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Deputado Claudinei verifica situação da Santa Casa de Rondonópolis com a Covid-19

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Para acompanhar a atuação da Santa Casa de Misericórdia, em Rondonópolis (MT), no período da pandemia de Covid-19, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) realizou visita à entidade filantrópica, na última quinta-feira (21) para obter informações sobre a condução administrativa por parte dos dirigentes e identificar possíveis necessidades da unidade de saúde.  

“Essa visita foi para conhecer as dificuldades que o hospital enfrenta com a pandemia, principalmente no que diz respeito ao atendimento de excelência à população. Tivemos a oportunidade de verificar os leitos e ver que as UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) estão com os atendimentos de pacientes com Covid-19 separados de outros com enfermidades diferentes. Assim, evita o contágio, já que é um vírus que é transmitido facilmente de uma pessoa por outra”, ressalta deputado Claudinei.

 O interesse de acompanhar a unidade hospitalar por parte de Claudinei se deu desde o início dos primeiros casos confirmados de Covid-19, em Rondonópolis. “No final de março, apresentei um memorando ao presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa para somarmos esforços em prol da população mato-grossense para a devida estruturação da Santa Casa, como, também, a intervenção em relação aos repasses financeiros para que sejam regularizados com êxito para o atendimento dos infectados pelo novo coronavírus”, explica o parlamentar.

 Reunião

Claudinei conta que a reunião apontou a necessidade de aumento no efetivo de pessoal. Outro aspecto preocupante avaliado por ele foi a falta de alinhamento entre a prefeitura de Rondonópolis e o governo do Estado. “Infelizmente, isso tem sido um grande entrave para a Santa Casa. Isso porque, o hospital pode contribuir bastante com a saúde pública por conta da sua quantidade de leitos disponíveis de UTI. Este desentendimento do poder público reflete em prejuízos para a população em um momento tão delicado com o cenário que vivemos em Mato Grosso, país e o mundo por conta do novo coronavírus”, comenta o deputado.

Para Tânia Balbinotti que representa o Grupo de Entidades em Prol da Santa Casa, a visita na unidade de saúde partiu do parlamentar junto com os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC) e Ulysses Moraes (PSL). “Segundo eles, estão vendo os hospitais com essa situação do Covid-19, como está a ocupação das UTIs e o que o hospital precisa. Nós achamos muito interessante isso, porque eles são funcionários públicos, não estão fugindo da raia, estão enfrentando as coisas. A área da saúde é importante para a população, os hospitais públicos precisam estar a postos. Também, é importante dar apoio para a equipe de saúde, pois é um momento de estabilidade, insegurança, risco de pegar a doença. Nós, sociedade, reconhecemos a importância do que eles fazem”, pontua.

Também, marcaram presença da diretora financeira do hospital, Bianca Franco, do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis, Ernandes Cabral, Odílio Balbinotti da Agro de Rondonópolis, representantes da Santa Casa e empresários do município.

Portaria de n.º 1.239/2020

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, publicou a Portaria de n.º 1.239 de 18 de maio de 2020 (http://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.239-de-18-de-maio-de-2020-257392796) , que estabelece recursos a fim de habilitar leitos de UTI adulto e pediátrico nos municípios de Mato Grosso para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o Claudinei, será disponibilizado o valor de R$ 36 milhões para o estado que serão pagos em parcela única. “Para Rondonópolis será repassado o valor de R$ 4,32 milhões, divididos em partes iguais, para os três hospitais do município que Hospital Regional de Rondonópolis, Santa Casa e Hospital Referência Saúde da Família”, conta satisfeito o deputado.

“Em nome do presidente Jair Messias Bolsonaro, agradeço o governo federal por este importante auxílio aos municípios de Mato Grosso no combate à Covid-19. Pode ter certeza que fiscalizaremos com rigor a aplicação correta desses recursos”, expos Delegado Claudinei.

Entidade – A Santa Casa de Rondonópolis é referência por atender 19 municípios da região sul de Mato Grosso, com 246 leitos – sendo 62 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A entidade filantrópica foi fundada em 1971 e, atualmente, oferece serviços de atendimento adulto e infantil, realiza diversos tipos de cirurgias e serviços de diagnóstico (raio-x, tomografia e ultrassonografia).

Pandemia – Na última atualização do Boletim Epidemiológico do Governo do Estado de Mato Grosso, no dia 21 de maio, já são 1.187 casos confirmados de Covid-19, com 34 óbitos. Em relação ao município de Rondonópolis, já há 132 casos confirmados e três óbitos.

Fonte: ALMT

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Durante live com deputado, CRM-MT pede para população evitar aglomerações e usar máscara

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Foto: Rose Domingues Reis / Gabinete do deputado Dr. Gimenez

 

As medidas de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) foram reforçadas durante a Live realizada pelo deputado estadual e médico Dr. Gimenez (PV), durante a noite de quinta-feira (23) com a presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRMT-MT), Hildenete Monteiro Fortes. Isolamento e distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos são os principais aliados da população no enfrentamento à pandemia.

Dr. Gimenez questionou o CRM-MT sobre a utilização de medicamentos profilácticos, como a ivermectina, inclusive por prefeituras de Mato Grosso, na intenção de gerar imunização à população. Mas o posicionamento do conselho é contrário, entre os motivos apresentados estão a falta de eficácia comprovada para a Covid-19 e ausência de protocolo adequado.

 “Qual a dosagem? Será ministrado semanal, quinzenal ou mensal? Como cada paciente está sendo avaliado do ponto de vista de utilização desse medicamento? Não temos comprovação de que funcione para coronavírus, além disso, é preocupante observar que a falsa sensação de imunização leve o cidadão a ter hábitos menos exigentes e com isso fica vulnerável a pegar a doença”, afirma Hildenete Fortes.

Para o parlamentar, é importante esclarecer à população sobre a importância de não se “automedicar”, tanto com a ivermectina como outros remédios que compõem o “kit covid”, pois precisam de orientação médica para sua utilização. “Não podemos permitir que isso se torne um “drive thru”. O paciente, primeiramente, deve ir a um centro de triagem avaliar se está mesmo com a doença e em qual estágio se encontra, para receber tratamento individualizado”.

A médica Hildenete pontuou que existem seis subtipos do vírus, portanto, mesmo já tendo sido infectado uma vez, ninguém está livre de pegar novamente. “Trabalhamos junto com a Assembleia Legislativa na orientação sobre o kit medicamentoso, mas sempre alertando que a prescrição deve ser de um profissional médico, ele tem autonomia para receitar e acompanhar o paciente, inclusive a cloroquina carece de uma autorização por ter muitos efeitos colaterais”.  

Baixa médica – Um total de 23 profissionais da saúde morreram em Mato Grosso vítimas da Covid-19 até o início desta semana, sendo cinco médicos e 18 enfermeiros e técnicos de enfermagem. Foram mais de 900 profissionais da área infectados, dos quais 260 médicos. Para a presidente do CRM-MT, vários fatores contribuem para esse quadro.

“O governo demorou muito para agir porque não acreditou na proporção da pandemia. Na verdade, já tínhamos uma falta de leitos de UTI muito antes da Covid-19, mas os problemas ficaram mais evidentes nessa situação de crise, portanto, faltou planejamento do Estado e dos municípios para abrir novos leitos de UTI e também fazer treinamento dos profissionais”.

Uma das soluções encontradas pelo CRM-MT é obrigar as unidades de saúde a contratar pelo menos um médico experiente para acompanhar as equipes nas UTIs ou trazer médicos de outros estados, que já passaram pela fase mais crítica da doença, para dar suporte à saúde em Mato Grosso. 

Fonte: ALMT

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Projeto concede incentivos fiscais a empresas que garantam emprego a mulheres vítimas de abuso

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Foto: MÁRCIA MARTINS

Assembleia Legislativa analisa o projeto de lei 637/2020 que concede incentivos fiscais a empresas que contratarem mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, diminuindo 3% do Imposto Sobre Circulação de Meradorias e Serviços (ICMS) às que preencher entre 2% e 5% de seus cargos por mulheres que passaram por esses abusos. As empresas ainda devem ficar isentas do pagamento de IPVA.

A proposta, apresentada pelo deputado Romoaldo Júnior (MDB), e idealizada pela advogada Deise Cristina Sanábria Carvalho, além de chamar a atenção de empresários e a própria sociedade para esse tipo de crime, visa gerar oportunidades para a mulher no mercado de trabalho.

De acordo com medida, a empresa que contratar mulheres nessas condições, receberá um selo com o  título “Empresa Amiga da Mulher”, para gerar a publicidade, demonstrando o apoio à causa. O benefício será concedido desde que a violência sofrida pela trabalhadora possa ser comprovada por documentos e apresentação de medida protetiva de urgência.

“Os incentivos fiscais irão possibilitar maior número de contratações e contribuir para o retorno dessas vítimas ao mercado de trabalho”, defendeu Romoaldo ao ressaltar que com a aprovação da Lei Maria da Penha, o Brasil deu um passo importante para diminuir a violência contra a mulher, entretanto a realidade ainda é perturbadora e inaceitável.

Ao agradecer o apoio do parlamentar, que abraçou a causa e se dispôs a lutar pela aprovação do projeto, a advogada Deise Cristina, membro da Comissão da Mulher da Associação Brasileira de Advogados em Mato Grosso (ABA-MT) e da Comissão de Defesa dos Direito da Pessoa com Deficiência da OAB/MT e ainda advogada do Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade de Cuiabá, contou que apesar de seu currículo profissional, já viveu na pele um relacionamento abusivo.

Para a advogada, a matéria tem grande relevância, pois em meio a pesquisas e conversas com mulheres fragilizadas, ela percebe que a história se repete e a maioria prefere se sujeitar a uma relação abusiva, para que os filhos não sejam privados do sustento e do conforto que muitas vezes é proporcionado pelo agressor.

Diante da cruel realidade dos dados, Deise avalia que a aprovação do projeto será um avanço na política de Mato Grosso que poderá ser o primeiro estado da federação a propor uma lei de tamanho benefício para a busca da independência financeira da mulher vítima de violência doméstica e familiar.

“Essas mulheres necessitam de uma oportunidade para reconstruir a vida. A conquista de um emprego proporciona a chance de mudança, dignidade, independência e autoestima. Agradecemos o deputado Romoaldo por estar com a gente nesta luta. O apoio dele, dentro do Poder Legislativo, nos devolve a esperança e a garantia de que não estamos sozinhas”, finaliza a advogada.

*Violência doméstica durante a pandemia

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – “Violência Doméstica durante a pandemia de Covid-19”, os feminicídios cresceram 150% em Mato Grosso, entre março e abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. O estado passou de seis vítimas em 2019 para 15 em 2020. Em março, o número de feminicídios saltou de dois para dez. Já em abril, passou de quatro para cinco casos. Os dados foram divulgados no último mês junho.

 

Fonte: ALMT

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