conecte-se conosco


Política MT

Deputado Valmir Moretto se manifesta contra fechamento de delegacias em MT: "não podemos retroceder"

Publicado

Foto: Karen Malagoli

O possível fechamento de mais de 20 delegacias de Polícia Civil em Mato Grosso tem causado transtornos e vários debates na sociedade e órgãos públicos, por conta do possível aumento da criminalidade no estado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp), o motivo seria economia aos cofres públicos e baixo rendimento de trabalho, conforme levantamento feito pelo Conselho Estadual. Porém, o tema é bastante delicado, principalmente quando se trata de prédios que ficam instalados na região de fronteira, como é o caso da delegacia de Nova Lacerda (550km de Cuiabá). 

O deputado estadual Valmir Moretto (PRB), disse que é totalmente contra ao fechamento. E caso seja efetivada, o Estado irá retroceder e terá de volta aumento na taxa de homicídios e tráfico de drogas.

"Precisamos melhorar a questão da segurança pública e não fechar delegacias. Eu defendo que nenhuma feche e que nós tenhamos uma verdadeira manutenção. Lá em Nova Lacerda, por exemplo, se fechar a delegacia, a Polícia Militar irá fazer o flagrante delito e pegar o suspeito para levar até Comodoro, que fica a 100km de distância, ou seja, nesse período ficamos sem policiais na cidade, pois temos uma efetivo com quatro militares e uma viatura apenas. Por isso somos contra o fechamento", disse o deputado.

Para o prefeito Wilson da Silva, de Nova Lacerda, cidade que está entre as citadas para fechamento, Wilson da Silva, antes da instalação da delegacia, várias ocorrências de roubo, tráfico, furtos e até homicídios eram registradas diariamente. Com a instalação da Polícia Civil, os números diminuíram. 

Leia mais:  Paulo Araújo propõe melhorias para Educação, Saúde e Infraestrutura

"Hoje temos polícia efetiva dentro da cidade e isso nos ajudou muito. Antes disso, bancos, Correios e casa lotérica queriam deixar a cidade por conta da criminalidade. Somos contra o fechamento, vamos debater isso com o governador e contamos com o apoio do deputado Valmir Moretto para nos ajudar nessa empreitada. Estamos na faixa de fronteira com a Bolívia, corredor de fuga para Rondônia e vamos ficar sem delegacia? Não podemos nos calar diante disso", frisou o prefeito. 

Na semana, durante as sessões, o deputado Moretto confirmou que o fechamento de delegacia é um convite para a volta da bandidagem. "Mato Grosso não pode se calar com uma situação dessas. Vamos retroceder, vamos convidar o bandido para o crime. Não podemos deixar os números da criminalidade crescerem. Por conta disso somos contra fechar delegacias, senão o caos novamente irá se instalar no estado. Os custos atualmente são pagos pelos municípios. Aluguel, luz, água, secretária e serviços gerais. O estado só paga o serviço humano de segurança. Então por enquanto não vejo argumentos para fechar esses prédios", concluiu o parlamentar. 

Fonte: ALMT
Comentários Facebook
publicidade

Política MT

Proposta quer aproveitamento de água da chuva na construção de prédios públicos

Publicado

por

Janaina Riva (MDB) quer que prédios públicos reaproveitem água.

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso é exemplo na reutilização das águas de chuvas. Aqui foram construídos dois reservatórios, um capta a água do telhado do Plenário das Deliberações e o outro do estacionamento de veículos.

O volume de captação anual de água das chuvas, desses dois lugares, é de pelo menos 700 mil litros. O liquido precioso é reaproveitado para regar os jardins e é usado também nas descargas sanitárias.

Além de o legislativo estadual utilizar a água de forma racional, acaba economizando tanto o líquido potável quanto nos custos tarifários. É uma iniciativa que deu certo na Assembleia Legislativa, por isso a deputado Janaína Riva (MDB) quer que esse exemplo seja ampliado para outros prédios públicos estaduais.

Nessa linha, o projeto de lei 189/2019, apresentado pela deputada define, por exemplo, que as construções de prédios públicos devem ser feitas com armazenamento de águas de chuvas e, o liquido aproveitados para o uso não potável, seja usada em descargas sanitárias, irrigação de jardins e limpezas de gramados.

A proposta de Janaína Riva ressalta que todo o edital de licitação de obras em prédios públicos mencionará, expressamente, a obrigatoriedade de instalação de sistema de aproveitamento de águas de chuvas.

A captação deve ser instalada nos condutores de águas pluviais, caixas de passagens ou canais de captação de modo a contemplar no mínimo 50% da área de captação pluviométrica.

Leia mais:  Dr. João propõe Frente Parlamentar em Defesa da Saúde

Outra sugestão que a deputada propõe no projeto de lei é de as obras de reforma, havendo área de terreno disponível, serão obrigatória até o limite mínimo de 30%. “Vale ressaltar, que a implantação do referido sistema é perfeitamente viável em obras como escolas, postos de saúde, centros esportivos e praças”, diz trecho da justificativa da deputada.

Hoje, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Águas. A data criada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é destinada à reflexão e discussão sobre a relação homem e água. Nesse dia é importante que sejam abordados temas como a conservação e proteção da água em todos os continentes do planeta terra.

Bacias hidrográficas

Mato Grosso é um dos lugares com maior volume de água doce no mundo. Considerado a caixa-d’água do Brasil por conta dos seus inúmeros rios, aquíferos e nascentes. O planalto dos Parecis, que ocupa toda porção centro-norte do território, é o principal divisor de águas do estado. Ele reparte as águas das três bacias hidrográficas mais importantes do Brasil: Bacia Amazônica, Bacia Platina e Bacia do Tocantins.

Os rios de Mato Grosso estão divididos nessas três grandes bacias hidrográficas que integram o sistema nacional, no entanto, devido à enorme riqueza hídrica do estado, muito rios possuem características específicas e ligações tão estreitas com os locais que atravessam que representam  uma unidade geográfica, recebendo o nome de sub-bacias.

Leia mais:  Nascidos com espinha bífida poderão ter UTI garantida

As principais sub-bacias do estado são: Sub-bacia do Guaporé, Sub-bacia do Aripuanã, Sub-bacia do Juruena-Arinos, Sub-bacia do Teles Pires e Sub-Bacia do Xingu.

Volume de chuvas

De acordo com o Portal Mato Grosso de 2008, o volume médio anual de chuvas no Estado fica entre 2.700mm e 1.200 mm. A sua distribuição espacial está ligada à posição geográfica da região, em face dos sistemas regionais da circulação atmosférica e também dos aspectos orográficos.

Os totais anuais de chuva diminuem de Norte-Noroeste em direção ao Sul-Sudoeste. O trecho Norte, incluído na Bacia Amazônica, concentra os maiores totais, enquanto em direção ao Pantanal, a diminuição é gradual, caindo até os 1.200 mm.

A diminuição também se evidencia em direção ao Leste do Estado, onde os totais anuais variam ente os 2.000 e os 1.500 mm. A distribuição dessas chuvas no decorrer do ano evidencia o caráter tropical da área, com duas estações bem definidas, uma seca e outra chuvosa.

Esse caráter é mais nítido na metade Sul do Estado, em que se alternam um período seco, de inverno-primavera e um período chuvoso, de verão-outono, que concentra cerca de 70% dos totais de chuva. Na metade Norte, o período seco diminui gradualmente, atingindo dois meses (junho-julho) no extremo Noroeste do Estado.

Fonte: ALMT
Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Secretário de Fazenda é chamado à ALMT para explicar empréstimo de 250 milhões de dólares

Publicado

por

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) apresentou um Requerimento convocando o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para esclarecer detalhes sobre o empréstimo de US$ 250 milhões que o governo de Mato Grosso pretende contrair junto ao Banco Mundial. O parlamentar quer explicações sobre as exigências feitas pelo Banco Mundial e sobre as vantagens e desvantagens da negociação. Para que o empréstimo seja feito, ele precisa ser aprovado pela Assembleia Legislativa.

“Podem ser exigências pesadas que comprometam a qualidade do serviço público. Temos que falar com o secretário aqui, para ele explicar esse empréstimo, para tomarmos uma decisão consistente em plenário”, defende Lúdio.

O governador Mauro Mendes (DEM) informou que tem intenção de usar o novo empréstimo para quitar a dívida atual com o Bank of America, que tem parcelas a serem pagas até 2022. O novo empréstimo seria pago em 20 anos.

“É uma dívida dolarizada, com juros que caem de 5% para 3%, mas se estende por cinco governos, enquanto a dívida atual teria que ser paga até o final do governo Mauro Mendes. O governador contraria o discurso que ele fez contra o governador anterior, de transferir para os próximos governos responsabilidades suas”, disse Lúdio.

“Quando esse empréstimo foi feito no Bank of America, em tese era vantajoso, porque o dólar estava baixo. Daqui a 20 anos, como estará a situação do dólar no mundo, para que o novo empréstimo seja vantajoso?”, questionou o deputado.

Leia mais:  Sindojus recorre à Assembleia e pede revisão de tabela salarial

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal’Bosco (DEM), deputado agendou para a próxima terça-feira (26) a participação do secretário Rogério Gallo no colégio de líderes, para que ele explique aos deputados, a portas fechadas, os detalhes do empréstimo. A intenção de Lúdio era ouvir as explicações do secretário em plenário, para que fosse aberto ao público e à imprensa e transmitida pelo rádio e pela TV Assembleia.

Fonte: ALMT
Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana