conecte-se conosco


Economia

Desemprego sobe para 12,4% em fevereiro e atinge 13,1 milhões de brasileiros

Publicado


undefined
Reprodução/TV Globo
Desemprego subiu em fevereiro e agora atinge 13,1 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Leia também: Peso dos impostos sobe para 33,58% do PIB e é o maior desde 2010

Segundo o instituto, o aumento indica que 892 mil pessoas passaram a fazer parte da população desocupada. Com isso, o resultado total do desemprego
no Brasil alcançou 13,1 milhões de trabalhadores. A alta trimestral considerando o período móvel encerrado em fevereiro, a taxa subiu 7,3% no País.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa divulgada pelo IBGE foi de 12%,  na primeira alta em dez meses. Ao todo, a desocupação atingia 12,7 milhões de brasileiros no mês inaugural do governo de Jair Bolsonaro (PSL), número que representa o maior valor desde agosto de 2018. Em fevereiro, a taxa subiu ainda mais.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, diz que, apesar da alta, o índice do desemprego já foi maior nos últimos anos. “A desocupação voltou a subir, mas não é a maior da série. Neste mesmo trimestre (dezembro a fevereiro), a maior foi de 13,2%, em 2017. Esperava-se que ela fosse subir, é um aumento que costuma acontecer no começo do ano”, explicou.

Leia mais:  Microsoft é escolhida a empresa mais sustentável do mundo em lista de ONG

Entre dezembro, janeiro e fevereiro, o último trimestre móvel pesquisado, no entanto, não só o desemprego cresceu – 12,4% e 13,1 mlhões de pessoas –, mas também: a população fora da força de trabalho atingiu recorde – 65,7 milhões, assim como a subutilização – 24,6% e 27,9 milhões de pessoas e o número de desalentados – 4,9 milhões; 33 milhões trabalharam com carteira assinada, 11,1 milhões sem CLT e 23,8 milhões por conta própria. A população ocupada foi de 92,1 milhões, queda de 1,1% – 1,062 milhão – em relação ao trimestre anterior.

Leia também: Juntas, maiores estatais do País registram recorde de lucro em 2018

Subutilização, desalento, CLT e setores com mais vagas fechadas


undefined
Aaron Favila/Agência Pública
Desemprego caiu e outras complicações como desalento e subutilização seguiram a tendência

O IBGE destaca o recorde histórico da taxa de subutilização
, que reúne, além dos desempregados, pessoas empregadas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores que estão desocupados, mas não conseguem procurar emprego por motivos diversos (como questões familiares de saúde, por exemplo). O número subiu e passou a atingir 27,9 milhões, sendo o maior desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A subutilização da força de trabalho no Brasil em fevereiro teve taxa de 24,6%. Em três meses, houve uma alta de 901 mil pessoas subutilizadas.

O desalento
, que representa os trabalhadores desempregados que desistiram de procurar emprego, também subiu. O número de desalentados chegou a 4,9 milhões, outro recorde negativo na história da pesquisa (repetindo o valor apontado de setembro a novembro do ano passado). “Dado que o desemprego chegou neste nível tão alto, isso alimenta o desalento também. Essas pessoas não se veem em condições de procurar trabalho”, disse Cimar.

Leia mais:  ‘Preço da passagem vai cair’, garante presidente da Azul

O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável na comparação com os três meses anteriores, em 23,8 milhões, mas subiu 2,8% – 644 mil pessoas – frente ao mesmo período do ano passado.

Já o número de empregados sem carteira assinada ( CLT
) caiu 4,8% – menos 561 mil – na relação trimestral, para 11,1 milhões no trimestre de dezembro a fevereiro. Comparado a 2018, a alta foi de 3,4% – 367 mil pessoas. O número total de empregados no setor privado com carteira assinada (exceto trabalhadores domésticos) foi de 33 milhões de pessoas, estável trimestral e anualmente.

Leia também: Banco Central reduz para 2% a previsão de crescimento do PIB em 2019


Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi o setor que mais contribui para o desemprego
entre dezembro e fevereiro, com um corte de 574 mil pessoas. Indústria (-198 mil) e construção (-155 mil) também reduziram o número de trabalhadores no período. De acordo com os dados do IBGE, o setor de transporte, armazenagem e correio foi o único a aumentar o número de ocupados, com 133 mil pessoas empregadas a mais.

Fonte: IG Economia
Comentários Facebook

Economia

Um mês após Previdência virar lei, INSS deixa na mão quem tenta aposentadoria

Publicado

por

source
inss arrow-options
Divulgação
Sistema do INSS ainda não está atualizado às novas regras impostas pela reforma da Previdência, atrasando aposentadorias

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda não adequou seus sistemas de concessão de benefícios às novas regras de aposentadorias e pensões que começaram a valer há um mês, com a promulgação da reforma da Previdência, em 12 de novembro. A estimativa é que cerca de 900 mil pedidos de benefícios, incluindo aposentadoria, auxílio-doença, entre outros, tenham sido feitos nesse período.

Leia também: Abono salarial PIS/Pasep pode passar a ser inferior a um salário mínimo; entenda

Como apenas as regras para se aposentar e obter pensão foram alteradas com a reforma, a análise da requisição desses dois benefícios está parada. Isso vale para quem atingiu os novos requisitos mínimos para aposentadoria , como idade e tempo de contribuição, a partir do dia 13 de novembro.

De acordo com o INSS , a atualização do sistema está em “fase avançada de desenvolvimento”. Os problemas não afetam quem atingiu as condições necessárias para requerer o benefício antes da promulgação da reforma. A análise dos requerimentos feitos segundo as regras anteriores segue normalmente, mas com atraso.

Hoje, há cerca de um milhão de requerimentos de aposentadorias pendentes de análise no INSS, incluindo os feitos antes de 13 de novembro, por diferentes motivos. Pela lei, o INSS tem até 45 dias para analisar os requerimentos. Hoje, esse prazo médio, de acordo com o instituto, já é de 59 dias.

No entanto, o advogado Luiz Felipe Veríssimo, especialista em Direito Previdenciário, afirma que há casos em que o segurado espera há mais de um ano pelo benefício: “Temos apresentado alguns mandados de segurança contra essa demora. Quando o tempo ultrapassa os 45 dias, o segurado pode entrar com uma ação judicial para que o INSS analise o pedido. Há muitas liminares nesse sentido e, muitas vezes, o pedido é bem simples. É difícil entender a razão para tanta demora”, afirmou.

Leia mais:  Mais de 15 empresas devem se instalar em Tangará e outras 10 cidades do interior de MT

INSS alega complexidade de mudanças

O INSS justificou a demora no ajuste dos sistemas pela complexidade das mudanças feitas pela reforma.

“A Emenda Constitucional 103, publicada no dia 13 de novembro, representou a maior e mais profunda reforma no sistema previdenciário do país, com significativos ajustes paramétricos, mudanças nas regras de acesso, idade, alíquotas, regras de transição, regras de cálculo, limitação à acumulação de benefícios e tantas outras”, disse o instituto em nota.

De acordo com o órgão, ajustes têm sido feitos e há uma força-tarefa que inclui a Secretaria de Previdência e a Dataprev, além do instituto, dedicada a isso. O simulador de aposentadoria disponível no portal Meu INSS também está sendo adaptado.

“Nenhum cálculo de atendimento de regras ou definição de valores de benefícios concedidos pelo INSS é feito de forma manual pelos servidores, mas por sistemas que cumprem esse papel com segurança e uniformidade”, informou o INSS.

Salário-maternidade e auxílio-doença

O instituto esclareceu ainda que continuam habilitados para operação os sistemas de concessão de salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-reclusão, Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) – concedido a idosos e deficientes de baixa renda – e pensão especial destinada a crianças com microcefalia decorrente do Zika Vírus. Esses benefícios não passaram por mudanças com a reforma da Previdência .

O governo havia incluído no projeto original uma mudança no BPC/Loas, que reduziria o valor do benefício de um salário mínimo para R$ 400, antecipando a idade mínima para recebimento de 65 para 60 anos, mas o Congresso Nacional derrubou essa medida. Com isso, ficaram mantidas as regras antigas.

Leia mais:  Em São Paulo, IPVA com desconto para placas de final 5 vence nesta terça

Opção pela aposentadoria sob novas regras

Segundo Veríssimo, caso o segurado que já tem direito adquirido perceba, ao receber o benefício, que o valor da aposentadoria não é o que gostaria, ele pode continuar contribuindo para se aposentar pelas regras da reforma da Previdência. Basta devolver o benefício, desde que não faça o saque do FGTS .

“O ideal é que o INSS já tivesse disponibilizado o simulador para que os segurados pudessem fazer esse planejamento previdenciário. Mas, de qualquer forma, é possível recusar a aposentadoria depois que o benefício for aprovado, para continuar contribuindo”, explicou o advogado.

Programa contra fraudes

O INSS lançou nesta quarta-feira (11) o Sistema de Governança e o Programa de Integridade, com o objetivo de combater as fraudes previdenciárias. O programa será coordenado pela recém-criada Diretoria de Integridade, que está à frente do programa de revisão nos benefícios . O chamado pente-fino já cessou ou suspendeu, ao longo de 2019, 261 mil benefícios irregulares em todo o país, com uma economia anual de R$ 4,3 bilhões.

Leia também: Caixa inicia pagamento do PIS de trabalhadores nascidos em dezembro


A nova ferramenta buscará a integração entre diretorias de Integridade e de Administração, Auditoria Interna, Corregedoria e Comissão de Ética, entre outras unidades, para promover a sinergia na prevenção, na detecção, na punição e na remediação de fraudes e atos de corrupção.

Fonte: IG Economia
Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Bolsonaro aprova aumento do limite de saque do FGTS para R$ 998; saiba sacar

Publicado

por

source
bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Presidente Jair Bolsonaro sancionou aumento do limite de saque do FGTS nesta quinta-feira (12)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (12) a nova lei do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aprovando o aumento do limite disponível para o saque imediato de R$ 500 para R$ 998 por conta vinculada, seja ela ativa (atual emprego) ou inativa (empregos anteriores).

Leia também: O que fazer com a liberação do FGTS: pagar dívida, deixar parado ou gastar?

O aumento, aprovado pelo Senado em novembro e assinado com vetos pelo presidente nesta quinta, converte em lei as mudanças no FGTS . A principal novidade é justamente a elevação do valor disponível para saque. Quem já retirou os R$ 500 poderá tirar os R$ 498 restantes normalmente. O calendário vai até 31 de março de 2020.

Porém, só tem direito a sacar R$ 998 os trabalhadores que tinha saldo de até esse valor na conta vinculada ao Fundo quando a Medida Provisória (MP) foi assinada, em julho. Essa quantia pode ser retirada de cada conta, ou seja, um trabalhador que se enquadra no requisito pode sacar, por exemplo, R$ 998 da conta do atual emprego e mais R$ 998 da conta de um emprego anterior. Para quem tem mais de R$ 998 na conta do FGTS, o limite de saque por conta segue sendo de R$ 500.

Leia mais:  Quem tem direito adquirido não precisa antecipar aposentadoria

De acordo com o governo, o saque imediato devem injetar cerca de R$ 3 bilhões na economia brasileira.

Para quem tem conta poupança na Caixa , o crédito referente ao saque já entrou automaticamente (limitado a R$ 500). Para quem não tem, a liberação dos recursos segue calendário que leva em consideração o mês de nascimento do trabalhador.

Confira o calendário de liberação do FGTS

  • Nascidos entre janeiro e outubro: já podem sacar; e
  • Nascidos em novembro e dezembro: podem sacar a partir de 18/12/2019.

Quem já sacou os R$ 500, tinha até R$ 998 na conta em julho e deseja sacar os R$ 498 restantes, deve aguardar divulgação oficial da Caixa para saber quando poderá retirar os recursos da nova liberação. A expectativa é que a partir da próxima data prevista no calendário (18/12) sejam incluídos os que já sacaram e querem mais R$ 498.

Saque-aniversário foi aprovado e começa em abril

Além da alteração no saque imediato, a sanção de Bolsonaro aprovou também o saque-aniversário , que é opcional e já foi aderido por mais de um milhão de brasileiros.

Leia também: Não quer saque emergencial do FGTS? Saiba cancelar crédito automático na Caixa


A partir de 2020, o trabalhador poderá optar por sacar uma parte do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. Para isso, no entanto, o direito de sacar todo o dinheiro do FGTS em caso de demissão é perdido. A multa de 40% segue garantida.

Leia mais:  Participação da Avianca no mercado brasileiro caiu mais de 90% em maio, diz Anac

Fonte: IG Economia
Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana