael jackson cantando
john gunion/divulgação

Michael Jackson

Se ele não recebeu um centavo por sua apresentação no Super Bowl, ele pelo menos obrigou a organização a fazer uma doação de US$ 100 mil a Heal The World, sua instituição de caridade. “Ele tinha essa coisa de tentar mudar o mundo através da musica e através do dinheiro”, comenta Jonathan. Para ele, Michael queria, de fato, curar o mundo, e tentou fazer isso tanto por meio da filantropia, quanto com a sua música.

“Eu vejo as crianças nas ruas / Sem ter o que comer / Quem sou eu para ficar cego / Fingir que não vejo suas necessidades”, cantou em Man in The Mirror . No ano 2000 o astro entrou para o Livro dos Recordes como um dos artistas que mais doou em sua carreira, superando US$ 300 milhões.

“A única pessoa que posso realmente pensar quando penso em caridade é Michael Jackson”. A frase é de Chance The Rapper, de 26 anos. Natural de Chicago, ele citou o ídolo como exemplo depois de criar um fundo que em 2017 arrecadou US$ 3,2 milhões para escolas públicas de sua cidade natal.

Em 1985, ele participou da gravação de We Are The World , ao lado de diversas estrelas. Ele escreveu a faixa com Lionel Richie e os dois recrutaram 45 artistas, como Stevie Wonder, Tina Turner, Diana Ross, Bruce Springsteen e Bob Dylan, para gravar a canção em prol da erradicação da fome no continente africano.

A filantropia, claro, não é uma invenção de Jackson. Mas ele foi um dos primeiros artistas a fazer grandes doações para diversas causas, que ele dizia ser consequência dos problemas que via ao viajar o mundo em suas turnês.

Carreira em jogo

michael jackson
Reprodução/Youtube

Michael Jackson colocou filho mais novo para fora de janela

Com a Heal The World, Michael pôde arrecadar milhões para ajudar pessoas, com o foco em crianças em situação de risco e doentes. Seria um legado imaculado não fossem as acusações de abuso sexual de crianças. Em 1993 veio a primeira acusação de abuso, mas ele não chegou a ser indiciado e um acordo extrajudicial foi feito.

A popularidade do astro estava mais alta do que nunca na época e, apesar de cancelar uma turnê depois que o jovem de 13 anos o denunciou, a acusação não chegou a afetar sua reputação. Foi só em 2003, 10 anos depois, que ele foi incriminado pela primeira vez. Dessa vez o cantor foi a julgamento e acabou inocentado.

Entre “Thriller” em 1982 e a segunda acusação de abuso sexual em 2003, a carreira (e a fisionomia) de Michael se transformaram muito. Em 1987 quando lançou o disco “Bad”, Jackson estava visivelmente mais claro. Ainda assim, sua personalidade mutante causou mais admiração do que estranheza.

Nesse período existiam muitas “lendas” sobre ele, coisas absurdas como o fato de que ele teria tirado um pedaço no nariz em uma cirurgia e o guardado em casa. Parte disso era pura exploração da mídia em cima de sua excentricidade, mas parte era alimentada pelo próprio. Enquanto sua pele clareava, ele só admitiu sofrer de vitiligo em 1992, cinco anos após sua aparição “branco” no clipe de Bad .

Para Pablo, essa figura do Michael exercia fascínio junto ao público e a mídia, mas isso não significa que o próprio não alimentava essa atenção. “Quando saíram acusações, demorou para acreditarem. Mas ele era de fato mais estranho que outras pessoas em evidência e a mídia se alimentou disso”, comenta o jornalista.

“Ele colaborava para a mídia e opinião publica ter interesse maior na vida dele. Vivia uma vida privada que era muito diferente de qualquer pessoa. Ele fazia coisas que atravessavam o limite do que a celebridade pode fazer. Na época que ele reinou só ele fazia essas coisas”, completa.

Pablo se refere, entre outras coisas, ao zoológico e parque de diversões que instalou em sua propriedade, a famosa Neverland, na Califórnia. Além disso, o artista estava sempre acompanhado de crianças, e a percepção geral era de que ele também era um menino que nunca conseguiu crescer.

A história de abuso de seu pai, Joe Jackson é conhecida. Tanto Michael como os irmãos já confessaram que o pai os forçava a ensaiar por horas e até batia nos meninos buscando perfeição. O resultado foi um dos artistas mais celebrados da época, e uma criança problemática que se tornou um adulto também problemático. As polêmicas, crises, doenças e atitudes questionáveis o cercaram por toda a vida adulta, e seguem chamando atenção até hoje, 10 anos após sua morte.

Em Thriller , como lembra Pablo, Michael já mostrava que era um ser em transformação. Como consequência, anos depois quando ele retornou com “Bad”, o cantor já havia se tornado outra coisa. Branco, com olhos claros e plásticas no nariz, ele encarnava uma nova persona: “Como se ele fosse um personagem dele mesmo”, comenta Pablo.

Mas essa pressão do pai também se transferiu para o Michael adulto: “o legado (dele) é o perfeccionismo para dar o melhor ao fã”, acredita Jonathan. Para ele, Michael acreditava em dar 100% a cada apresentação, garantindo shows perfeitos. A pressão para tanto, porém, foi desgastante para o cantor. Em meio a dívidas, as 50 apresentações de “This is It” que faria em Londres a partir de julho de 2009 o tirariam da crise financeira.

Peter Pan

michael jackson
Reprodução

Michael Jackson em uma das atrações de seu parque em Neverland

“Peter Pan representa algo muito importante no meu coração: juventude, infância, magia, voar. Eu sou o Peter Pan”. Michael disse isso em uma entrevista para o documentário “Living With Michael Jackson”. O polêmico filme mostra o jornalista Martin Bashir acompanhando Michael por um período de oito meses entre 2002 e 2003.

Embora o filme seja controverso e sofra acusações de manipulação por parte do jornalista, acabou por aumentar ainda mais a imagem de excêntrico do cantor. Nessa época ele já tinha tido os três filhos, Prince e Paris com Debbie Rowe e o mais novo Blacket com uma barriga de aluguel.

Em novembro de 2002 ele virou notícia após segurar o filho mais novo para fora de uma sacada na Alemanha, com o objetivo de mostrar o filho (com o rosto coberto) para os fãs aglomerados abaixo. Na música, ele estava em uma disputa com a Sony e “Invincible”, primeiro disco de inéditas em 10 anos, foi um fracasso de críticas e vendas, se comparado com os trabalhos anteriores.

Quem acompanhou o Michael de Thriller tinha uma percepção artística do cantor diferente das gerações seguintes, mais acostumadas as suas polêmicas. “Hoje as pessoas não lembram mais das músicas. Ele é mais lembrado pelo bizarro”, acredita Pablo. Sua opinião, porém, não é unânime: “Se pegar uma criança de seis anos de idade e colocar o show do Michael Jackson, muito provavelmente ela vai gostar do que estava vendo, e vai crescer querendo saber que música é aquela”, diz Jonathan.

Para ele, os fãs mais recentes podem até conhecer o bizarro, mas terão discernimento para dividir isso da carreira artística. Ainda assim, a visão de Michael Jackson exposta na ficção nos últimos anos não é das melhores.

Deixando Neverland: além do bizarro

michael jackson
hbo / divulgação

Michael Jackson em cena do documentário “Leaving Neverland”, que aborda supostos abusos sexuais cometidos pelo Rei do Pop

O estilo de vida que Michael levava pode até ser considerado “bizarro”, mas são as muitas alegações que pesam sobre ele que podem de fato transformar seu legado. No começo de 2019, próximo de completar 10 anos de sua morte, Michael voltou a ser alvo da mídia, novamente por acusações de molestar crianças.

O documentário “ Leaving Neverland ” foca em dois homens que acusam Michael de abuso sexual. As alegações, assim como as anteriores, são questionáveis. Ambos já testemunharam em tribunal e negaram a acusação na época, e os dois são acusados por fãs de Michael de tentar manchar sua reputação: “eles tentam manchar o legado, mas não tem como”, acredita Jonathan.

Na prática, porém, o nome do astro está arranhado . Algumas rádios da Austrália e Reino Unido baniram músicas do cantor depois do lançamento do filme, e até uma estátua erguida em sua homenagem foi removida de um museu britânico. O produtor que trabalhou com Michael, Rudi Dolezal, deu entrevista a um jornal britânico dizendo que acreditava no conteúdo do filme e ainda acrescentou: “É difícil acreditar que um ícone não seja mais um ícone”.

Pablo Miyazawa concorda que o status de “ícone” de Michael perdeu validade: “O legado do Michael envelheceu mal por tudo que ele construiu ao longo da vida. Apesar do talento e das realizações artísticas, as outras coisas envelheceram mal”, analisa.

“É diferente falar do Michael hoje e falar em 2009. Os escândalos que vieram depois, a própria morte, a áurea negativa que a carreira teve, a transformação bizarra no final da vida, tudo isso contribuiu para afetar seu legado”, conclui.

Nova chance

michael jackson cantando
Reprodução

Michael Jackson

Sem provas, a não ser que alguém do círculo de Michael mude seu depoimento, nunca saberemos o que realmente houve entre Michael e as crianças que o rodeavam. Também não saberemos se ele de fato conseguiria reerguer a carreira com “This Is It”.

“Um dia as pessoas ainda vão descobrir que o cara não fez nada daquilo que as pessoas imaginaram. Um dia vão aparecer as pessoas que vão mostrar o verdadeiro Michael e aí vão saber o bem que ele fazia para as pessoas, o quanto ele ajudava as pessoas”, deseja o radialista Silvio Ribeiro, que comanda o “Energia da Véia” da Rádio Energia 97.

Silvio não está sozinho em seu sonho. Os fãs fieis sonham que as acusações fiquem para trás, e a brilhantina artística de Michael Jackson prevaleça. Para isso, porém, ele tem que “renascer”. Seja no imaginário das pessoas, ou até mesmo em sua representação artística, só um novo olhar e uma redescoberta podem salvar seu legado de si mesmo.

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Golpe? Anitta, Whindersson, Felipe Neto e mais famosos no auxílio emergencial

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A coluna fez uma ‘segunda leva’ de nomes dos famosos que constam como beneficiários do auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal, no período da pandemia.

Felipe Neto%2C Anitta e Whindersson
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Felipe Neto, Anitta e Whindersson

Para a nossa surpresa, em novo levantamento feito pela equipe desta colunista, encontramos um nome que jamais imaginaríamos: Larissa Macedo Machado. Sim, o nome de Anitta, assim como de outros famosos listados abaixo, foram parar no Portal da Transparência por conta do benefício que, na teoria, deveria ser destinado às famílias de baixa renda.

Além da Poderosa, entre os nomes que encontramos como beneficiários do auxílio emergencial estão os famosos youtubers Whindersson Nunes, Felipe Neto e Júlio Cocielo, além das cantoras Mc Rebecca, as ex-Rouge Karin Hils e Li Martins e a Pepê, dupla de Neném.

Também encontramos nomes de ex-BBBs, entre eles, a campeã da 18ª edição do reality, Gleici Damasceno, o Rafinha, campeão do ‘BBB 8’, Mari Gonzalez, Petrix Barbosa, Rízia Cerqueira, os gêmeos Antônio e Manoel Rafaski, Amanda Djehdian, Lia Khey, Gyselle Soares e Ayrton Lima, pai da também ex-BBB Ana Clara Lima. O ator Kadu Moliterno e sua mulher Cristianne Moliterno e o ex-‘Pânico’ Evandro Santo também constam como beneficiários.


Dito isso, a coluna se questiona a eficácia da avaliação do Dataprev, o responsável por disponibilizar o benefício aos inscritos. Como que os CPFs de pessoas tão ricas como Anitta, Whindersson e Felipe Neto, por exemplo, são usados por fraudadores que conseguem aprovação tão facilmente?

Por outro lado, milhares de pessoas desempregadas por conta da pandemia não conseguem aprovação do auxílio emergencial simplesmente pelo fato de ter declarado uma renda considerada relativamente acima da média no ano anterior. Qual a lógica? Seria a pessoa mesmo desempregada conseguir sobreviver o ano inteiro com o valor da restituição do imposto de renda? Isso sem contar outros critérios utilizados como empecilhos que acabam atrapalhando a aprovação do benefício para quem realmente precisa.

Confira abaixo quem levou golpe e quem pediu o auxílio emergencial:

Anitta: parcelas de R$ 600 – Golpe

A cantora descobriu que seu nome constava na listagem através da coluna. Procurada, a assessoria emitiu a seguinte nota: “Uma solicitação na ouvidoria da Caixa Econômica Federal já foi realizada para cancelar o cadastro, feito de forma fraudulenta em nome da cantora, porém utilizando uma conta bancária do fraudador. Anitta repudia qualquer tipo de fraude e deseja que os órgãos competentes descubram e punam quem esteja por trás desses atos criminosos”.

MC Rebecca: parcelas de R$ 1,2 mil – Sem resposta

A assessoria da cantora foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Karin Hils: parcelas de R$ 1,2 mil – Fez o pedido

Ao ser procurada, a  cantora foi até o Twitter contar que fez o pedido e seus motivos para tê-lo realizado. “Vi minha vida virar do avesso”, ela disse. E não, Karin não abriria publicamente que recorreu ao benefício se esta coluna não a tivesse procurado, no início da semana, para dizer que descobriu seu nome no Portal da Transparência.

Li Martins: parcelas de R$ 600 – Sem resposta

Procurada, Li Martins visualizou nossas mensagens e não as respondeu.
Pepê, dupla de Neném: parcelas de R$ 600 – Sem resposta
A cantora Pepê também visualizou nossas mensagens e as ignorou.

Kadu Moliterno e sua mulher, Cristianne: parcelas de R$ 600 (cada) – Sem resposta

Procurado, o casal não respondeu nossas solicitações para saber se trata-se de um golpe ou se ambos, de fato, fizeram os pedidos.
Evandro Santo (ex-‘Pânico’): parcelas de R$ 600 – Sem resposta
Procurado, o humorista não quis se manifestar para dizer se foi ou não vítima de golpe.

Whindersson Nunes: parcelas de R$ 600 – Golpe

O influenciador foi outro que só se deu conta depois do contato da coluna. A assessoria emitiu a seguinte nota: “Recentemente os dados pessoais do Whindersson foram vazados nas redes sociais. Sendo assim, qualquer um pode utilizar seus dados para cometer fraudes. Se o dinheiro cair na conta de Whindersson, ele será devolvido. Se não for possível devolver, ele vai doar para alguém que precise”.

Felipe Neto: parcelas de R$ 600 – Golpe

O youtuber foi pego de surpresa. A assessoria do influenciador emitiu a seguinte nota: “Por óbvio, o pedido de inclusão de tal benefício não foi feito pelo próprio ou por qualquer pessoa por ele autorizada, mas sim por um terceiro. Ainda não há conhecimento se a intenção era realizar algum tipo de fraude ou apenas mais uma tentativa de jogá-lo contra a opinião pública. Porém, uma vez ciente do ocorrido, a equipe jurídica de Felipe Neto adotará todas as medidas necessárias e cabíveis para cancelar o cadastro e, caso tenha havido algum repasse, devolver imediatamente a quantia. Além disso, os advogados providenciarão, junto ao administrador do sistema, a identificação do responsável para que o mesmo responda judicialmente”.

Júlio Cocielo: parcelas de R$ 600 – Sem resposta

Procurado, o influencer não retornou nossas solicitações para esclarecer se trata-se de um golpe ou se fez o pedido do benefício.
Gleici Damasceno (campeã ‘BBB18’): parcelas de R$ 600 – Golpe
Procurada, Gleici afirma: “Nunca solicitei o auxílio. Que loucura! Vou conversar com meu advogado para saber quais medidas adotar”.

Mari Gonzalez: parcelas de R$ 600 – Golpe

Procurada, Mari afirma: “Jamais eu me cadastrei pra nada. Se tem algo é porque usaram meu CPF e meu nome. Não sei como isso é possível. Tem meu nome, meu CPF e o pior é que eles tem que ter todos os meus dados para fazer isso. Estou procurando um número para ligar e fazer uma denúncia, porque eu não sei como fazer o cancelamento do cadastro”.

Rafinha (campeão ‘BBB 8’): parcelas de R$ 600 – Fez o pedido

Procurado, Rafinha confirma o pedido, mas garante que quando o fez não tinha conhecimento de que se tratava um benefício para um grupo específico de pessoas: “Eu não tinha conhecimento sobre o que era o auxílio. Eu achava que todas pessoas iriam receber, por isso já fiz uma contestação da conta (usada para receber o benefício) pra bloquear o auxílio e eu não receber mais. Vieram me perguntar sobre isso semana passada e eu não sabia, por isso fiz logo a contestação. Eu não preciso receber esse dinheiro e tirar o direito de outras pessoas que precisam. Não sabia que pessoas iriam ficar sem. Eu achava que se eu não recebesse o dinheiro iria ficar lá parado. Amanhã vou solicitar o comprovante do bloqueio da conta.”

Amanda Djehdian: parcelas de R$ 600 – Golpe

Procurada, Amanda afirma: “Não estou ciente (que seu nome foi usado em um golpe) e nem sou perfil para receber. Vou acionar minha equipe jurídica”.

Ayrton Lima: parcelas de R$ 600 – Sem resposta

Procurado, o ex-BBB Ayrton (Papito) não retornou nossas solicitações para esclarecer se trata-se de um golpe ou se fez mesmo o pedido do benefício.

Petrix Barbosa: parcelas de R$ 600 – Golpe

Procurado, Petrix recebeu a notícia com surpresa e afirmou: “Usaram meu nome! Inclusive, mês passado usaram meus documentos para fazer planos na Nextel. Nunca pedi nenhum auxílio emergencial”.

Ríza Cerqueira: parcelas de R$ 600 – Fez o pedido

Procurada, Rízia confirma o pedido: “Eu que fiz a solicitação, sim. Eu era MEI e estava com um problema no meu CNPJ, precisando fazer uma alteração, que atrasou porque a maioria dos órgãos da prefeitura estava fechado. Por isso estavam com muitos pagamentos pendentes desde o início do ano. Meu marido é autônomo e estava com os tecidos da loja retidos por conta da pandemia. Além disso, eu estava grávida. Tive meu filho pelo SUS porque não pude arcar com um parto particular. Hoje todos esses problemas foram resolvidos e graças a Deus os trabalhos estão aparecendo, inclusive já estou providenciando para cancelar o benefício no meu nome e todo o valor anteriormente recebido foi doado pra quem está precisando”.

Lia Khey: parcelas de R$ 600 – Fez o pedido

Procurada, Lia Khey confirma o pedido: “Eu sou atriz e trabalho com produção de eventos. Eu estou desempregada ha cinco meses e o meu pai, que tem quase 80 anos, não teve direito ao auxilio. Eu fiz o pedido e ele foi aprovado. Com esse dinheiro nos estamos nos ajudando assim como a maioria dos meus amigos artistas. Não tenho vergonha alguma em ter pedido e muito menos em dizer, já que pago impostos tenho direito a ele, assim como os demais. Infelizmente, muitos dos que deveriam receber foram reprovados e o Brasil encontra-se numa situação em que a maioria da população sofre com o descaso”.

Gyselle Soares: parcelas de R$ 600 – Golpe

Procurada, Gyselle se pronunciou através de sua assessoria, diz: “A atriz e apresentadora Gyselle Soares informa que jamais solicitou o auxílio emergencial do Governo Federal, e que seu nome foi registrado sem que soubesse. A mesma já entrou em contato com seus advogados para saber como deve proceder no sentido de impedir que recebam mais parcelas de forma indevida e apurar as devidas responsabilidades”.

Manoel Rafaski: parcelas de R$ 600 – Golpe

Procurado, Manoel, através de sua assessoria respondeu: “Não foi ele quem solicitou.”

Antônio Rafaski: parcelas de R$ 600 – Fez o pedido

Procurado, Antônio confirma o pedido: “Foi sim”, se limitou a dizer.

Fonte: IG GENTE

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10 curiosidades que você ainda não sabe sobre a vida de Hebe Camargo

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Hebe Camargo
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Hebe Camargo


Não dá para falar da história da televisão brasileira sem falar dela. Dona de um cabelo loiro marcante e de uma simpatia contagiante, ela conquistou não só a fama, mas o coração de pessoas em todo o país. O sucesso foi tanto, que até série no Globoplay ela ganhou. Em sua homenagem, separamos algumas curiosidades sobre a vida e a carreira de Hebe Camargo.

Nascida em Taubaté, interior de São Paulo, em 1929, ela foi ao longo de sua vida atriz, apresentadora, cantora, radialista e humorista. Seu maior trabalho foi o talk-show, com seu próprio nome e que ficou no ar por incríveis 46 anos. No entanto, além dele, ela fez diversos outros projetos que marcaram sua carreira.

Curiosidades incríveis sobre a Hebe Camargo:

1. Passado simples

Hebe nasceu em uma família humilde, sustentada pelo pai que ganhava dinheiro tocando violino em sessões de filmes. No entanto, quando o cinema falado chegou ao Brasil, ele acabou ficando sem emprego e todos tiveram que se mudar para São Paulo. Esse foi um período muito difícil, em que eles chegaram a passar necessidades. Para ajudar, a futura apresentadora estudou somente até a quarta série para poder trabalhar na casa da tia como empregada.

2. Ela nasceu morena

Apesar das madeixas loiras serem uma marca registrada da apresentadora, ela, na verdade, nasceu com o cabelo castanho, tom que manteve por muito tempo durante a juventude.

3. Um talento prodígio

Hebe iniciou sua carreira no mundo do entretenimento muito nova. Com apenas doze anos, ela se apresentava vestida de Carmen Miranda em programas de calouros. Além disso, participou do grupo “Dó-Ré-Mi-Fá” e, posteriormente, formou uma dupla com sua irmã, Stela, chamada de “Rosalinda e Florisbela”.

Aos quinze anos, ela já se apresentava com cantora em boates e, aos dezesseis, gravou o seu primeiro disco. Graças as canções “Oh! José” e “Quem Foi Que Disse”, ela passou a ser conhecida como “a moreninha do samba”.

4. Esteve presente no nascimento da televisão brasileira

A estrela participou do lançamento da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Tupi, em 1950, ao lado do fundador, Assis Chateaubriand. Naquela época, ela chegou a ser convidada para cantar o hino nacional durante a primeira transmissão ao vivo, no entanto, ela não compareceu.

5. Primeiro programa apresentado por mulheres no Brasil

Anos mais tarde, ela foi convidada para apresentar o “O Mundo é das Mulheres”, na TV Paulista, concorrente da Tupi. Essa foi a primeira produção voltada para o público feminino no Brasil, em que a Hebe já discutia questões como o papel das mulheres na sociedade.

6. Trabalhou em cinco emissoras diferentes da TV aberta

Além da TV Tupi, ela passou por emissoras como Bandeirantes, Record, RedeTV! e SBT, sendo essa a que permaneceu por mais tempo, durante 25 anos. Hebe foi uma das apresentadoras com mais programas em diferentes canais.

7. Uma carreira de várias décadas

Uma das curiosidades mais interessantes sobre Hebe Camargo é a duração de sua carreira. A apresentadora trabalhou até o final de sua vida, falecendo com 83 anos e deixando uma longa carreira como sua marca registrada. Seus programas eram um enorme sucesso e tinham uma audiência muito alta. Se perguntavam a ela há quanto tempo estava trabalhando, a resposta era sempre a mesma: “Quantos anos tem a televisão?”.

8. Enfrentou a censura e a Ditadura Militar

Apesar do auge da sua carreira ter acontecido durante a Ditadura Militar no Brasil, ela nunca se deixou censurar. Em seus programas, sempre defendeu a liberdade de expressão e fazia críticas ao regime ditatorial e à repressão por ele imposto.

9. Defendeu os direitos LGBTQIA+

Mesmo não sendo uma atitude muito comum na época, Hebe já falava e defendia os direitos LGBTQIA+ abertamente na televisão brasileira, em plena década de 80. A apresentadora dizia que todos são humanos e que merecem respeito da mesma forma.

10. Falou em rede nacional sobre ter abortado

Na mesma época, ela também admitiu, no programa Roda Viva, ter feito um aborto. Hebe defendeu a atitude e dizia que isso era uma escolha pessoal e que as mulheres deveriam ter liberdade para decidir fazer ou não.

Fonte: IG GENTE

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